quarta-feira, 18 de abril de 2018

Alagoas: Militante pela Reforma Agrária é assassinado em Rio Largo/AL

Alexsandro Silva, 39 anos

Alexsandro Silva, de 39 anos, foi assassinado a tiros na noite de terça-feira (17/abril/2018), no Conjunto Antônio Muniz de Souza, município de Rio Largo, região metropolitana de Maceió. Ninguém foi preso pelo crime.

A vítima foi atingida por três disparos de arma de fogo, sendo um na cabeça e mais dois na coxa esquerda. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local, mas ao chegar no local, Alexsandro já estava em óbito.
Segundo amigos e familiares da vítima que não quiseram se identificar, Alexandro era militante da questão agrária e seu desejo sempre foi fazer o debate pela Reforma Agrária em Rio Largo/Alagoas. O mesmo foi membro do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL).
Em setembro de 2017, o acampamento do MTL na região de Rio Largo foi incendiado e seu veículo também foi queimado nesse incêndio criminoso. Alexsandro Silva foi fundador da Associação dos Agricultores da Fazenda Canoa em Rio Largo, no qual era presidente.
Ainda segundo amigos e parentes, o crime tem relação direta com a luta pela terra em Rio Largo e região.
De acordo com o relatório oficial do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), o crime aconteceu no povoado Mata do Rolo por volta das 22h30. 
Militares pertencentes ao 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) estiveram no local e realizaram rondas pela região, porém, não encontrou nenhum suspeito de ter cometido o crime.
Equipes dos institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML) estiveram no local para a realização dos procedimentos necessários.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Absurdo: Casal é torturado, assassinado e corpos são queimados em Campo Alegre/Alagoas


A Polícia Civil de Alagoas conseguiu esclarecer a morte do casal José Alberto Alves, 47 anos, conhecido como “Chacal”, e Quitéria Mendes dos Santos, que tiveram os corpos encontrados, em 26 de agosto do ano passado, dentro de um automóvel incendiado, próximo à usina Porto Rico, em Campo Alegre, município dos agreste alagoano distante 119KM da capital Maceió. O crime foi investigado pelos delegados Fábio Costa, gerente de Polícia Judiciária da Região 3 (DPJ3), e Alexandre César, titular da distrital de Campo Alegre.

Em operação desencadeada esta semana, que teve também a participação do delegado regional de São Miguel dos Campos, Nilson Alcântara, três suspeitos do crime foram presos: José Alisson do Nascimento, conhecido como “Tuta”, o vigilante Cícero Lúcio da Silva, o “Nem”, e Sérgio Batista dos Santos, conhecido como “Caçador”. A polícia investiga a participação de outros envolvidos no crime.

Os detalhes do duplo-homicídio foram revelados no próprio interrogatório de “Tuta”, que confessou a autoria e apontou a participação dos demais envolvidos.

Segundo ele, o motivo do assassinato foi uma dívida que tinha com o empresário. “Chacal” cobrava o pagamento com insistência e, por isso, planejou o crime, combinando um encontro com a vítima em um posto de combustível às margens da rodovia BR-101, para supostamente fazer o citado pagamento.

Ele diz que o vigilante do posto conhecido como “Nem” sabia que o crime seria executado, inclusive dissera que não iria ter ninguém no local naquele horário para servir como testemunha.

O empresário chegou ao posto, por volta das 21h, em seu carro – um Fiat Palio, cor vermelha, placa OHJ-9657/AL, em companhia da esposa. Tão logo José Alberto cobrou a dívida, foi atingido com três disparos, morrendo instantes depois.

O corpo da vítima foi colocado na mala do automóvel e a esposa Quitéria foi levada para um canavial, no mesmo veículo, onde foi torturada para forçá-la a dizer onde estavam os bens do casal. Perto de meia-noite, voltaram para a cidade, tendo levado joias e dinheiro da casa do casal.

Em seguida, retornaram ao canavial, e a mulher foi morta e colocada dentro do Palio, onde já estava o corpo do empresário. O carro foi então queimado, junto com os corpos das vítimas.
A polícia descobriu que “Tuta” já foi preso em 2012, por porte ilegal de arma de fogo, e investiga a participação dele em outros crimes.

A polícia descobriu que “Tuta” já foi preso em 2012, por porte ilegal de arma de fogo, e investiga a participação dele em outros crimes.

Fonte: Ascom PC/AL/Alagoas 24 horas - http://www.alagoas24horas.com.br/1138474/policia-divulga-identidade-e-detalhes-do-assassinato-de-casal-encontrado-carbonizado/

terça-feira, 6 de março de 2018

Vídeos: Agressões policiais e protestos em Alagoas marcam audiência que discute privatização da Eletrobras na ESMAL


O auditório da Escola Superior de Magistratura de Alagoas (Esmal), no bairro do Farol, virou palco de uma confusão generalizada que acabou em pancadaria na manhã desta terça-feira (06/março/2018). O tumulto se deu antes mesmo da audiência pública que discute a privatização da Eletrobras Distribuição Alagoas.
Logo no início da manhã, um forte aparato policial estava montado para garantir a segurança das pessoas que iriam participar da audiência. O trânsito na Rua Cônego Machado ficou congestionado em virtude da interdição na rua que dá acesso à uma unidade de ensino superior. 

Apesar da operação montada, o público que compareceu à audiência não poupou esforços para mostrar revolta em meio à possível privatização da concessionária de energia elétrica em Alagoas.  


Bastante intenso, o protesto começou na Cônego Machado, onde trabalhadores, líderes sindicais, estudantes e outros membros da sociedade civil seguram faixas, fazem apitaços e gritos de ordem. 
Nas dependências do auditório, o cenário é ainda mais tenso: a grade que foi colocada para impedir o público de chegar ao palco foi arrancada. Além disso, gritaria, empurra-empurra e bolinhas de papel, copos e sapatos sendo jogados em direção ao palco, onde estão os representantes do governo federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDEs) e da Eletrobras. 
Apesar do protesto, a audiência teve início com a tentativa de se discutir o assunto em pauta. Inclusive, os manifestantes foram informados de que o evento poderia ocorrer sem a participação do público.

Logo após a confusão, os trabalhadores e líderes sindicais decidiram se pronunciar e combinam fazer um movimento do lado de fora da Esmal.

O representante do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, José Cícero, lamentou a presença do grande aparato de segurança antes e durante a audiência. "Pegaram o efetivo do estado para tratar o trabalhador com truculência e isto é inadmissível em um ambiente de democracia", afirmou.
Lidiane Gonçalves estava na audiência em nome do BNDES. Ela confirmou que, apesar do tumulto, "a conversa com a sociedade aconteceu". "Faz parte do processo de desestatização a discussão com a sociedade e isto efetivamente aconteceu", avalia.

Já o representante do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Brandão, informou que a intenção do governo federal era apresentar as informações do processo de privatização e o objetivo, segundo ele, foi concretizado. 
"Infelizmente, isto aconteceu com um grande tumulto, mas conseguimos vencer os ritos do processo e a audiência aconteceu com sucesso", comentou.




Fonte: Gazeta Web - http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2018/03/_50464.php

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Vídeo: Prefeitura de União dos Palmares determina apreensão de mercadorias de feirantes, ação acaba em confusão

Um vídeo mostra a confusão que resultou na apreensão de mercadorias carrinhos de mão, na Feira Livre, situada na Avenida Monsenhor, no Centro do município de União dos Palmares, na Zona da Mata de Alagoas. 

As imagens, feitas por feirantes, mostram uma confusão envolvendo ambulantes e guardas municipais da cidade e o momento em que os produtos são apreendidos

De acordo com uma moradora, que preferiu não se identificar, o prefeito Areski Freitas Júnior, o Kil, ordenou a apreensão dos carrinhos de mão que circulavam de maneira irregular no entorno da feira. Houve confusão entre feirantes e guardas municipais, e inclusive, uma feirante reagiu e agrediu os agentes. "Os guardas empurraram uma mulher do carro de mão de verduras e apreenderam diversos carrinhos", relatou.


A assessoria de comunicação de União dos Palmares, que informou que o tumulto registrado na localidade foi um caso isolado. Segundo o secretário de comunicação do município, Hermes Marques, em abril do ano passado, houve um acordo entre feirantes e secretarias onde ficou acordado que feirantes não podiam comercializar produtos nas ruas, devido à desorganização do tráfego e por questões de segurança.
Além disso, o secretário informou que a prefeitura definiu barracas para os ambulantes no entorno da feira e realizou o cadastro para que pudessem comercializar produtos de maneira regular. É de Hermes Marques a informação que na ação de hoje, os guardas municipais foram às ruas, averiguar o acordo, que infelizmente, foi não foi cumprido por dois vendedores cadastrados e que tinham barracas na feira. Ainda segundo o secretário, ambos feirantes foram flagrados comercializando produtos em carrinhos de mãos, o que não era permitido.
NOTA DE ESCLARECIMENTO 
Referente ao episódio recente da feira livre, a Prefeitura de União dos Palmares esclarece que a regulamentação municipal estabelece que a comercialização de frutas e verduras ocorra em bancas, e não em carrinhos de mão, tendo em vista que os próprios feirantes que seguem as normas corretamente fazem reclamações dos carrinhos, já que, a circulação destes, dificulta a venda destes feirantes. Além de que os preços que são aderidos pelos carrinhos são menores aos aderidos nas bancas, causando prejuízos para estes feirantes. Ainda assim, alguns donos de bancas desrespeitam a regulamentação e colocam os carrinhos para comercializar, prejudicando a concorrência justa entre os feirantes. 
A senhora envolvida no caso em questão possui duas bancas e, ainda assim, coloca carrinhos para circularem, todos de sua propriedade, fato que causou insatisfação na maioria dos feirantes, que procuram a coordenação da feira com queixas a respeito da conduta da mesma com os seus carrinhos. A mesma já vem sendo alertada há meses sobre a circulação irregular dos seus carrinhos e não foi proibida de nenhuma forma de vender os seus produtos, apenas orientada a cumprir a regulamentação, vendendo em sua banca, assim como os demais feirantes. 
Enfatizando que, não há proibição nenhuma de que qualquer produto que seja comercializado na feira de União dos Palmares, desde que obedeça a regulamentação e organização da feira livre. 
A Prefeitura também deixa claro que repudia qualquer forma de violência e que o episódio citado acima teve abordagem realizada da forma correta. Na situação, os guardas municipais apenas se defenderam do comportamento agressivo da senhora, que, proferiu palavras ofensivas e usou da força física com os guardas. Mas em nenhum momento houve algum tipo de agressão à mesma, que, neste momento, responde queixa na delegacia.
Assista ao Vídeo:

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Após 20 anos, inquérito que acusava o deputado Chico Tenório de matar policial, é arquivado

Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 5ª Região decidiram arquivar inquérito policial em que o deputado estadual Francisco Tenório (PMN) é acusado de matar o policial rodoviário federal Marcos Antônio Leite Magalhães, em 5 de outubro de 1997.

20 anos após o crime, o parlamentar sequer foi denunciado pelo assassinato.

“Conquanto os fatos em apuração sejam extremamente graves e inexista dúvida sobre a materialidade, até o presente momento não foram colhidas provas suficientes para o oferecimento de uma denúncia em desfavor do investigado JOSÉ FRANCISCO CERQUEIRA TENÓRIO que, durante todo esse tempo, sequer foi ouvido”, mostra despacho da Procuradoria Regional da República da 5ª Região, recomendando o arquivamento do inquérito.

O que sustentava a denúncia contra Chico Tenório era o depoimento do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante. Na Justiça, o ex-líder da Gangue Fardada- hoje em liberdade- disse que quando estava no posto de tenente-coronel, no comando do 7º Batalhão da PM, na cidade de Maragogi “tomou conhecimento de que teria havido um atrito na BR, na proximidade do Posto da Polícia Rodoviária Federal em Maceió/AL, face a uma abordagem do PRF MARCOS ANTÔNIO LEITE GUIMARÃES quando pediu a documentação pertencente a NATALÍCIO JÚNIOR, conhecido como JÚNIOR TENÓRIO, e que agora sabe se chamar NATALÍCIO MENDES DOS SANTOS; QUE, essa pessoa disse ao patrulheiro rodoviário que era primo do deputado CHICO TENÓRIO, então deputado estadual, quando MARCOS ANTÔNIO disse que não interessava tal conhecimento; QUE, MARCO ANTÔNIO chateado com a situação comunicou o fato a CHICO TENÓRIO e daí foi providenciado o homicídio; QUE o responsável direto pelo homicídio foi JÚNIOR TENÓRIO”.

Júnior Tenório foi impronunciado por insuficiência de provas pela 7ª Vara Criminal. “Embora essa decisão não faça coisa julgada material, o processo tramitou integralmente em juízo absolutamente incompetente”, escreve a PGR 5ª Região.


Em 25 de julho do ano passado, o procurador-Geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, requereu que o desembargador José Carlos Malta Marques, do Tribunal de Justiça, declinasse a competência para julgar e remetesse os autos deste inquérito ao TRF5. Gaspar entendeu que era competência do TRF5 decidir se acatava entendimento do MPE e autorizava investigação, por parte da Polícia Civil, contra o deputado estadual, por homicídio qualificado.

Quem será que lucra com o reinado da impunidade em Alagoas?

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Durante a folga, Comandante geral da PM/AL tem carro oficial da SSP levado em assalto enquanto lanchava

O comandante geral da Policia Militar, coronel Marcos Sampaio, foi vítima de assalto na noite de terça-feira de carnaval (13/02/2018), no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió. Uma caminhonete Amaroc branca da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SPP/AL) que estava sendo utilizada por ele foi levada.

Em entrevista, o comandante disse que o assalto aconteceu em uma lanchonete, na rua do Hospital Geral do Estado (HGE), por volta das 23h, no bairro do Trapiche da Barra.

“Eu fui fazer um lanche, com meus filhos. Um homem armado entrou na lanchonete e anunciou o assalto. Roubou os pertences de quem estava no local. Levaram o celular do meu filho e o veículo”, relatou o coronel.
Ele informou ainda que a caminhonete não estava identificada como veículo da polícia. “Era descaracterizada, não tinha plotagem”.

Sampaio explicou ainda que não reagiu ao assalto por segurança. “Não reagi, porque não se deve reagir a assaltos. É essa a orientação que passamos à população".

Logo depois do assalto, a ocorrência foi comunicada à Polícia Militar e um alerta geral foi emitido para tentar recuperar o carro. Ninguém foi preso.

O Comandante só não explicou porque MESMO DE FOLGA, em plena terça-feira de carnaval, às 23h, estava passeando, utilizando um veículo oficial de uso exclusivo em serviço da SSP/AL . O lanchinho do comandante com seus filhos foi interrompido pela violência urbana e institucional que é bem comum em Alagoas.

O veículo foi encontrado abandonado na manhã da quarta-feira de cinzas (14/02/2018), no bairro do Cima Bom com a lataria arranhada e os retrovisores arrancados.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ex-prefeito de Japaratinga, secretário e procurador são condenados por improbidade

Após ação civil de responsabilidade por atos de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da Promotoria de Justiça de Maragogi e pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, o juiz Diego de Mendonça Furtado condenou o ex-prefeito de Japaratinga, Newberto Ronald Lima das Neves, e o ex-secretario de transportes, José Marques Pereira Filho (sogro do ex-prefeito), e o procurador-geral do Município, Benjamin Lins das Neves por irregularidades comprovadas em contratos de locação de veículos e que resultou no prejuízo de milhões aos cofres públicos. Além deles, também foram punidos judicialmente os proprietários da empresa J.B Locação de Veículo Ltda
Na conclusão do Ministério Público, a estimativa dos danos causados ao município de Japaratinga, somente referente ao Aditivo nº 02/2014 do Contrato nº 02/2013 foram de R$ 1.781.243,20 e mais R$ 636.000,00 referentes ao Aditivo nº 01/2014, do Contrato nº 03/2013.
Em setembro de 2016, o Ministério Público conseguiu o afastamento cautelar do prefeito, do procurador-geral e do secretário. Newberto Ronald Lima foi surpreendido pelos promotores em seu gabinete, onde à época foi cumprido o mandado e, imediatamente, teve que deixar a Prefeitura. Na acusação contra eles consta atos de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública, fraude em contratos, enriquecimento ilícito de terceiros e desvio de dinheiro e nepotismo.
Conforme a petição, as investigações do MPE/AL comprovaram que o prefeito Newberto Ronald sublocou veículos pertencentes a pessoas ligadas pessoal ou politicamente a ele, a exemplo da esposa e um cunhado e o presidente da Câmara. O ex-gestor de Japaratinga também autorizou compra de combustível para os carros alugados quando, na verdade, pelo contrato, essa obrigação seria da J.B Locações. Proprietários de postos de combustíveis asseveraram em oitiva que todos os pagamentos eram garantidos pelo então prefeito e que jamais haviam recebido qualquer dinheiro da empresa.
Além disso, a Prefeitura realizou pagamentos indevidos a motoristas, supostamente contratados para dirigir os veículos alugados, mas que restou demonstrado que alguns destes profissionais eram servidores do Município recebendo apenas a remuneração como funcionário público.
No parecer técnico do Departamento de Auditoria do MPE/AL foi constatado ausência de nota de empenho em processos. Para os analistas da instituição, todas as alegações do prefeito foram desprovidas de qualquer amparo probatório e houve provas contundentes da responsabilidade do requerido no crime.
“O demandado permitiu o pagamento de combustível, quando aquela era obrigação da contratada. Parentes do requerido possuíam veículos sublocados à J.B, recebendo valores do Município. Sublocação esta, inclusive, que era do seu conhecimento, conforme afirmado em seu depoimento em Juízo”, relata a equipe técnica na petição.
Para o coordenador, em exercício, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público (NUDEPAT) do MPE/AL, promotor Anderson Cláudio de Almeida Barbosa, o combate à improbidade é incessante.
“Vale ressaltar que a decisão judicial constitui importante marco para a efetivação da defesa do patrimônio público em nosso Estado, demonstrando de forma concreta que aqueles que praticam atos de improbidade administrativa são punidos na forma da lei”, afirma o promotor Anderson Cláudio.
Condenação
De acordo com a fundamentação da sentença, o juiz Diego de Mendonça Furtado afirma que Newberto Rondal Lima das Neves incidiu nos artigos 10º e 11º da Lei de Improbidade e como pena o condenou ao ressarcimento ao Erário do valor integral do dano que corresponde à quantia de R$ 2.417.243,20, de forma solidária com os demais requeridos, corrigido monetariamente pelo INPC e juros de mora legal desde a citação.
Além disso, o ex-prefeito foi punido com a perda de todos os cargos ou funções públicos exercidos, suspensão de direitos políticos por 13 anos e proibição de contratar com o poder público por oito anos. Para o magistrado “ O réu Newberto é o maior responsável por todos os atos improbos cometidos, haja vista que era o chefe do Executivo Municipal, deixando de fiscalizar devidamente os contratos celebrados, causando grande prejuízo ao erário”.
Já a "pena" aplicada a Benjamin Lins das Neves foi a de suspensão dos direitos políticos por 11 anos, bem como a proibição de contratar com o Pode Público por 13 anos. Seria ele o responsável jurídico pelos contratos firmados pelo Município.
Para o sogro do ex-prefeito, José Marques Pereira Filho, o juiz definiu suspensão dos direitos políticos por oito anos e proibiu contratação com o Poder Público por oito anos. Ele seria o responsável pela fiscalização da execução do contrato de locações de veículos. Porém, conforme o Ministério Público, foi omisso e permitiu que o filho tivesse dois ônibus sublocados, os quais transportavam estudantes.
À empresa J.B Locações de Veículos LTDA. foi aplicada a pena de proibição de contratar com o Poder Público por 18 anos. O juiz pediu também entre as providências adotadas, que “oficie-se a União, o Estado de Alagoas, o Município de Japaratinga e o Banco Central do Brasil, informando que os requeridos estão proibidos de contratar com o Pode Público ou receber incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo fixado na sentença”.

NINGUÉM ESTÁ PRESO! EXISTE PENA SE ALGUÉM ROUBA E NÃO FICA PRESO???
ISSO É ALAGOAS!!!