quarta-feira, 22 de março de 2017

Benedito de Lira, o defensor da jogatina no Senado brasileiro, Alagoas é destaque

Benedito Lira, do PP/AL, pediu, articulou, insistiu, brigou e conseguiu: foi designado relator, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, do projeto de lei 186/2014, que libera os cassinos e jogos de azar no país.
O projeto é considerado, na opinião pública e até dentro do próprio Congresso, um assunto barra-pesada. Argumenta-se que a jogatina, na maioria dos países em que é liberada, acaba sob controle do crime organizado e é instrumento muito usado na lavagem de dinheiro.
Biu de Lira é acusado na Lava-Jato por supostos negócios escusos com o doleiro Alberto Youssef. O projeto da jogatina é de autoria do senador piauiense Ciro Nogueira, também do PP e igualmente investigado na Lava Jato.
A coluna de Ricardo Boechat, na IstoÉ deste final de semana, lembra que Benedito de Lira não assinou a CPI do Carlos Cachoeira, que investigou exatamente os meandros clandestinos do jogo de azar.
Lembra também que há dias, a Justiça Federal do Paraná mandou bloquear R$ 10,4 milhões da conta de Benedito de Lira, delatado por Ricardo Pessoa, da UCT, por “condutas ímprobas”.
Biu de Lira defende a lliberação dos cassinos e o perdão aos que se envolveram com o jogo do bicho e a exploração de máquinas caça-níqueis.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Arthur Albuquerque, filho do deputado Antônio Albuquerque ganha de presente Secretaria Estadual do Trabalho do governo Renan Filho (PMDB)

Arthur Albuquerque é o nome dele.  Filho mais jovem do deputado Antônio Albuquerque, será o novo secretário Estadual do Trabalho.
O parlamentar já vinha negociando com Renan Filho uma colocação importante para ele no governo do Estado. Tudo foi acertado esta semana.
Arthur Albuquerque, 26 anos, que perdeu a eleição para a prefeitura de Limoeiro de Anadia em 2016, será o quarto titular da pasta do Trabalho no governo Renan Filho, lembrando o “ronaldízio”, que caracterizou a gestão do ex-governador – e agora deputado federal, Ronaldo Lessa.
Aliás, a pasta foi oferecida este ano a Lessa, que a recusou.
Segundo a fonte palaciana que deu a informação ao blog, AA tem voo próprio. Ou seja: ainda falta a parte que cabe ao Grupo dos Doze, na Assembleia.

Deputado Nivaldo Albuquerque quer impedir juiz de 1º grau de afastar do cargo político suspeito de corrupção

À direita, deputado estadual Antônio Albuquerque, pai de Nivaldo Albuquerque, deputado federal (PRP/AL)
Está em tramitação na Câmara um Projeto de Lei, de autoria do deputado federal Nivaldo Albuquerque (PRP), que impede juízes de 1º grau de afastarem dos cargos políticos que respondem a ações por corrupção eleitoral. Pela matéria, o afastamento só pode ser determinado por colegiados, no caso, os Tribunais Regionais Eleitorais ou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nivaldo Albuquerque é filho do deputado estadual por Alagoas Antônio Albuquerque pelo 5º mandato. Albuquerque já foi preso varias vezes, afastado do cargo várias vezes; é acusado pelo Ministério Público por roubos e crimes de mando (assassinatos).
O PL altera dispositivos da Lei 9.504/97, visando impedir a “indevida interferência do Poder Judiciário, evitando a alternância de poder e os pré-julgamentos”.
Na justificativa, o parlamentar alega que, se para o candidato ficar inelegível – de acordo com a Lei da Ficha Limpa- é imprescindível que haja decisão colegiada, por simetria, os políticos eleitos legitimamente também só podem ser afastados do cargo por decisões monocráticas.
É fato que tais decisões têm gerado uma dança das cadeiras em muitas prefeituras, chegando ao ponto de, em algumas situações, nem mesmo a população da cidade saber quem é o prefeito e o vice-prefeito “do dia”, gerando rupturas nos serviços e instabilidade política.
Por outro lado, a demora no julgamento pelos colegiados alimenta a sensação de impunidade por parte da sociedade, que cobra respostas cada vez mais céleres no combate a corrupção eleitoral.
A batata quente agora está nas mãos dos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça, onde a proposta aguarda designação de relator.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Condenado por compra de votos, Fernando Pereira é nomeado por Renan Filho




Vídeo: Primo de deputada comete atentado dentro de Igeja em Limoeiro de Anadia

Homem de óculos e blusa listrada é o acusado do crime
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que um homem, armado entra em uma igreja Católica e atira diversas vezes contra duas testemunhas de um casamento. O fato aconteceu no último sábado (28/janeiro/2017), na cidade de Limoeiro de Anadia, Estado de Alagoas. 
As imagens mostram um homem, que seria Umberto Ferreira dos Santos, primo da deputada estadual por Alagoas, Jó Pereira (PMDB), vestido com uma camisa polo, entra pelo corredor da igreja, atrás de um casal de testemunhas, faz uma pergunta e, logo em seguida, efetua os disparos contra as vítimas. 
De acordo a Polícia Militar, os feridos foram identificados como Cícero Barbosa da Silva, de 62 anos, e Edmilson Bezerra da Silva, de 37 anos, pai e filho, respectivamente. 
Após os disparos, o homem guarda a arma e sai tranquilamente da igreja, pela porta da frente.
Populares levaram pai e filho até a Unidade de Emergência do Agreste (UE). A unidade hospitalar não divulgou o quadro de saúde deles. 
Segundo algumas pessoas da cidade, a ligação de Umberto é forte com a família, tanto que assumiu um cargo na prefeitura, onde outro primo é secretário de Assistência Social.  

DETALHES FAMILIARES

O acusado do crime seria primo de FERNANDO PEREIRA, novo Secretário de Assistência Social de Renan Filho (PMDB)

Fernando Pereira:
1- é ex-prefeito de Junqueiro; 
2- irmão da deputada Jó Pereira (tb PMDB); 
3- irmão do prefeito de Teotônio Vilela, Joãozinho Pereira; 
4- irmão da prefeita de Campo Alegre, Pauline Pereira, candidata a presidência da AMA; 
5- alguns parlamentares afirmam: "sequer tem o ensino médio, como prefeito [de Junqueiro] foi desumano"; 
6- Condenado em 30/11/2016, a pagar R$ 50 mil por distribuir areia e cascalho em troca de votos para eleger seu sucessor, Carlos Augusto, que foi a sua posse...


Ê ALAGOAS!!!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Indicado para o CNJ seria afilhado de Renan e Gilmar Mendes?

Um advogado de apenas 33 anos é o novo membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Henrique de Almeida Ávila, 33 anos, formado a apenas 10 anos pela PUC do Rio de Janeiro, foi nomeado pelo presidente Michel Temer, nesta segunda-feira (02/janeiro/2017). 

O novo membro do CNJ contou com o apadrinhamento de Renan Calheiros e do ministro do STF Gilmar Mendes.

Ávila é colega de escritório de advocacia de Guiomar Feitosa, esposa de Gilmar Mendes. Ambos trabalham em uma das maiores bancas de advocacia do país, do renomado Sérgio Bermudes.
O CNJ tem como função fiscalizar a atuação do Judiciário, tem 15 integrantes e é comandado pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NO DIA DOS MORTOS - Lêdo Ivo


NO DIA DOS MORTOS

Cemitério – lugar onde estão os mortos. Pois eles não moram nas tumbas, nessa pátria de areia.

No Dia dos Mortos, quando vamos a um cemitério, não os encontramos lá; nós os levamos e trazemos, como se os passeássemos num domingo.

No regulamento dos edifícios, que alguns síndicos pregam habitualmente nos elevadores, para notificação compulsória dos condôminos, há quase sempre um item sobre os defuntos: os enterros não devem sair dos apartamentos. Assim, em caso de morte, as famílias se comprometem a transportar discretamente os corpos para as capelas mortuárias.

Essa regra de condomínio faz que o último encontro de um vivo com um morto seja longe da casa em que este morou, numa sala cujos inquilinos horizontais sejam industriosamente revezados, ao sabor do capricho das Parcas urbanas.

O amigo (ou conhecido, ou parente), informado de uma morte, encaminha-se para o edifício cujas salas foram divididas em capelas. Entra numa, olha os circunstantes, vê um cisco de lágrima num olho inchado, não reconhece ninguém; entra noutra, pergunta, sussurra, até encontrar o que procura. E diante do defunto, na sala cheirando a flor guardada e a cera, ele sente vagamente não ter encontrado aquele a que procurava. A criatura que, morrendo no meio da rua, saiu do asfalto diretamente para o necrotério, e dali para a capela, perdeu-se nalgum lugar, e aos que ficaram deixou apenas uma imagem de cera, um simulacro de si mesma.

Perdeu a vida, isto é, perdeu-se. E o vivente pergunta às frescas lágrimas: onde estão os mortos¿ Em que lugar se esconderam¿ saindo do cemitério, o amigo é envolvido pelo pensamento de que o outro, deixado debaixo de uma laje de cimento, vai surgir à esquina, lendo um vespertino, desejoso de um bate-papo sobre os foguetes lunares.

Não é sem razão que as crianças e as mulheres têm medo de que os defuntos apareçam. Na realidade, eles se perderam aqui mesmo, e esse estar-aqui não foi inteiramente derruído pela morte, que apenas o danificou. Na sala do viúvo a morta poderá vir arranjar o jarro de dálias com as suas finas mãos invisíveis. O corretor trepidante que, todas as vezes que olhava um terreno baldio, era presa de uma alucinação imobiliária mesmo depois de enterrado poderá telefonar para um conhecido e propor-lhe um negócio da China, ou das Arábias; e, de um aposento onde só cabe seu corpo, ele proporá salas de trinta metros quadrados. Principalmente os que morrem de repente e não deixaram seus negócios regularizados (e tinham uma transação a ultimar, um amor a amar, um ódio a odiar) parecem habitar a atmosfera tão vazia deles à primeira vista. E os vivos sentem que algo os rodeia, como o frêmito de um pássaro de invisível plumagem. E é como se a seus ouvidos estivesse chegando, de um perto enigmático, uma palavra de estima ou de raiva.

O importante não é que os mortos morram, despremiados, mesmo depois de sepultados, quando na maior de todas as solidões, que é a do corpo sem alma dentro da terra, o guerreiro sozinho não luta com o voraz adversário sempre vitorioso. Importa que eles não estejam nos cemitérios e nos acompanhem na pequena viagem de ida e volta que fazemos no Dia dos Mortos, e se ofereçam mesmo para segurar o buquê de flores que levamos para suas lápides.

Importa que os mortos estejam sepultados, dentro de nós, em nossa própria solidão, visitantes íntimos com quem conversamos, criatura sentadas ao nosso lado, carentes de um Deus.

Que o homem de hoje saiba lembrar-se de sua infância e da morte que nela habitava, na pequena cidade onde todos os caminhos davam no oceano. E evoque o tempo em que, nas tardes de domingo, passeava com a sua namorada à beira de um mar azul, sem cores aguacentas. E se lembre, lúcido, límpido, leal, da sobremaravilha distanciada.

Nas mãos, eles deixavam o mar, iam andando devagar e subiam duna. No alto estava o cemitério, com o muro caiado de branco, correndo o risco de confundir-se com as nuvens cândidas.

Por um portão sempre aberto, entrava-se. A namorada se sentava belamente sobre um túmulo, tirava os sapatos, sacudia-os, libertando-os da areia. E ali, a cavaleiro do mar, eles ficavam até o anoitecer. Famílias vinham, domingueiras, passear entre as tumbas, visitar os que ali estavam, ou não estavam, pois que chegavam com os passeantes e com eles voltavam.

O amador e a coisa amada andavam por entre os túmulos – poucos mármores, talvez nenhuma escultura. O vento, salgadiço, derreava cruzes, a salsugem comia as letras de alguns nomes, as datas de vários sumiços terrestres. Das sepulturas rústicas, dos sete palmos de terra nutrida de humano, brotavam flores. Ali, como no mais ilustre dos cemitérios marinhos,

Le don de vivre a passé dans les fleurs!

Era um cemitério de cidade pequena, onde a morte é espaçosa, há lugar para todos, as vagas nos campos-santos não são disputadas a peso de ouro, nem os prefeitos cogitam de enterrar os defuntos em pé, como os egípcios, para economizar espaço. Era na província, onde os mortos, deitados em negros esquifes, saem de suas casas de cortinas pretas nas janelas.

E era rente ao mar. A areia era fofa, macia, em suas profundezas deveria palpitar ainda alguma existência marinha. E aos ouvidos dos defuntos, se ainda tivessem o dom da escuta, poderiam perfeitamente chegar o barulho da onda estilhaçando-se na praia e o rumor surdo dos coqueirais iluminados à noite pelo sol amarelo da lua.

Poderiam ouvir esse barulho de águas já antigas, pois estavam perto. Rumor insistente e borbulhante, e ele acompanha sempre os que o escutaram na infância; na sua úmida refluência, esse ritmo oceânico imita a visita dos mortos. E nós o guardamos. Os mortos, o mar, a poeira, o vento, nós o guardamos em nós, a todos, a esse suspiro imenso, inextinguível.


Lêdo Ivo; O Navio Adormecido no Bosque; 1977.
Escritor, poeta, ensaísta, gênio alagoano da literatura internacional.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Eleições 2016: Maceió elege 21 vereadores para Câmara Municipal

Os eleitores de Maceió (AL) definiram, na eleição de domingo (02/out/2016), a composição da Câmara Municipal, que tem 21 representantes no Legislativo. O PSDB teve o maior número de eleitos (5), seguido pelo PMDB (4) e pelo PP (3).

Confira abaixo a lista total dos eleitos:
  1. Lobão (PR): 24.969 votos
  2. Tereza Nelma (PSDB): 14.991 (Reeleito)
  3. Dudu Ronalsa (PSDB): 11.623 (Reeleito)
  4. Chico Holanda Filho (PP): 10.845 (Reeleito) 
  5. Davi Davino (PP): 10.746 (Reeleito)
  6. Kelmann (PSDB): 9.266 (Reeleito)
  7. Zé Marcio Júnior (PSDB): 8.914
  8. Eduardo Canuto (PSDB): 8.651 (Reeleito)
  9. Ib Breda (PR): 8.382
  10. Dr. Ronaldo Luz (PMDB): 8.216
  11. Aparecida Do Luiz Pedro (DEM): 8.096 (Reeleito)
  12. Fatima Santiago (PP): 7.459 (Reeleito)
  13. Silvanio Barbosa (PMDB): 7.160 (Reeleito)
  14. Silvio Camelo (PV): 6.951 (Reeleito)
  15. Silvania Barbosa (PRB): 6.870 (Reeleito)
  16. Francisco Sales (PPL): 6.857 
  17. Antonio Holanda (PMDB): 6.728 (Reeleito)
  18. Galba Novais (PMDB): 6.648 (Reeleito)
  19. Samyr Malta (PSDC): 4.690
  20. Siderlane Mendonça (PEN): 4.119
  21. Luciano Marinho (PTN): 3.663 

A Câmara Municipal recebe 8 novos vereadores e 13 vereadores que cumprem mandato foram reeleitos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

GOVERNO TEMER QUER VENDER TERRAS BRASILEIRAS A ESTRANGEIROS, MST ESTÁ VIGILANTE


Desde a posse interina, Michel Temer (PMDB) prega a necessidade de “pacificar e unificar a nação”, mas suas pretensões têm tudo para conflagrar o País, em vez de acalmar. As reformas trabalhista e da Previdência , por exemplo, levaram centrais sindicais às ruas de São Paulo na terça-feira 16. No campo, não será diferente. Talvez seja até pior.
Afinados com os ruralistas, os planos de Temer prometem aumentar as tensões no campo, sobretudo na reforma agrária e na luta por terra. Ele quer liberar a venda de terra a estrangeiros, um convite à especulação fundiária, e distribuir de forma maciça títulos de propriedade a assentados, um estímulo à reconcentração agrária e mais lenha na especulação. Já cortou verba de programas como o de aquisição de alimentos da agricultura familiar e o de construção de casas no meio rural. E deixou no limbo uma agência nacional criada há apenas dois anos para dar suporte técnico aos camponeses.
Isso tudo enquanto abre as portas federais no setor fundiário ao partido Solidariedade e a seu presidente, Paulinho da Força, já processado por fraude na reforma agrária.
Em movimentos sociais rurais, já é possível perceber disposição para grandes mobilizações e ocupações de fazenda no governo Temer, a um passo de ser confirmado de vez pelo impeachment. O espírito de confronto é reforçado pela crença de alguns grupos, como o MST, de que o interino é um “golpista” e não tem legitimidade. Não é à toa que Temer recorreu ao Exército para monitorar o MST, revelação nascida de uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado com o senador peemedebista Rome Jucá.
O acirramento dos ânimos pode levar à repetição de conflitos deflagrados na gestão Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990, quando houve o assassinato de 19 sem-terra em Eldorado do Carajás, no Pará. O homem da reforma agrária e das negociações com o MST na época, Raul Jungmann, agora é o ministro da Defesa.
Um requerimento do senador Randolfe Rodrigues, da Rede, cobra dele há quase três meses explicações sobre o monitoramento, mas nada de resposta. “Esse governo vem para retirar direitos. Se essa for a tônica, nossa negociação será em cima de mobilização, e aí haverá tensão”, diz Marcos Rochinski, coordenador da Fetraf, federação dos trabalhadores na agricultura familiar. 
Para contornar o terreno minado, Temer tenta rachar os camponeses, especialmente os sem-terra, ao buscar um interlocutor entre eles. Pinçou José Rainha Junior.
Expulso do MST há uma década, condenado em 2015 a 31 anos de prisão por extorsão, estelionato e formação de quadrilha, Rainha é um conhecido militante baseado no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Vinte dias após assumir o governo provisório, Temer recebeu-o no Palácio do Planalto. Um encontro conveniente para ambos.
Rainha rejeita o “Fora Temer” do MST. Achava inevitável a cassação de Dilma Rousseff, embora tenha subido em um carro de som anti-impeachment no dia da votação do processo pelos deputados, em abril. Ao topar sentar-se com o interino para negociar, apesar de ver nele o representante de uma “direita reacionária”, talvez consiga capitalizar o que o governo fizer pelos camponeses.
E assim, quem sabe, transformar sua Frente Nacional de Lutas (FNL) em um grande movimento de massas. “A Dilma cometeu muitos equívocos e não vai voltar, os movimentos sociais vão discutir com quem? Não temos força para impor a nossa pauta”, diz.
A Temer, Rainha pediu a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário, fechado de cara pelo interino, o reforço do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a demarcação de terras indígenas e quilombolas. Os acenos positivos do peemedebista até aqui são só palavras. “Se o governo não fizer o que foi combinado, vai ser guerra total”, diz ele, a planejar ocupações de fazendas e de sedes regionais do Incra.
A guerra projetada por Rainha parece já ser uma realidade para o MST, como se nota em declarações de seu líder, João Pedro Stedile. No início do mês, durante o início de uma marcha de jovens sem-terra, ele afirmou que “o governo golpista do Temer na verdade representa os interesses do poder econômico internacional aliado com setores da burguesia brasileira” e “exigirá esforço e mobilização de toda a classe trabalhadora, das forças nacionalistas, inclusive das Forças Armadas”.
Em julhoem um evento em Minas, Stedile disse que “o impeachment não tem nada a ver com os erros da Dilma” nem com “pedaladas fiscais”, mas “com um plano das elites para impor uma política neoliberal e reduzir os direitos dos trabalhadores”. E mais: “Vamos dar um aviso às empresas: se esse governo tomar essa medida irresponsável, não se atrevam a comprar terras no Brasil, porque nós vamos ocupar todas as áreas que forem cedidas ao capital estrangeiro”.
Dias antes desse último comentário, o interino aproveitara um almoço com a bancada ruralista para abrir o jogo sobre sua intenção de liberar a aquisição de terras por forasteiros. Contou que o assunto inclusive já estava em exame no governo. “Certos padrões que se verificavam há 25 anos não podem prevalecer. Teremos logo uma solução para esse tema.” 

A negociação com gringos está travada desde 2010, graças a um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que considerou válidas e de acordo com a Constituição de 1988 diversas restrições contidas em uma lei de 1971. Na época, o governo (Lula) temia uma invasão chinesa. Uma lei proposta em 2012 pela bancada ruralista e hoje a tramitar na Câmara dos Deputados tenta acabar com as restrições.
No governo, o tema é controverso. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, apoia. Acha que favorecerá a concessão de empréstimos internacionais no País. Os bancos estrangeiros, segundo o ex-rei da soja, poderiam aceitar terras como garantia em financiamentos. Sem a restrições legais, as instituições financeiras ficariam com a terra dada em garantia, em caso de calote do devedor.
Já as Forças Armadas são contra, por razões de segurança nacional e de fronteira. Manifestaram sua posição em um debate na Câmara realizado em julho para discutir a proposta dos ruralistas.
O representante do Ministério da Defesa no debate, o capitão de mar-e-guerra Paulo Cezar Garcia Brandão, da área de Inteligência Estratégica do Estado-Maior das Forças Armadas, fez várias críticas ao projeto. Contém dispositivos, disse, que “consideramos uma ameaça à soberania nacional”. Para ele, o Estado não pode deixar de controlar a posse de áreas do País por estrangeiros “num momento em que a terra é considerada um ativo econômico de grande importância mundial”. 
Com o real barato ante o dólar, a permissão adubará a especulação fundiária. Um cassino que tende a se intensificar com outro plano do peemedebista. Promover, a partir de setembro, reta final de eleições municipais, um festival de entrega de títulos de propriedade a assentados. “Tudo indica um governo subordinado ao agronegócio. A disputa pela terra já existe e vai continuar.
Vamos ver conflitos”, alerta Patrus Ananias, último ministro do Desenvolvimento Agrário de Dilma. O Brasil, afirma, é um país de municípios rurais, cerca de 70% possuem menos de 20 mil habitantes, motivo para elaborar políticas públicas que mantenham as pessoas no campo, não que as expulsem.
A titulação desenfreada é um punhal nas costas do MST Para o movimento, ela mercantilizaria a reforma agrária, ao dar respaldo jurídico ao comércio de lotes, e estimularia a reconcentração, ao permitir a compra de terrenos por latifundiários. Pior. Incentivaria uma atitude individualista dos camponeses, uma ameaça à sobrevivência do movimento, dependente da ação coletiva.
O Planalto não esconde o impacto no adversário. “A gente sabe da organização coletiva que tem dado cobertura a essa inexistência do título”, afirmou há alguns dias no Senado o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, a quem as ações da reforma agrária estão momentaneamente subordinadas. “A nossa preocupação, então, é independentizar (os assentados).”
Apesar da má vontade, o MST e algumas entidades negociaram com o governo Dilma algum tipo de titulação, com condições controladas, por pressão de muitos pequenos agricultores. O resultado foi um decreto assinado pela petista pouco antes do afastamento do cargo. A transferência hereditária da terra foi autorizada e sua venda após dez anos do assentamento, também. A dúvida é se Temer seguirá o decreto ou vai tirar da cartola regras diferentes. Consta que recebeu uma carta do TCU a sugerir a revogação do decreto. A ordem do chefe, segundo Padilha, é titular “o máximo possível”.
A titulação maciça é uma das divergências de José Rainha com Temer, apesar de o líder sem-terra aceitar negociar com o interino. Idem para a aquisição de terras por estrangeiros. Rainha também critica o aparelhamento do Incra pelo Solidariedade, e não por acaso ações recentes de sua Frente Nacional de Lutas cobraram, com faixas em prédios públicos, que o partido fique longe do órgão.
A sigla infiltra-se na área federal da reforma agrária desde o início da gestão interina. Sucessora do finado MDA, extinto por pura propaganda de um governo provisório desejoso de vender-se austero, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário tem à frente um indicado do deputado federal Zé Silva, do Solidariedade de Minas.
Ele próprio assumiria, se não tivesse de renunciar ao mandato. Agora é cotado para ministro quando a pasta ressuscitar pós-impeachment, volta prometida por Padilha no Senado. O presidente do Incra, Leonardo Goés Silva, é servidor da repartição, mas está no cargo graças à bênção do Solidariedade.
Quem comanda as negociações do partido com Temer é Paulinho da Força, presidente da legenda. O deputado, que considera o colega e réu Eduardo Cunha “a pessoa mais correta que já encontrei na vida”, faz teatro nas relações com o interino. Foi às ruas na terça 16 protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência, mas atrás da cortina acerta-se com o peemedebista. Emplacou um filho, Alexandre Pereira da Silva, no posto de superintendente do Incra em São Paulo. 
Qual seria o interesse da família Pereira da Silva na reforma agrária e no Incra, dono de uma verba anual de cerca de 1 bilhão de reais para desapropriações e financiamentos? Uma espiada na ação penal 421, aberta em 2007 no Supremo Tribunal Federal (STF), talvez ajude a explicar. Nela, Paulinho era réu por estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documento particular em um caso de fraude na reforma agrária. Segundo o Ministério Público, a Força Sindical teria ajudado a favorecer em 1998 os donos de uma fazenda a receber do Banco da Terra uma quantia superfaturada pela desapropriação. A central era e é presidida por Paulinho. Menos mal para ele o Supremo não ter achado provas de sua participação direta no trambique. Foi absolvido em abril.
Outro mau presságio sobre o Solidariedade no Incra: a superintendência da Paraíba foi entregue a um condenado a 30 meses de cadeia por desvio de verba pública da educação. O engenheiro civil e ex-prefeito Solon Alves Diniz, que recorreu da sentença, é sogro do padrinho de sua nomeação, o deputado federal paraibano Benjamin Maranhão, do Solidariedade. A identidade entre eles extrapola relações familiares. O parlamentar é réu na ação penal 616 no STF, acusado de corrupção em um escândalo famoso, o da Máfia dos Sanguessugas.
No Rio, a chefia do órgão está com Carlos Castilho do Nascimento, líder comunitário urbano indicado pelo secretário de assuntos jurídicos do Solidariedade, Tiago Cedraz. Este também é a mão por trás da escolha do diretor de Gestão Administrativa do Incra, Juliano Pasqual. O diretor tem intimidade com a família Cedraz, mas com a reforma agrária... É cientista político de formação e trabalhou como assessor parlamentar no gabinete do pai de Tiago, Aroldo Cedraz, antes de este se tornar ministro do Tribunal de Contas da União.
Será que o Cedraz pai, hoje presidente da corte de contas, ajudará Temer a resolver um pepino por lá? Por ordem do TCU, a reforma agrária está paralisada desde abril. Nada de selecionar candidatos a assentado, entregar lotes ou liberar crédito a quem já tinha um pedaço de terra. Ao cruzar dados do programa de reforma agrária com bases públicas de informação, uma auditoria detectou indícios de irregularidade em cerca de 500 mil processos de assentamento. Coisas como distribuição de lotes a políticos, servidores e crianças ou repasses duplicados de verba. Prejuízo potencial de 2,8 bilhões de reais. 
A decisão atrapalhou os planos de Dilma, que no primeiro mandato consagrara-se como pior presidente na reforma agrária desde o fim da ditadura e, no segundo, tentou inverter a rota. O Incra chiou bastante na ocasião. Para o órgão, “a maioria das discrepâncias indicadas pelo órgão de controle externo se origina de cruzamento de dados que parte de premissa não compatível com a política de reforma agrária”. Não haveria, por exemplo, problema em um assentado ter se tornado servidor ou político depois de receber a terra.
Antes da decisão do TCU, o governo comprometera-se a assentar 120 mil famílias até 2018. É esse o último cálculo oficial sobre o número de acampados no País, pouco mais da metade no Nordeste. Estimativas internas do Incra indicam que já seriam 137 mil famílias. E com viés de alta. Motivo: a ampliação do desemprego urbano e o fim de grandes obras públicas iniciadas nos últimos anos, situações que devolveriam à zona rural filhos de agricultores familiares.
Os planos de Temer e o avanço do exército de acampados formam uma combinação inquietante.
*Reportagem publicada originalmente na edição 915 de CartaCapital, com o título "Campo minado" - http://www.cartacapital.com.br/revista/915/com-paulinho-da-forca-temer-tenta-rachar-os-sem-terra 
Alagoas na Contra Mão/Carta Capital

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

MP/AL denuncia prefeito de Canapi por ImprobidadeAdministrativa

O ministério público do estado de Alagoas, por meio do núcleo de combate ao crime organizado e defesa do patrimônio público, ingressou com ação de improbidade administrativa contra o prefeito do município de Canapi Celso Luiz Tenório Brandão (PMDB).

O Ministério  Público de Alagoas denuncia o ex-deputado estadual e atual prefeito de Canapi Celso Luiz Tenório Brandão , juntamente com Maria de Lourdes da Silva presidente do Instituto de Previdência do Município (IPREV-CANAPI), por improbidade administrativa , bloqueando todos os seus bens, e diz que o desvio de R$ 2.191.744,75 , é crime . Determinando  assim que de hoje em diante se o prefeito de Canapi Celso Luiz,  não repassar o dinheiro retido dos funcionário municipais  para o (IPREV-CANAPI), mesmo pode ser afastado do seu cargo de prefeito.

O processo está disponível para consulta  no site do tribunal de justiça do estado de Alagoashttp://www2.tjal.jus.br/cpopg/show.do?processo.codigo=0M00006X80000&processo.foro=22&conversationId=&dadosConsulta.localPesquisa.cdLocal=22&cbPesquisa=NMPARTE&dadosConsulta.tipoNuProcesso=UNIFICADO&dadosConsulta.valorConsulta=Celso+Luiz+Ten%C3%B3rio+brand%C3%A3o.&paginaConsulta=1

Fonte: http://sertaonews24horas.blogspot.com.br/2016/02/prefeito-de-canapi-e-denunciado-pelo.html




OUTRAS NOTÍCIAS QUE ENVOLVEM O NOME DE CELSO LUIZ


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Funcionário do pai de Judarley Leite, acusado de matar Érick Ferraz, é PRESO com arma

Os agentes do 98º Distrito Policial (DP) de Viçosa, comandados pelo delegado Belmiro Cavalcante, encontraram na casa da mãe do caseiro de Judarley Oliveira, jovem acusado de ter executado o modelo Eric Ferraz numa festa de Réveillon, uma pistola que pode ter sido a usada no crime.
Os policiais chegaram até o local, após denúncia anônima na manhã desta quarta-feira (4). Eles enfatizaram esse trabalho conjunto com a população para que as investigações corram o mais rápido possível. O anonimato é assegurado.
7.65
Havia uma pistola 7.65 mm, uma arma de choque, cassetete de ferro e algemas na residência do caseiro, identificado como João Alfredo Santos Silva, que trabalha para o ex-vereador Ailton Oliveira, pai do acusado.
João Alfredo foi preso em flagrante por porte ilegal de armas e levada à delegacia regional. Lá, ele confessou, em depoimento, que havia escondido a arma a pedido de Judarley Oliveira, o qual teria telefonado para ele ainda na madrugada do crime, no dia 1º.
Desde então o acusado foragiu e está sendo procurado pelas autoridades policiais. Nessa terça-feira, o irmão dele, o policial civil Jaysley Leite de Oliveira, 31, foi preso por suposto envolvimento no homicídio.
Esconderijo
Os agentes do 98º DP fizeram literalmente uma varredura na residência da mãe do caseiro. Os materiais apreendidos estavam embaixo de uma das camas dos aposentos. João Alfredo não resistiu à prisão nem às buscas feitas na casa, colaborado com o trabalho dos policiais. Um mandado de busca e apreensão fora expedido ainda pela manhã por um juiz da comarca de Viçosa.
Matéria publicada em 05/01/2012

Viçosa: Um dos acusados de assassinar o modelo SERGIO FERRAZ vai a julgamento

À esquerda, a vítima, Erick Ferraz; à direita, Judarley Leite de Oliveira, acusado do crime

Acusado de participação no assassinato covarde do modelo Eric Alexandre dos Santos, conhecido como Erick Ferraz, e de tentativa de homicídio contra Érica Ferreira da Silva, em janeiro de 2012, Judarley Leite de Oliveira vai a júri popular na quarta-feira (09/dezembro/2015), a partir das 10h30, em Viçosa, em sessão que sera presidida pela juíza Lorena Carla Santos Vasconcelos Sotto-Mayor..
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas, os crimes ocorreram em 1º de janeiro de 2012, pelas 3h da madrugada, durante festa de virada de ano na avenida Firmino Maia, em Viçosa.
Judarley Leite teria agredido Erick Ferraz, de surpresa, com um soco no rosto. Em seguida, o irmão do acusado, Jaysley Leite de Oliveira, que é policial civil, atirou no modelo, que não resistiu aos ferimentos. A vítima Érica Ferreira foi atingida com um tiro na região glútea devido a um erro de execução, diz a denúncia.
Preso desde agosto de 2012, quando se entregou à polícia, apenas Judarley Leite será julgado nesta quarta pelos crimes de tentativa de homicídio e homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.,
Já o policial civil Jaysley Leite de Oliveira, que chegou a ser preso, responde em liberdade, apesar de ser o autor dos tiros nas vítimas, segundo denúncia do Ministério Público. Judarley e Jaysley, são filhos do ex-vereador por Viçosa, Ailton Oliveira. 
“As qualificadoras apontadas pelo Ministério Público encontram ressonância nos autos, devendo ser mantidas. Ao menos em tese, verifica-se que o crime foi cometido com violência de modo que não foi dado qualquer chance de defesa a vítima, bem assim, não foi demonstrado nos autos motivos que justificassem a conduta do autor”, afirmou o juiz Luciano Andrade de Souza, responsável pela pronúncia do réu.

HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA

Judarley de Oliveira Leite já respondeu pelo crime de tentativa de homicídio. Segundo o pai, Ailton Oliveira, aos 16 anos, Judarley brigou com um rapaz no clube da cidade e foi acusado de tentar matá-lo na rua, logo depois. Pela versão da família, ele estava indo embora para a casa, quando foi abordado por oito pessoas. “Alguém entregou uma arma para o meu filho, que deu dois tiros em direção ao chão para se defender. Um dos tiros pegou na perna desse rapaz” 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

STF proíbe uso de depósitos judiciais, manobra seria usada por Renan Filho

A articulação do governador Renan Filho (PMDB) de usar depósitos judiciais em que o Estado seja parte sofreu uma derrota. É que a maioria do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou liminar concedida pelo ministro Edson Fachin na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.409 para suspender o uso de depósitos judiciais pelo governo da Bahia.

A decisão mantém o bloqueio de R$ 600 milhões que haviam sido transferidos do Banco do Brasil para os cofres do Estado. O valor seria usado no pagamento de precatórios e fundo de previdência.
O caso se refere a Medida Cautelar concedida por Fachin, em novembro, para suspender os processos e os efeitos das decisões judiciais que discutam a aplicação do Decreto 9.197/2004 do Estado da Bahia e da Lei Complementar 42/2015 – que autoriza o Estado a utilizar 50% dos depósitos judiciais para pagamento de precatórios e aposentadorias.
Em sustentação oral, o procurador do Estado da Bahia Luiz Paulo Romano afirmou que as contas do Estado foram bloqueadas depois da liminar de Fachin. Disse ainda que o medo era de se criar uma situação anti-isonômica em relação aos outros Estados. Isso porque, o Supremo tem outras ADIs que discutem leis similares (ADI 5353/MG, ADI 5365/PA, ADI 5099/PR, ADI 5072/RJ, ADI 5375/SE e ADI 5080/RS).
Os ministros discutiram se havia a necessidade de conceder a liminar no caso. O ministro Gilmar Mendes afirmou que o ministro que concede liminar monocrática em ADI e não leva referendo a Plenário frauda a lei. A crítica se deu porque existem várias liminares monocráticas em ADIs que aguardam há anos referendo em plenário.
O ministro Marco Aurélio foi o único contrário à confirmação da cautelar. Para ele, a liminar concedida por Fachin foi “extravagante” porque, no passado, as liminares eram concedidas apenas nas férias dos ministros.
Em relação ao depósito judicial, Barroso afirmou que usar esses recursos é “utilizar dinheiro dos outros” para pagar dívidas do Estado. Isso porque, no caso da lei baiana, o uso do dinheiro não está restrito aos depósitos feitos em processos em que o Estado é parte. Já Fux disse que é melhor o Estado usar depósito judicial par pagar precatório do que banco usar para fazer operações.
No final, foi mantida a decisão cautelar com eficácia ex-tunc(retroativa), o que foi classificado por ministros como medida excepcional.
“Há perigo para os jurisdicionados da Bahia. Retirar os efeitos ex tunc é torna inócua a jurisdição constitucional. Não há tratamento discriminatório [entre Estados]”, afirmou Fachin, durante o julgamento.
Fonte: Repórter Alagoas

domingo, 26 de julho de 2015

Dudu Holanda ameaça 'dar na cara' de internauta por críticas feitas na internet

Deputado Dudu Holanda (PSD)/Foto: TNH1
Em mais uma polêmica, dessa vez no instagram, o deputado Dudu Holanda (PSD/AL) se envolveu em mais uma discussão e perdeu a compostura ao ameaçar "bater na cara" de um internauta que o criticou pela intenção do parlamentar de aumentar o próprio salário. 

Logo depois de uma postagem em que Dudu Holanda escreve que está trabalhando por Alagoas, o internauta que se identifica como Gustavo Cavalcanti comenta que o pedido de aumento de Dudu Holanda é um "tapa na cara" da sociedade e que o deputado "faz graça com a cara dos alagoanos".

O estudante que se disse ameaçado pelo deputado não presta queixa mas pede retratação.

Ao responder a crítica já no perfil de Gustavo, o deputado Dudu Holanda expõe seu destempero: 'Dou na sua cara moleque! Imagine de quem achar ruim tome no c...', postou o deputado.

Outros internautas se indignaram e criticaram o parlamentar. "Que vergonha um comentário desse vindo de um representante do povo", escreveu um deles.
Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://tnh1.ne10.uol.com.br/noticia/politica/2015/07/06/326509/dudu-hollanda-diz-que-vai-dar-na-cara-de-internauta-que-o-criticou-na-web ou as ferramentas oferecidas na página.

Cantor Geraldo Cardoso denuncia Capitão PM por agressão e humilhação a seu filho

O cantor Geraldo Cardoso registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra o capitão PM Daniel Simões Coutinho, lotado no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Alagoas e contra a guarnição militar, pela prática de arbitrariedades e abuso de autoridade contra seu filho, de 16 anos, na noite da última sexta-feira (26/junho/2015), em Jaraguá.
Em seu perfil no Facebook, Geraldo Cardoso disse o garoto foi agredido pelo militar com um tapa no rosto, foi arrastado, algemado e jogado dentro da mala da viatura, “como se fosse um bandido perigoso.” Tudo isto porque o filho do cantor havia manobrado o automóvel para estacionar, em área interna, a pedido do pai, que vinha de outro show e estava atrasado para participar do São João Oficial de Maceió.

Veja a postagem em que Geraldo Cardoso denuncia o capitão Daniel Simões e afirma que adotará providências necessárias para não deixar impune a truculência do “agente da lei”.
Geraldo Cardoso:
“Venho por meio desta carta, expressar toda minha indignação e meu repúdio pela truculência e arbitrariedade com que meu filho, de apenas 16 anos, foi tratado pelo Capitão PM Daniel Simões Coutinho, lotado no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar. O infeliz episódio aconteceu na noite desta sexta-feira (26), em Jaraguá.
Depois de me apresentar no Sesc, segui direto com toda equipe para Jaraguá, onde também faria um show no São João Oficial de Maceió. Ao chegar ao local, por trás dos camarins, não encontrei lugar para estacionar meu veículo. Por já estar atrasado, deixei o carro sobre um passeio, dentro do espaço isolado exclusivamente para os artistas e demais pessoas envolvidas na organização do evento, e corri para avisar aos organizadores que já estava presente.
Logo em seguida, pedi ao meu filho que voltasse e fizesse a manobra para tentar estacionar o veículo em um espaço adequado, repito, dentro da área reservada aos artistas e demais pessoas envolvidas no evento. E assim ele o fez. Mas quando já estava voltando a pé, já perto da entrada de acesso que leva aos camarins, meu filho foi abordado pelo Capitão PM Daniel Simões Coutinho, do Bptran.
O oficial, em uma atitude claramente tendenciosa, exigiu o documento do veículo e a habilitação do meu filho. Prontamente meu filho respondeu que o documento do carro se encontrava no interior do veículo e que não tinha habilitação, pois era menor de idade, mas meu pai esta ali no camarim e eu vou chamá-lo. O oficial exigiu, então, a carteira de identidade, que também não estava de posse do meu filho.De imediato o militar reagiu bruscamente, você está se negando a dar documento a policia, chamando o garoto de maloqueiro.
Meu filho respondeu dizendo que não era maloqueiro e pediu para que os policiais me chamassem, afinal de contas, eu sou o pai e respondo por ele. No entanto, em mais uma conduta duvidosa, o oficial não só negou o pedido, como também arrastou o meu filho para a viatura. Nervoso com o absurdo que estava acontecendo, meu filho tentou se desvencilhar e acabou sendo agredido covardemente pelo Capitão Daniel Simões Coutinho, com uma tapa no rosto.
Não satisfeito, o Militar voltou a agredir meu filho quando ele quis visualizar sua identificação no uniforme. Em mais um ato de completo despreparo, o Capitão Coutinho simplesmente arrancou a tarjeta de identificação e esfregou no rosto do menino gritando que o nome dele era Coutinho. O garoto foi algemado e jogado dentro da mala da viatura, como se fosse um bandido perigoso.
Só depois de tudo isso fui finalmente comunicado. Ao chegar ao local, tentei dialogar com os policiais, pedi desculpas por uma eventual falha no comportamento do meu filho e me coloquei à disposição para assumir todas as consequências por ter entregue a chave do carro para meu filho manobrar, ainda que em um espaço reservado exclusivamente aos artistas e demais organizadores do evento, onde não havia tráfego de veículos e nem de pedestres.
No entanto, meus apelos também foram ignorados e meu filho permaneceu algemado dentro da viatura por mais de uma hora, até ser levado para a delegacia, sob a acusação de desacato. A mim não restou outra alternativa que não fosse pedir o adiamento do meu show. Precisava acompanhar meu filho e também não tinha mais condições emocionais de levar alegria com a minha música, quem é pai pode imaginar o quanto é doloroso ver seu filho sendo tratado, injustamente, como um marginal e não poder fazer nada. Peço desculpas aos meus fãs por isso.
Outro absurdo é que meu carro foi guinchado, apesar de estar completamente regular e de haver várias pessoas devidamente habilitadas que se dispuseram a assumir o volante, inclusive eu.
Na delegacia também fiz um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra a guarnição militar e vou tomar todas as demais medidas cabíveis para que esse caso não fique impune, temos várias testemunhas do fato.

Toda a família está muito abalada com o ocorrido. Meu filho chora o tempo inteiro, passou por um constrangimento imenso na frente de várias pessoas. Ele está traumatizado e vai precisar de acompanhamento psicológico pra superar tudo isso. Mas é vida que segue e o show tem que continuar. Ainda estou me recuperando, mas a agenda vai ser retomada hoje (sábado) com o show em Jaraguá. Amanhã (hoje) estarei encerrando o São João do Benedito Bentes e na segunda também tem uma festa particular da Ampal. Um abraço a todos e obrigado pela compreensão!!!
Geraldo Cardoso – Matuto de Luxo”
Fonte: Repórter Alagoas de 28.06.2015