quinta-feira, 1 de setembro de 2016

GOVERNO TEMER QUER VENDER TERRAS BRASILEIRAS A ESTRANGEIROS, MST ESTÁ VIGILANTE


Desde a posse interina, Michel Temer (PMDB) prega a necessidade de “pacificar e unificar a nação”, mas suas pretensões têm tudo para conflagrar o País, em vez de acalmar. As reformas trabalhista e da Previdência , por exemplo, levaram centrais sindicais às ruas de São Paulo na terça-feira 16. No campo, não será diferente. Talvez seja até pior.
Afinados com os ruralistas, os planos de Temer prometem aumentar as tensões no campo, sobretudo na reforma agrária e na luta por terra. Ele quer liberar a venda de terra a estrangeiros, um convite à especulação fundiária, e distribuir de forma maciça títulos de propriedade a assentados, um estímulo à reconcentração agrária e mais lenha na especulação. Já cortou verba de programas como o de aquisição de alimentos da agricultura familiar e o de construção de casas no meio rural. E deixou no limbo uma agência nacional criada há apenas dois anos para dar suporte técnico aos camponeses.
Isso tudo enquanto abre as portas federais no setor fundiário ao partido Solidariedade e a seu presidente, Paulinho da Força, já processado por fraude na reforma agrária.
Em movimentos sociais rurais, já é possível perceber disposição para grandes mobilizações e ocupações de fazenda no governo Temer, a um passo de ser confirmado de vez pelo impeachment. O espírito de confronto é reforçado pela crença de alguns grupos, como o MST, de que o interino é um “golpista” e não tem legitimidade. Não é à toa que Temer recorreu ao Exército para monitorar o MST, revelação nascida de uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado com o senador peemedebista Rome Jucá.
O acirramento dos ânimos pode levar à repetição de conflitos deflagrados na gestão Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990, quando houve o assassinato de 19 sem-terra em Eldorado do Carajás, no Pará. O homem da reforma agrária e das negociações com o MST na época, Raul Jungmann, agora é o ministro da Defesa.
Um requerimento do senador Randolfe Rodrigues, da Rede, cobra dele há quase três meses explicações sobre o monitoramento, mas nada de resposta. “Esse governo vem para retirar direitos. Se essa for a tônica, nossa negociação será em cima de mobilização, e aí haverá tensão”, diz Marcos Rochinski, coordenador da Fetraf, federação dos trabalhadores na agricultura familiar. 
Para contornar o terreno minado, Temer tenta rachar os camponeses, especialmente os sem-terra, ao buscar um interlocutor entre eles. Pinçou José Rainha Junior.
Expulso do MST há uma década, condenado em 2015 a 31 anos de prisão por extorsão, estelionato e formação de quadrilha, Rainha é um conhecido militante baseado no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Vinte dias após assumir o governo provisório, Temer recebeu-o no Palácio do Planalto. Um encontro conveniente para ambos.
Rainha rejeita o “Fora Temer” do MST. Achava inevitável a cassação de Dilma Rousseff, embora tenha subido em um carro de som anti-impeachment no dia da votação do processo pelos deputados, em abril. Ao topar sentar-se com o interino para negociar, apesar de ver nele o representante de uma “direita reacionária”, talvez consiga capitalizar o que o governo fizer pelos camponeses.
E assim, quem sabe, transformar sua Frente Nacional de Lutas (FNL) em um grande movimento de massas. “A Dilma cometeu muitos equívocos e não vai voltar, os movimentos sociais vão discutir com quem? Não temos força para impor a nossa pauta”, diz.
A Temer, Rainha pediu a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário, fechado de cara pelo interino, o reforço do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a demarcação de terras indígenas e quilombolas. Os acenos positivos do peemedebista até aqui são só palavras. “Se o governo não fizer o que foi combinado, vai ser guerra total”, diz ele, a planejar ocupações de fazendas e de sedes regionais do Incra.
A guerra projetada por Rainha parece já ser uma realidade para o MST, como se nota em declarações de seu líder, João Pedro Stedile. No início do mês, durante o início de uma marcha de jovens sem-terra, ele afirmou que “o governo golpista do Temer na verdade representa os interesses do poder econômico internacional aliado com setores da burguesia brasileira” e “exigirá esforço e mobilização de toda a classe trabalhadora, das forças nacionalistas, inclusive das Forças Armadas”.
Em julhoem um evento em Minas, Stedile disse que “o impeachment não tem nada a ver com os erros da Dilma” nem com “pedaladas fiscais”, mas “com um plano das elites para impor uma política neoliberal e reduzir os direitos dos trabalhadores”. E mais: “Vamos dar um aviso às empresas: se esse governo tomar essa medida irresponsável, não se atrevam a comprar terras no Brasil, porque nós vamos ocupar todas as áreas que forem cedidas ao capital estrangeiro”.
Dias antes desse último comentário, o interino aproveitara um almoço com a bancada ruralista para abrir o jogo sobre sua intenção de liberar a aquisição de terras por forasteiros. Contou que o assunto inclusive já estava em exame no governo. “Certos padrões que se verificavam há 25 anos não podem prevalecer. Teremos logo uma solução para esse tema.” 

A negociação com gringos está travada desde 2010, graças a um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que considerou válidas e de acordo com a Constituição de 1988 diversas restrições contidas em uma lei de 1971. Na época, o governo (Lula) temia uma invasão chinesa. Uma lei proposta em 2012 pela bancada ruralista e hoje a tramitar na Câmara dos Deputados tenta acabar com as restrições.
No governo, o tema é controverso. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, apoia. Acha que favorecerá a concessão de empréstimos internacionais no País. Os bancos estrangeiros, segundo o ex-rei da soja, poderiam aceitar terras como garantia em financiamentos. Sem a restrições legais, as instituições financeiras ficariam com a terra dada em garantia, em caso de calote do devedor.
Já as Forças Armadas são contra, por razões de segurança nacional e de fronteira. Manifestaram sua posição em um debate na Câmara realizado em julho para discutir a proposta dos ruralistas.
O representante do Ministério da Defesa no debate, o capitão de mar-e-guerra Paulo Cezar Garcia Brandão, da área de Inteligência Estratégica do Estado-Maior das Forças Armadas, fez várias críticas ao projeto. Contém dispositivos, disse, que “consideramos uma ameaça à soberania nacional”. Para ele, o Estado não pode deixar de controlar a posse de áreas do País por estrangeiros “num momento em que a terra é considerada um ativo econômico de grande importância mundial”. 
Com o real barato ante o dólar, a permissão adubará a especulação fundiária. Um cassino que tende a se intensificar com outro plano do peemedebista. Promover, a partir de setembro, reta final de eleições municipais, um festival de entrega de títulos de propriedade a assentados. “Tudo indica um governo subordinado ao agronegócio. A disputa pela terra já existe e vai continuar.
Vamos ver conflitos”, alerta Patrus Ananias, último ministro do Desenvolvimento Agrário de Dilma. O Brasil, afirma, é um país de municípios rurais, cerca de 70% possuem menos de 20 mil habitantes, motivo para elaborar políticas públicas que mantenham as pessoas no campo, não que as expulsem.
A titulação desenfreada é um punhal nas costas do MST Para o movimento, ela mercantilizaria a reforma agrária, ao dar respaldo jurídico ao comércio de lotes, e estimularia a reconcentração, ao permitir a compra de terrenos por latifundiários. Pior. Incentivaria uma atitude individualista dos camponeses, uma ameaça à sobrevivência do movimento, dependente da ação coletiva.
O Planalto não esconde o impacto no adversário. “A gente sabe da organização coletiva que tem dado cobertura a essa inexistência do título”, afirmou há alguns dias no Senado o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, a quem as ações da reforma agrária estão momentaneamente subordinadas. “A nossa preocupação, então, é independentizar (os assentados).”
Apesar da má vontade, o MST e algumas entidades negociaram com o governo Dilma algum tipo de titulação, com condições controladas, por pressão de muitos pequenos agricultores. O resultado foi um decreto assinado pela petista pouco antes do afastamento do cargo. A transferência hereditária da terra foi autorizada e sua venda após dez anos do assentamento, também. A dúvida é se Temer seguirá o decreto ou vai tirar da cartola regras diferentes. Consta que recebeu uma carta do TCU a sugerir a revogação do decreto. A ordem do chefe, segundo Padilha, é titular “o máximo possível”.
A titulação maciça é uma das divergências de José Rainha com Temer, apesar de o líder sem-terra aceitar negociar com o interino. Idem para a aquisição de terras por estrangeiros. Rainha também critica o aparelhamento do Incra pelo Solidariedade, e não por acaso ações recentes de sua Frente Nacional de Lutas cobraram, com faixas em prédios públicos, que o partido fique longe do órgão.
A sigla infiltra-se na área federal da reforma agrária desde o início da gestão interina. Sucessora do finado MDA, extinto por pura propaganda de um governo provisório desejoso de vender-se austero, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário tem à frente um indicado do deputado federal Zé Silva, do Solidariedade de Minas.
Ele próprio assumiria, se não tivesse de renunciar ao mandato. Agora é cotado para ministro quando a pasta ressuscitar pós-impeachment, volta prometida por Padilha no Senado. O presidente do Incra, Leonardo Goés Silva, é servidor da repartição, mas está no cargo graças à bênção do Solidariedade.
Quem comanda as negociações do partido com Temer é Paulinho da Força, presidente da legenda. O deputado, que considera o colega e réu Eduardo Cunha “a pessoa mais correta que já encontrei na vida”, faz teatro nas relações com o interino. Foi às ruas na terça 16 protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência, mas atrás da cortina acerta-se com o peemedebista. Emplacou um filho, Alexandre Pereira da Silva, no posto de superintendente do Incra em São Paulo. 
Qual seria o interesse da família Pereira da Silva na reforma agrária e no Incra, dono de uma verba anual de cerca de 1 bilhão de reais para desapropriações e financiamentos? Uma espiada na ação penal 421, aberta em 2007 no Supremo Tribunal Federal (STF), talvez ajude a explicar. Nela, Paulinho era réu por estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documento particular em um caso de fraude na reforma agrária. Segundo o Ministério Público, a Força Sindical teria ajudado a favorecer em 1998 os donos de uma fazenda a receber do Banco da Terra uma quantia superfaturada pela desapropriação. A central era e é presidida por Paulinho. Menos mal para ele o Supremo não ter achado provas de sua participação direta no trambique. Foi absolvido em abril.
Outro mau presságio sobre o Solidariedade no Incra: a superintendência da Paraíba foi entregue a um condenado a 30 meses de cadeia por desvio de verba pública da educação. O engenheiro civil e ex-prefeito Solon Alves Diniz, que recorreu da sentença, é sogro do padrinho de sua nomeação, o deputado federal paraibano Benjamin Maranhão, do Solidariedade. A identidade entre eles extrapola relações familiares. O parlamentar é réu na ação penal 616 no STF, acusado de corrupção em um escândalo famoso, o da Máfia dos Sanguessugas.
No Rio, a chefia do órgão está com Carlos Castilho do Nascimento, líder comunitário urbano indicado pelo secretário de assuntos jurídicos do Solidariedade, Tiago Cedraz. Este também é a mão por trás da escolha do diretor de Gestão Administrativa do Incra, Juliano Pasqual. O diretor tem intimidade com a família Cedraz, mas com a reforma agrária... É cientista político de formação e trabalhou como assessor parlamentar no gabinete do pai de Tiago, Aroldo Cedraz, antes de este se tornar ministro do Tribunal de Contas da União.
Será que o Cedraz pai, hoje presidente da corte de contas, ajudará Temer a resolver um pepino por lá? Por ordem do TCU, a reforma agrária está paralisada desde abril. Nada de selecionar candidatos a assentado, entregar lotes ou liberar crédito a quem já tinha um pedaço de terra. Ao cruzar dados do programa de reforma agrária com bases públicas de informação, uma auditoria detectou indícios de irregularidade em cerca de 500 mil processos de assentamento. Coisas como distribuição de lotes a políticos, servidores e crianças ou repasses duplicados de verba. Prejuízo potencial de 2,8 bilhões de reais. 
A decisão atrapalhou os planos de Dilma, que no primeiro mandato consagrara-se como pior presidente na reforma agrária desde o fim da ditadura e, no segundo, tentou inverter a rota. O Incra chiou bastante na ocasião. Para o órgão, “a maioria das discrepâncias indicadas pelo órgão de controle externo se origina de cruzamento de dados que parte de premissa não compatível com a política de reforma agrária”. Não haveria, por exemplo, problema em um assentado ter se tornado servidor ou político depois de receber a terra.
Antes da decisão do TCU, o governo comprometera-se a assentar 120 mil famílias até 2018. É esse o último cálculo oficial sobre o número de acampados no País, pouco mais da metade no Nordeste. Estimativas internas do Incra indicam que já seriam 137 mil famílias. E com viés de alta. Motivo: a ampliação do desemprego urbano e o fim de grandes obras públicas iniciadas nos últimos anos, situações que devolveriam à zona rural filhos de agricultores familiares.
Os planos de Temer e o avanço do exército de acampados formam uma combinação inquietante.
*Reportagem publicada originalmente na edição 915 de CartaCapital, com o título "Campo minado" - http://www.cartacapital.com.br/revista/915/com-paulinho-da-forca-temer-tenta-rachar-os-sem-terra 
Alagoas na Contra Mão/Carta Capital

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

MP/AL denuncia prefeito de Canapi por ImprobidadeAdministrativa

O ministério público do estado de Alagoas, por meio do núcleo de combate ao crime organizado e defesa do patrimônio público, ingressou com ação de improbidade administrativa contra o prefeito do município de Canapi Celso Luiz Tenório Brandão (PMDB).

O Ministério  Público de Alagoas denuncia o ex-deputado estadual e atual prefeito de Canapi Celso Luiz Tenório Brandão , juntamente com Maria de Lourdes da Silva presidente do Instituto de Previdência do Município (IPREV-CANAPI), por improbidade administrativa , bloqueando todos os seus bens, e diz que o desvio de R$ 2.191.744,75 , é crime . Determinando  assim que de hoje em diante se o prefeito de Canapi Celso Luiz,  não repassar o dinheiro retido dos funcionário municipais  para o (IPREV-CANAPI), mesmo pode ser afastado do seu cargo de prefeito.

O processo está disponível para consulta  no site do tribunal de justiça do estado de Alagoashttp://www2.tjal.jus.br/cpopg/show.do?processo.codigo=0M00006X80000&processo.foro=22&conversationId=&dadosConsulta.localPesquisa.cdLocal=22&cbPesquisa=NMPARTE&dadosConsulta.tipoNuProcesso=UNIFICADO&dadosConsulta.valorConsulta=Celso+Luiz+Ten%C3%B3rio+brand%C3%A3o.&paginaConsulta=1

Fonte: http://sertaonews24horas.blogspot.com.br/2016/02/prefeito-de-canapi-e-denunciado-pelo.html




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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Funcionário do pai de Judarley Leite, acusado de matar Érick Ferraz, é PRESO com arma

Os agentes do 98º Distrito Policial (DP) de Viçosa, comandados pelo delegado Belmiro Cavalcante, encontraram na casa da mãe do caseiro de Judarley Oliveira, jovem acusado de ter executado o modelo Eric Ferraz numa festa de Réveillon, uma pistola que pode ter sido a usada no crime.
Os policiais chegaram até o local, após denúncia anônima na manhã desta quarta-feira (4). Eles enfatizaram esse trabalho conjunto com a população para que as investigações corram o mais rápido possível. O anonimato é assegurado.
7.65
Havia uma pistola 7.65 mm, uma arma de choque, cassetete de ferro e algemas na residência do caseiro, identificado como João Alfredo Santos Silva, que trabalha para o ex-vereador Ailton Oliveira, pai do acusado.
João Alfredo foi preso em flagrante por porte ilegal de armas e levada à delegacia regional. Lá, ele confessou, em depoimento, que havia escondido a arma a pedido de Judarley Oliveira, o qual teria telefonado para ele ainda na madrugada do crime, no dia 1º.
Desde então o acusado foragiu e está sendo procurado pelas autoridades policiais. Nessa terça-feira, o irmão dele, o policial civil Jaysley Leite de Oliveira, 31, foi preso por suposto envolvimento no homicídio.
Esconderijo
Os agentes do 98º DP fizeram literalmente uma varredura na residência da mãe do caseiro. Os materiais apreendidos estavam embaixo de uma das camas dos aposentos. João Alfredo não resistiu à prisão nem às buscas feitas na casa, colaborado com o trabalho dos policiais. Um mandado de busca e apreensão fora expedido ainda pela manhã por um juiz da comarca de Viçosa.
Matéria publicada em 05/01/2012

Viçosa: Um dos acusados de assassinar o modelo SERGIO FERRAZ vai a julgamento

À esquerda, a vítima, Erick Ferraz; à direita, Judarley Leite de Oliveira, acusado do crime

Acusado de participação no assassinato covarde do modelo Eric Alexandre dos Santos, conhecido como Erick Ferraz, e de tentativa de homicídio contra Érica Ferreira da Silva, em janeiro de 2012, Judarley Leite de Oliveira vai a júri popular na quarta-feira (09/dezembro/2015), a partir das 10h30, em Viçosa, em sessão que sera presidida pela juíza Lorena Carla Santos Vasconcelos Sotto-Mayor..
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas, os crimes ocorreram em 1º de janeiro de 2012, pelas 3h da madrugada, durante festa de virada de ano na avenida Firmino Maia, em Viçosa.
Judarley Leite teria agredido Erick Ferraz, de surpresa, com um soco no rosto. Em seguida, o irmão do acusado, Jaysley Leite de Oliveira, que é policial civil, atirou no modelo, que não resistiu aos ferimentos. A vítima Érica Ferreira foi atingida com um tiro na região glútea devido a um erro de execução, diz a denúncia.
Preso desde agosto de 2012, quando se entregou à polícia, apenas Judarley Leite será julgado nesta quarta pelos crimes de tentativa de homicídio e homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.,
Já o policial civil Jaysley Leite de Oliveira, que chegou a ser preso, responde em liberdade, apesar de ser o autor dos tiros nas vítimas, segundo denúncia do Ministério Público. Judarley e Jaysley, são filhos do ex-vereador por Viçosa, Ailton Oliveira. 
“As qualificadoras apontadas pelo Ministério Público encontram ressonância nos autos, devendo ser mantidas. Ao menos em tese, verifica-se que o crime foi cometido com violência de modo que não foi dado qualquer chance de defesa a vítima, bem assim, não foi demonstrado nos autos motivos que justificassem a conduta do autor”, afirmou o juiz Luciano Andrade de Souza, responsável pela pronúncia do réu.

HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA

Judarley de Oliveira Leite já respondeu pelo crime de tentativa de homicídio. Segundo o pai, Ailton Oliveira, aos 16 anos, Judarley brigou com um rapaz no clube da cidade e foi acusado de tentar matá-lo na rua, logo depois. Pela versão da família, ele estava indo embora para a casa, quando foi abordado por oito pessoas. “Alguém entregou uma arma para o meu filho, que deu dois tiros em direção ao chão para se defender. Um dos tiros pegou na perna desse rapaz” 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

STF proíbe uso de depósitos judiciais, manobra seria usada por Renan Filho

A articulação do governador Renan Filho (PMDB) de usar depósitos judiciais em que o Estado seja parte sofreu uma derrota. É que a maioria do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou liminar concedida pelo ministro Edson Fachin na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.409 para suspender o uso de depósitos judiciais pelo governo da Bahia.

A decisão mantém o bloqueio de R$ 600 milhões que haviam sido transferidos do Banco do Brasil para os cofres do Estado. O valor seria usado no pagamento de precatórios e fundo de previdência.
O caso se refere a Medida Cautelar concedida por Fachin, em novembro, para suspender os processos e os efeitos das decisões judiciais que discutam a aplicação do Decreto 9.197/2004 do Estado da Bahia e da Lei Complementar 42/2015 – que autoriza o Estado a utilizar 50% dos depósitos judiciais para pagamento de precatórios e aposentadorias.
Em sustentação oral, o procurador do Estado da Bahia Luiz Paulo Romano afirmou que as contas do Estado foram bloqueadas depois da liminar de Fachin. Disse ainda que o medo era de se criar uma situação anti-isonômica em relação aos outros Estados. Isso porque, o Supremo tem outras ADIs que discutem leis similares (ADI 5353/MG, ADI 5365/PA, ADI 5099/PR, ADI 5072/RJ, ADI 5375/SE e ADI 5080/RS).
Os ministros discutiram se havia a necessidade de conceder a liminar no caso. O ministro Gilmar Mendes afirmou que o ministro que concede liminar monocrática em ADI e não leva referendo a Plenário frauda a lei. A crítica se deu porque existem várias liminares monocráticas em ADIs que aguardam há anos referendo em plenário.
O ministro Marco Aurélio foi o único contrário à confirmação da cautelar. Para ele, a liminar concedida por Fachin foi “extravagante” porque, no passado, as liminares eram concedidas apenas nas férias dos ministros.
Em relação ao depósito judicial, Barroso afirmou que usar esses recursos é “utilizar dinheiro dos outros” para pagar dívidas do Estado. Isso porque, no caso da lei baiana, o uso do dinheiro não está restrito aos depósitos feitos em processos em que o Estado é parte. Já Fux disse que é melhor o Estado usar depósito judicial par pagar precatório do que banco usar para fazer operações.
No final, foi mantida a decisão cautelar com eficácia ex-tunc(retroativa), o que foi classificado por ministros como medida excepcional.
“Há perigo para os jurisdicionados da Bahia. Retirar os efeitos ex tunc é torna inócua a jurisdição constitucional. Não há tratamento discriminatório [entre Estados]”, afirmou Fachin, durante o julgamento.
Fonte: Repórter Alagoas

domingo, 26 de julho de 2015

Dudu Holanda ameaça 'dar na cara' de internauta por críticas feitas na internet

Deputado Dudu Holanda (PSD)/Foto: TNH1
Em mais uma polêmica, dessa vez no instagram, o deputado Dudu Holanda (PSD/AL) se envolveu em mais uma discussão e perdeu a compostura ao ameaçar "bater na cara" de um internauta que o criticou pela intenção do parlamentar de aumentar o próprio salário. 

Logo depois de uma postagem em que Dudu Holanda escreve que está trabalhando por Alagoas, o internauta que se identifica como Gustavo Cavalcanti comenta que o pedido de aumento de Dudu Holanda é um "tapa na cara" da sociedade e que o deputado "faz graça com a cara dos alagoanos".

O estudante que se disse ameaçado pelo deputado não presta queixa mas pede retratação.

Ao responder a crítica já no perfil de Gustavo, o deputado Dudu Holanda expõe seu destempero: 'Dou na sua cara moleque! Imagine de quem achar ruim tome no c...', postou o deputado.

Outros internautas se indignaram e criticaram o parlamentar. "Que vergonha um comentário desse vindo de um representante do povo", escreveu um deles.
Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://tnh1.ne10.uol.com.br/noticia/politica/2015/07/06/326509/dudu-hollanda-diz-que-vai-dar-na-cara-de-internauta-que-o-criticou-na-web ou as ferramentas oferecidas na página.

Cantor Geraldo Cardoso denuncia Capitão PM por agressão e humilhação a seu filho

O cantor Geraldo Cardoso registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra o capitão PM Daniel Simões Coutinho, lotado no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Alagoas e contra a guarnição militar, pela prática de arbitrariedades e abuso de autoridade contra seu filho, de 16 anos, na noite da última sexta-feira (26/junho/2015), em Jaraguá.
Em seu perfil no Facebook, Geraldo Cardoso disse o garoto foi agredido pelo militar com um tapa no rosto, foi arrastado, algemado e jogado dentro da mala da viatura, “como se fosse um bandido perigoso.” Tudo isto porque o filho do cantor havia manobrado o automóvel para estacionar, em área interna, a pedido do pai, que vinha de outro show e estava atrasado para participar do São João Oficial de Maceió.

Veja a postagem em que Geraldo Cardoso denuncia o capitão Daniel Simões e afirma que adotará providências necessárias para não deixar impune a truculência do “agente da lei”.
Geraldo Cardoso:
“Venho por meio desta carta, expressar toda minha indignação e meu repúdio pela truculência e arbitrariedade com que meu filho, de apenas 16 anos, foi tratado pelo Capitão PM Daniel Simões Coutinho, lotado no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar. O infeliz episódio aconteceu na noite desta sexta-feira (26), em Jaraguá.
Depois de me apresentar no Sesc, segui direto com toda equipe para Jaraguá, onde também faria um show no São João Oficial de Maceió. Ao chegar ao local, por trás dos camarins, não encontrei lugar para estacionar meu veículo. Por já estar atrasado, deixei o carro sobre um passeio, dentro do espaço isolado exclusivamente para os artistas e demais pessoas envolvidas na organização do evento, e corri para avisar aos organizadores que já estava presente.
Logo em seguida, pedi ao meu filho que voltasse e fizesse a manobra para tentar estacionar o veículo em um espaço adequado, repito, dentro da área reservada aos artistas e demais pessoas envolvidas no evento. E assim ele o fez. Mas quando já estava voltando a pé, já perto da entrada de acesso que leva aos camarins, meu filho foi abordado pelo Capitão PM Daniel Simões Coutinho, do Bptran.
O oficial, em uma atitude claramente tendenciosa, exigiu o documento do veículo e a habilitação do meu filho. Prontamente meu filho respondeu que o documento do carro se encontrava no interior do veículo e que não tinha habilitação, pois era menor de idade, mas meu pai esta ali no camarim e eu vou chamá-lo. O oficial exigiu, então, a carteira de identidade, que também não estava de posse do meu filho.De imediato o militar reagiu bruscamente, você está se negando a dar documento a policia, chamando o garoto de maloqueiro.
Meu filho respondeu dizendo que não era maloqueiro e pediu para que os policiais me chamassem, afinal de contas, eu sou o pai e respondo por ele. No entanto, em mais uma conduta duvidosa, o oficial não só negou o pedido, como também arrastou o meu filho para a viatura. Nervoso com o absurdo que estava acontecendo, meu filho tentou se desvencilhar e acabou sendo agredido covardemente pelo Capitão Daniel Simões Coutinho, com uma tapa no rosto.
Não satisfeito, o Militar voltou a agredir meu filho quando ele quis visualizar sua identificação no uniforme. Em mais um ato de completo despreparo, o Capitão Coutinho simplesmente arrancou a tarjeta de identificação e esfregou no rosto do menino gritando que o nome dele era Coutinho. O garoto foi algemado e jogado dentro da mala da viatura, como se fosse um bandido perigoso.
Só depois de tudo isso fui finalmente comunicado. Ao chegar ao local, tentei dialogar com os policiais, pedi desculpas por uma eventual falha no comportamento do meu filho e me coloquei à disposição para assumir todas as consequências por ter entregue a chave do carro para meu filho manobrar, ainda que em um espaço reservado exclusivamente aos artistas e demais organizadores do evento, onde não havia tráfego de veículos e nem de pedestres.
No entanto, meus apelos também foram ignorados e meu filho permaneceu algemado dentro da viatura por mais de uma hora, até ser levado para a delegacia, sob a acusação de desacato. A mim não restou outra alternativa que não fosse pedir o adiamento do meu show. Precisava acompanhar meu filho e também não tinha mais condições emocionais de levar alegria com a minha música, quem é pai pode imaginar o quanto é doloroso ver seu filho sendo tratado, injustamente, como um marginal e não poder fazer nada. Peço desculpas aos meus fãs por isso.
Outro absurdo é que meu carro foi guinchado, apesar de estar completamente regular e de haver várias pessoas devidamente habilitadas que se dispuseram a assumir o volante, inclusive eu.
Na delegacia também fiz um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra a guarnição militar e vou tomar todas as demais medidas cabíveis para que esse caso não fique impune, temos várias testemunhas do fato.

Toda a família está muito abalada com o ocorrido. Meu filho chora o tempo inteiro, passou por um constrangimento imenso na frente de várias pessoas. Ele está traumatizado e vai precisar de acompanhamento psicológico pra superar tudo isso. Mas é vida que segue e o show tem que continuar. Ainda estou me recuperando, mas a agenda vai ser retomada hoje (sábado) com o show em Jaraguá. Amanhã (hoje) estarei encerrando o São João do Benedito Bentes e na segunda também tem uma festa particular da Ampal. Um abraço a todos e obrigado pela compreensão!!!
Geraldo Cardoso – Matuto de Luxo”
Fonte: Repórter Alagoas de 28.06.2015

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Polícia Federal encaminha documentos contra Collor ao STF

A situação do senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL) está cada dia mais complicada. A Polícia Federal confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que está de posse de oito comprovantes de depósitos bancários em nome dele e que o ligam a desvios de recursos da Petrobras.
O doleiro Alberto Yousseff já havia relatado anteriormente a participação do senador no esquema de corrupção. Esses relatos foram fundamentais para os investigadores da PF solicitarem acesso aos documentos.
De acordo com o doleiro, os depósitos feitos para Collor totalizam R$50 mil.
Os documentos serão adicionados aos conjuntos de indícios que sugerem a participação do senador nos desvios.
Desde que essa história começou a ser vinculada, no início deste ano, o senador Fernando Collor afirma que não recebeu nenhum dinheiro e que não tem nenhuma relação de amizade com o doleiro. 
Fonte: 7 segundos

São José da Tapera: Radialista é ameaçado após criticar prefeito

O comunicador Hans Donner Pereira Melo, 30 anos, que participa do programa Toque Informativo, com o radialista Valdir José dos Santos, diretor da rádio Comunitária Liberdade FM, em São José da Tapera, vem sofrendo ameaças de morte.
De acordo com Donner, ele ouviu da colega de trabalho Fabiana Leite que um homem ainda não identificado teria ameaçado a jovem e também aproveitou a oportunidade para mandar um recado para o amigo de profissão. “Diga a ele que caia fora que não vai dar pra ele. Ele cuidado na vida!”
Além dessas ameaças feita ao radialista, um profissional da Unidade Mista Ênio Ricardo Gomes (UMERG) teria questionado ao diretor da rádio sobre a idoneidade, competência e habilidade do comentarista para falar sobre os assuntos ligados à cidade. Na conversa particular, a pessoa teria pedido que o comentarista social parasse de falar mal dos atendimentos no hospital ou iria sobrar  pra ele, porque o mesmo não passava de um forasteiro querendo aparecer.
"Esses termos são termos de ameaça. De intimidação. Mas quero deixar claro que não tenho medo de diretor de hospital, de vereadores, do prefeito ou de quem quer que seja, pois estou com a verdade e nunca falei nada que agravasse a eles", declarou.
Desde que chegou na cidade, há três meses, o administrador de empresas vem chamando a atenção dos taperenses com seus comentários ferrenhos sobre a administração do prefeito Jarbas Ricardo. Denúncias como falta de lâmpadas nas ruas, buracos, calçamentos inacabados, mal atendimento médico e demora na entrega e realização de exames são corriqueiros em seu programa diário na emissora.
“Eu fico triste pela minha colega, uma pessoa humilde, mas com competência inigualável, por ser freada por uns covardes. Mas eu não vou me calar. Não tenho medo de quem quer que seja. Assim que eu descobrir, levarei o caso até a justiça, pois não sou um passarinho sem dono no meio do mato que qualquer um vem e se acha no direito de dar uma pedrada e vai embora como se nada tivesse feito. Não sabe ele que se for pego pelo IBAMA sofrerá nos rigores da lei. Sou um ser humano que merece respeito e sou conhecedor não só das leis do nosso país, bem como dos meus direitos”, afirmou.
Já no perfil do seu Facebook, ele desabafou. “... No Rádio, debato sobre migalhas e esmolas que o povo brasileiro aprendeu a comer e se contentou ... sobras, restos ... mas isto não sería comida de porcos, q são felizes assim??! Somos Humanos! 
PODEM ABRIR PROCESSOS contra mim! Não falei da mãe de ninguém ... apenas quero exercer minha cidadania e chamar o povo para o lado da CIVILIDADE ... Kd a liberdade de expressão neste País com traços Comunistas e Facistas ? O Povo vive sem direito algum ... e quando reclamam são intimidados, ameaçados ... caçoados ..estou sendo perseguido por falar a verdade ... não sou herói e nem melhor q ninguém ... se cada um buscar pelos seus direitos .. juntos, seremos mais fortes ! Sozinho, sou um qualquer ... juntos, somos uma nação!”.
Ao ser procurado pela nossa reportagem, o presidente do sindicato dos radialista de Alagoas (SINDRADIO), Paulo Guedes, disse que já tinha tomado conhecimento do caso e que o departamento jurídico está averiguando a denúncia e, se preciso for, uma ação será montada em busca de preservar a vida do profissional.
“Sim, já nos deparamos com casos como este. Mas sempre pautamos em medidas de primeiro preservar a vida, nosso bem maior. Levaremos os fatos ao Secretário de Defesa Social do Estado de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça, para assegurarmos o direito de liberdade de expressão e resguardar a vida do radialista. O Sindicato sempre trabalha no sentido de preservar não só a conduta ética, bem como assegura através da justiça os direitos da nossa categoria através do doutor Cordeiro, nosso advogado.”
Fonte: Minuto Sertão/Blog da Gracinha

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Concorrência no comando da Polícia Civil, Políticos e Delegados estão na disputa

Foto: Emerson Lima
Na iminência de definir a estrutura de combate à criminalidade em Alagoas, o governador Renan Filho (PMDB) ainda não escolheu um nome para comandar a Polícia Civil em seu governo. Está obviamente descartada a permanência do atual delegado-geral Carlos Alberto Reis, que marcou o início e o fim da gestão de Teotonio Vilela Filho (PSDB). E há uma guerra política para indicar o delegado que deve conduzir as mudanças planejadas pelo governador eleito a partir de 2015.
Apesar de Renan Filho afirmar durante a campanha que não vai seguir critérios de indicações políticas para as áreas essenciais como a segurança pública, três de seus aliados da última campanha já se movimentaram em defesa de seus nomes de confiança. Outras duas frentes nascem da mobilização interna, na Polícia Civil, em busca de novos rumos que fortaleçam a instituição. E o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), Antônio Carlos Lessa, anda chateado com o fato de os representantes da categoria não terem sido convocados para discutir a sucessão na polícia judiciária.
São cinco as frentes da batalha pela sucessão de Carlos Reis. Na ala política, o senador reeleito Fernando Collor (PTB) defende o delegado Flávio Saraiva como futuro delegado-geral; o deputado federal eleito Ronaldo Lessa (PDT) quer Robervaldo Davino, e o prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus (PMDB), defende Jobson Cabral para o cargo.
Internamente, os jovens delegados que ganharam espaço no primeiro mandato de Vilela – com Marcílio Barenco e José Edson – e depois foram escanteados no segundo governo tucano elegeram a delegada Ana Luiza Nogueira como nome capaz de conduzir o combate ao crime no comando da Polícia Civil. Mas quem também cresce com apoio de colegas de instituição é o novato Guilherme Iusten, que chefia a Seção de Roubo a Bancos (Serb), da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC).
Enfrentar as contradições comuns entre o discurso, os acordos de campanha e as decisões de governo é um desafio a ser enfrentado na definição do comando da instituição responsável por diminuir a impunidade que fomenta o crime no Estado mais violento do País. Resta ao alagoano esperar para ver qual nome Renan Filho deverá escolher e qual frente de batalha sairá vitoriosa. Que seja a que batalha pela pacificação de Alagoas.
Fonte: Cada Minuto

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Renan Filho gastará R$ 59 milhões em campanha para governador, bens declarados é de quase R$ 800 mil

O candidato a governador do Estado de Alagoas, deputado federal Renan Filho (PMDB), filho do presidente do Senado-senador Renan Calheiros (PMDB), declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o total de seus bens são exatamente R$ 784.424,56 mil.

Os bens declarados são apenas: 
1) 01 APARTAMENTO NA PONTA VERDE, EDF. CHATEAU DH RHONE; 
2) UNIDADE COMERCIAL AUTONOMA SOB Nº 1001 COMPONENTE DO TERRA BRASILIS CORPORATE, ADQUIRIDO DE MARROQUIM ENG. LTDA; 
3) AQUISICAO DE COTAS DE CAPITAL DO SR. JOSE QUEIROZ DE OLIVEIRA; 
4) AQUISICAO DE COTAS DE CAPITAL DO SR. JOSE LUCINO BARBOSA DA SILVA NA SOCIEDADE RADIO MANGUABA DO PILARR$ 49.000,00
5) PARTICIPACAO NO CAPITAL SOCIAL DA EMPRESA RADIO MANGUABA DO PILAR S/C LTDAR$ 49.709,00;
6) PARTICIPACAO NO CAPITAL SOCIAL DA EMPRESA AGROPECUARIA ALAGOAS LTDAR$ 2.500,00
7) PARTICIPACAO NO CAPITAL SOCIAL A EMPRESA SISTEMA ALAGOANO DE RADIODIFUSAO LTDAR$ 25.000,00;
8) PARTICIPACAO DOCAPITAL SOCIAL DA EMPRESA SISTEMA COSTA DOURADA DE RADIODIFUSAO LTDA = R$ 50.000,00

Natural de Murici, distante 56 km de Maceió, Renan Calheiros Filho traz no seu histórico familiar a realidade da miséria que pouco mudou no município desde que a família iniciou-se na política a mais de 30 anos. 

O município apresenta um sintoma gravíssimo da falta de compromisso social; Murici é a 30ª cidade mais violenta do Brasil, segundo a revista Exame.com (http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/as-500-cidades-mais-violentas-do-brasil-versao-2014?page=1).

O filhinho-de-papai Renan Calheiros Filho (PMDB) declarou ainda que vai gastar em sua campanha para governador a pequena quantia de R$ 59 milhões, algo que deve causar espanto a todos os alagoanos.

Como diria o competente e combativo Jornalista Thiago Correia, "...CINQUENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS pra conseguir ser governador de Alagoas.... considerando que o salário do governador é de 22 mil reais... ao longo de todo mandato, se eleito, Renanzinho terá uma receita de 1 milhão e 56 mil reais.... ou seja.... precisaria de mais de 50 mandatos pra tirar a grana que vai investir nessa eleição... ESQUISITO ... PAGAR PRA "TRABALHAR"? é a primeira vez que eu vejo...".


DETALHE DA CANDIDATURA




Collor tem R$ 20,3 milhões em bens, patrimônio triplicou em 4 anos. Confira detalhes da candidatura

A soma do patrimônio declarado de todos os candidatos a governador de Alagoas supera os R$ 2,6 milhões. Mas se distancia e muito da lista de bens apresentada à Justiça Eleitoral pelo milionário senador Fernando Collor (PTB), que busca a reeleição. 
São mais de R$ 20,3 milhões declarados em patrimônio pelo ex-presidente da República. A distância para sua principal adversária na disputa, vereadora Heloísa Helena (PSOL) é ainda maior, já que a candidata apresenta R$ 141,6 mil em bens. O que representa 0,7% do patrimônio de Collor.
Na lista de bens de Collor, consta uma frota de veículos de luxo; entre eles uma BMW 760IA, no valor de R$ 714,4 mil e uma Ferrari Scaglietti preta de R$ 556 mil. Um imóvel de R$ 4 milhões, fora do Estado, também é declarado, além de um apartamento de R$ 1,4 milhão, no bairro da Jatiúca, na capital alagoana.
Mas a maior fonte de bens do senador Collor são empréstimos à empresa Água Branca Participações LTDA, uma holding de instituições não-financeiras localizada no bairro do Pacaembu, em São Paulo-SP, da qual o ex-presidente da República é sócio, ao lado de sua esposa, Caroline Serejo Medeiros Collor de Mello, administradora do empreendimento.
Ao todo, Collor declara ter efetuado um montante de R$ 7,4 milhões em empréstimos à Água Branca. Somados às quotas de participação de R$ 1,35 milhões que possui na empresa, Collor obtém R$ 8,8 milhões somente de sua holding.
A evolução do patrimônio de Collor também é outro dado que impressiona. Pois desde que foi candidato a governador, na última eleição de 2010, o patrimônio de Collor deu um salto de quase 170%, quase triplicou. Passou de R$ 7.724.383,41 em 2010 para os atuais R$ 20.308.319,48.
Além de Heloísa Helena, que apresentou lista de bens no total de R$ 141.690,83, o advogado Omar Coelho (DEM) foi outro candidato a senador a ter divulgada a lista de patrimônio à Justiça Eleitoral, no valor de R$ 50.029,64. Os demais candidatos não declararam possuir bens em seu nome, ou não entregaram a relação de patrimônio de acordo com as exigências da Justiça Eleitoral. 

Fonte: Blog Davi Soares


DETALHES DA CANDIDATURA