segunda-feira, 30 de julho de 2012

Eletrobras corta energia da prefeitura de União dos Palmares

Câmara de vereadores de União dos Palmares
A Eletrobrás interrompeu, na manhã de segunda-feira (30/julho/2012), o fornecimento de energia elétrica na Prefeitura Municipal de União dos Palmares, Câmara de Vereadores e Secretaria Municipal de Educação sob o argumento de inadimplência do governo municipal para com a empresa, retirando das proximidades dos três locais uma espécie de ‘chave’, conhecida popularmente como ‘taboca’ (que serve para ligar e desligar o fornecimento) com receio dos eletricistas do município efetuarem a religação.

O prefeito Areski de Freitas disse que "no Contrato da Prefeitura Municipal com a Eletrobrás consta uma cláusula que estipula um prazo de 90 dias para o débito ser saldado acrescentado de uma tolerância de mais 15 dias, mas se a inadimplência persistir haverá o corte. No caso de hoje, para minha surpresa, com apenas 30 dias de atraso, o potencial energético foi cortado e amanhã pela manhã deverá ser restabelecido. Em função do abuso, determinei que Procuradoria do Município abra processo contra a empresa pelo não cumprimento da cláusula contratual".
Um funcionário da Eletrobrás provocado a falar sobre o assunto, após pedir para não ser identificado, disse que "o corte e a religação nesta região do Estado estão a cargo do Escritório Regional, localizado em Rio Largo na região metropolitana de Maceió, por isso não posso informar nada".
Pelo fato da Câmara Municipal estar de recesso (deverá voltar no próximo dia 08) e pelo fato ter chegado ao conhecimento da empresa no horário da tarde, ninguém foi localizado para falar sobre o assunto.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

MP denuncia Prefeito da Barra de São Miguel por crimes graves

Reginaldo de Andrade, prefeito da Barra de Sâo Miguel

O Ministério Público Estadual, através do procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, denunciou ao Tribunal de Justiça o prefeito da Barra de São MiguelReginaldo José de Andrade, por crimes contra a Administração Pública e a Lei de Licitações. Entre as diversas irregularidades da gestão do município, chama a atenção o pagamento de R$ 686.815,00 para locação de veículos, sem processo licitatório, no período de 2005 e 2008.

A Prefeitura também dispensou licitação, sem as condições previstas em lei, na contratação de serviços de informática, engenharia e de iluminação pública, além de adquirir combustível de modo ilegal. Em desrespeito ao princípio da impessoalidade na administração pública, o município alugou dois imóveis localizados na Praça Miriel Cavalcante, de propriedade de Henrique Manoel de Andrade e Maria Iêda de Andrade, respectivamente, irmão e tia do prefeito.

Além das fraudes no processo licitatório, a Prefeitura efetuou despesas ilegais e admitiu servidores por suposto contrato de prestação temporária de serviços. A contratação dispensou concurso público ou qualquer processo administrativo que justificasse a ação, como prevê a Constituição Federal.

De acordo com o procurador-geral, o prefeito é responsável pelas irregularidades, já que respondia pela gestão do município no período em que ocorreram os fatos. “O gestor ordenava as despesas, autorizava a realização dos processos licitatórios, firmava os contratos e assinava os cheques. A sua responsabilidade é indiscutível e inegável. O MPE possui uma grande quantidade de provas, obtidas durante as investigações, que leva, consequentemente, ao pedido de condenação do acusado”, afirma Tavares.

Se condenado pela Justiça, Andrade poderá perder o mandato de prefeito e fica inabilitado para o exercício de cargo ou função pública por cinco anos, além de restituir o dano causado ao patrimônio público.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Candidato a vereador tem campanha 'volumosa' em Maceió

Se a maioria dos candidatos a vereador em Maceió ainda não botou a cara na rua, alguns poucos já mostram um volume surpreendente de campanha.
O mais visível, até agora, é o delegado Kelmann Vieira, lançado pelo PMDB do senador Renan Calheiros. Impressiona a quantidade de carros plotados com sua propaganda eleitoral espalhados pela cidade.

Genro do prefeito Cícero Cavalcante, de São Luiz do Quitunde – depois de dois mandatos em Matriz do Camaragibe -, marido da deputada Flávia Cavalcanti, o delegado é uma das apostas do senador Calheiros na capital.
Ele forma ao lado de Toroca, Antônio Holanda e Galbinha um quarteto com amplas chances de desembarcar na Casa de Mário Guimarães, em 2013. O que não é pouco, se considerarmos que o PMDB não conseguiu eleger nenhum vereador em Maceió na última eleição.
A destacar: pelos modelos dos carros que carregam a propaganda de Kelmann Vieira, é possível imaginar que eles pertencem a delegados.
Fonte: Blog do Ricardo Mota
Confira o histórico político-profissional do prefeito de São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante, sogro do candidato a vereador por Maceió, Kelmann Vieira:

São Luiz do Quitunde: Prefeito Cícero Cavalcante é PRESO novamente http://www.alagoasnacontramao.blogspot.com.br/2010/10/sao-luiz-do-quitunde-prefeito-cicero.html

Eletrobras corta energia de Prefeitura por falta de pagamento

Ilustaração
A Eletrobras em Alagoas se depara com um problema surpreendente.


No dia 12/julho/2012, a empresa cortou o fornecimento de energia da prefeitura de Porto Real do Colégio, distante 178km da capital Maceió, divisa com o estado de Sergipe.
Motivo: um débito acumulado de R$ 300 mil.
A sede da administração municipal e alguns outros prédios ficaram sem energia, triste situação.
Qual o quê!
Como a prefeitura não procurou a direção da empresa para renegociar a dívida, o que é de praxe, os funcionários da Eletrobras retornaram à prefeitura de Porto Real do Colégio. Encontraram tudo iluminado, dentro dos conformes.
Ao tentarem capturar o felino que repôs a energia ao prédio, foram impedidos.
Resultado: a empresa deve agir, agora, com o apoio policial.
A Eletrobras está em plena campanha para buscar o que lhe é de direito: o pagamento da energia fornecida. E apesar dos muitos cortes realizados em prefeituras e grandes consumidores, tem gente que acha que criar “gato” é um grande negócio.
Fonte: Blog do Ricardo Mota
Em Alagoas, políticos roubando energia elétrica está se tornando algo comum; quem é especialista nesse tipo de assunto é o deputado estadual Marcelo Victor (PTB) e seu pai, o ex-deputado Gervásio Raimundo.

Confira reportagens relacionadas

Deputado: ladrão de energia elétrica? http://alagoasnacontramao.blogspot.com.br/2008/03/deputado-ladro-de-energia-eltrica.html  

Vídeos: Deputado Marcelo Victor: "Roubo de energia é uma questão subjetiva" http://alagoasnacontramao.blogspot.com.br/2009/07/roubo-de-energia-e-uma-questao.html



terça-feira, 17 de julho de 2012

Vídeo: Desesperado, Fernando Collor xinga Jornalistas e Procurador Geral da República


No dia (14/junho/2012), diante do plenário no senado federal, o senador Fernando Collor (PTB-AL) com seu rancor eterno e sua sede de vingança, classifica o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos e Jornalistas da Revista Veja de criminosos. Collor acredita fielmente que o Procurador e a Revista Veja foram os principais responsáveis pelo seu impeachment, quando o mesmo era presidente da República.

Assista ao vídeohttp://youtu.be/nhaO2aZw5JE



Collor concedeu entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, no dia 28/maio/2012, antes do vídeo ser gravado. Confira: http://luciointhesky.wordpress.com/2012/05/28/cronica-de-um-golpe-o-livro-bomba-de-collor/ 


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Final de semana é marcado por 20 homicídios em Alagoas

Após 20 dias do lançamento do plano para combater a violência no Estado de Alagoas, as ações implementadas pelo governador Teotônio Vilela, por meio do Programa Brasil Mais Seguro parecem ainda não ser suficiente para intimidar a atuação de criminosos. 

Apenas na região metropolitana de Maceió, a Polícia Militar registrou 15 homicídios no final de semana. Outros cinco casos também ocorreram no interior. No total foram 20 assassinatos em todo Estado.

Dos 15 assassinatos, 12 foram registrados na sexta-feira (13/jul/2012) e no sábado (14/jul/2012) em Maceió. O domingo foi um pouco menos violento na região da capital: foram três homicídios.

Dos 20 crimes registrados entre a tarde da sexta-feira (13) e a noite do domingo (15), 9 aconteceram na capital. Já os municípios de Rio Largo e Pilar foram cenário de três e dois homicídios, respectivamente. Paripueira, Arapiraca, Craíbas, Murici, Joaquim Gomes e Coruripe registraram um homicídio cada. Entre as vítimas, duas eram do sexo feminino.

O primeiro assassinato registrado na Grande Maceió aconteceu por volta das 14h da sexta-feira, quando o jovem Quirino dos Santos, de 18 anos, foi atingido por quatro tiros, sendo um no pescoço, um no tórax e dois no abdômen. O corpo da vítima foi encontrado no bairro do Tabuleiro do Martins, por trás do complexo prisional.

Assassinato na Ponta Verde

Nem a área “nobre” da capital escapou à mórbida estatística do final de semana. Por volta das 23h da sexta-feira (13), Valtemir Silva, de 38 anos, foi atingido por 11 tiros na Rua São Francisco de Assis, próximo a um supermercado 24 horas situado no bairro da Ponta Verde.

Já entre as mulheres assassinadas, uma delas não foi identificada. Segundo a Polícia Militar, ela aparentava ter 18 anos e foi atingida, no Centro de Paripueira, por um disparo de arma de fogo e diversas facadas. Já a outra vítima do sexo feminino foi uma adolescente de apenas 16 anos. Ela foi morta a tiros próximo ao terminal rodoviário do Clima Bom, em Maceió.

Crimes brutais chocam interior

Dois assassinatos brutais chocaram os municípios de Coruripe e Joaquim Gomes. Na sexta-feira, o corpo de Jonas dos Santos, de 31 anos, foi encontrado, em avançado estado de decomposição em um matagal no povoado Barreiras, situado na zona rural de Coruripe. Além de agredido a pauladas e facadas, a vítima teve uma de suas orelhas arrancada e um objeto introduzido no ânus.

Já em Joaquim Gomes, um homem não identificado foi degolado e sua cabeça só foi localizada há cerca de 50 metros do corpo. O crime aconteceu na madrugada de sábado para domingo.

sábado, 14 de julho de 2012

Traipu: Vereador Erasmo Araújo Dias é preso por porte ilegal de arma

Erasmo Araújo Dias, vereador (PRTB) 

O vereador e candidato a vice-prefeito da cidade de Traipu, Erasmo Araújo Dias (PRTB), conhecido como Erasminho, pagou 15 salários mínimos (cerca de R$ 9,3 mil) de fiança e responderá ao inquérito policial em liberdade. Ele foi preso juntamente com três seguranças na noite de sexta-feira (13/julho/2012), na Avenida Thomas Espíndola, no bairro do Farol, acusado de porte ilegal de arma de fogo.

A prisão ocorreu após uma denúncia anônima feita ao Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), que informava que homens em um veículo preto estariam praticando assaltos na região do Farol. Durante a abordagem, os militares apreenderam dois revólveres calibre 38 e uma pistola 380.

Os outros presos são Thiago Silva Tenório, Alexandre Carlos Barros e o cabo da Polícia Militar Gilvan Farias da Silva. O grupo estava no veículo Fiat Uno de cor preta, com placa OHI -0985 e foi encaminhado para a Central de Polícia, onde prestam depoimento. O militar pagou cinco salários mínimos e também responderá o inquérito em liberdade.

Erasminho concorre ao cargo de vice-prefeito na chapa de Conceição Tavares. A assessoria do vereador informou que Erasminho foi vítima de uma armação política, já que está à frente da CPI, que investiga o ex-prefeito da cidade, Marcos Santos.

A assessoria esclareceu ainda, que o parlamentar vinha recendo diversas ameaças de morte, por isso a necessidade de andar com seguranças particulares.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Vídeo: Prefeito de Poço das Trincheiras, Gildo Rodrigues, xinga Comandante da PM e desafia polícia de Alagoas

Gildo Rodrigues, prefeito de Poço das Trincheiras

Um vídeo publicado no YouTube com o prefeito-dono de Poço das Trincheiras, Gildo Rodrigues, abordando policiais militares que faziam parte de uma blitz do Departamento de Estrada e Rodagens (DER) e exigindo a saída deles da entrada de 'seu' município está fazendo “sucesso” na Internet. Poço das Trincheiras fica há 215km de Maceió, próximo à Santana do Ipanema, sertão alagoano.
No vídeo o prefeito-educado ‘exigiu’ a saída dos policiais, e chegou a insultar os integrantes da blitz e até o comandante da polícia e o diretor do DER.
“Olhe, diga ao seu comandante que ele vá se fudê, aqui no meu município quem manda sou eu, se vocês ficarem aqui eu renuncio meu mandato, e duvido alguém parar aqui ligado a mim, diga a seu comandante que mande me prender para ele ver” disse o prefeito.
Gildo Rodrigues disse que era amigo do governador, mas que se a blitz continuasse ele iria romper com ele e fazer três prefeitos da região fazer o mesmo.
O educado-prefeito-dono de Poço das Trincheiras, Gildo Rodrigues acusou outros policiais de cobrar propina, e disse que iria a Justiça contra eles, e que um motorista de um caminhão que pertencia a ele teria passado por esta situação.
“Comigo vivo aqui esta blitz não fica, não sou menino, aqui quem manda sou eu, pergunte ao governador” disse ainda o prefeito.
E agora, o que vai acontecer com o educado-prefeito-dono de Poço das Trincheiras, Gildo Rodrigues? Em tentativa de desmoralizar a Polícia Militar de Alagoas, ainda esculhambou o Comandante da PM! Será que vai ser preso? e por que não foi?

Dados do prefeito-dono de Poço das Trincheiras, Gildo Rodrigues:

Os dados desta página são todos oficiais e fornecidos pela Justiça Eleitoral, que autorizou a publicação. A busca de Políticos do Brasil possui dados referentes às Eleições de 1998, 2002, 2006, 2008 e 2010. Possíveis incorreções são de responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral de cada Estado e do Distrito Federal. Nas bases de dados mais antigas (1998 e 2002) procurou-se publicar os registros de todos os políticos vencedores naqueles pleitos e o de derrotados para cargos majoritários. Quando algum dado estiver em branco significa que a informação não está disponível.


domingo, 8 de julho de 2012

Turista goiana é estuprada na praia do Francês


Uma turista foi estuprada na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, no sábado (07/julho/2012), quando fazia uma caminhada. O fato foi confirmado, mas tanto a Polícia Militar como a Polícia Civil não tinham informações sobre nome e idade da vítima, horário do ataque ou pistas do agressor. O inquérito policial será aberto somente na segunda-feira (09/julho/2012), porque o crime foi cometido no fim de semana.

A vítima é professora, procedente de Goiânia (GO), estava hospedada na Praia do Francês. Quando fazia caminhada nas proximidades do Leprosário, foi atacada por um homem. Segundo o relato da vítima, resistiu à ordem para fazer sexo com o estuprador, foi agredida a chutes e socos e teria desmaiado. O estuprador, então, rasgou suas roupas e a violentou.

Após buscar socorro, foi levada à 5ª Companhia Independente da PM, em Marechal Deodoro. Atendida pelo tenente PM Wenderson, foi encaminhada à Central de Polícia, em Maceió.

Na manhã de domingo (08/julho/2012), em contato por telefone com a 5ª Companhia, de Marechal Deodoro, o tenente Duarte confirmou a ocorrência, mas não sabia dar mais detalhes. O repórter pediu contato com o tenente Wenderson, que atendeu à vítima, mas o tenente Duarte alegou não poder fornecer o telefone dele.

Na Central de Polícia, o agente Fernando não sabia informar se a turista foi atendida ali, nem se havia um boletim de ocorrência (BO) sobre o estupro, porque “entrei no plantão só hoje de manhã”. Ele informou que a Central de Polícia “registra o caso, faz levantamento e encaminha para a delegacia, no caso a de Marechal Deodoro.

A reportagem, então, ligou para a delegacia de polícia de Marechal Deodoro. O agente Gustavo, que atendeu, também disse que entrou no plantão neste domingo pela manhã. “Se a vítima deu queixa na Central de Polícia, o boletim deve chegar para nós. Até o momento não chegou. Se chegar, o inquérito será aberto na segunda-feira”, informou o agente.

Com o trâmite burocrático para iniciar as investigações para captura do estuprador, ele terá 48 horas de vantagem entre o crime e a abertura do inquérito – um bom tempo para fugir.

Fonte: Plínio Lins

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Polícia Civil precisa prender 3 mil pessoas, todos os mandados estão em aberto


José Edsondelegado geral da PC

A Polícia Civil alagoana deu início a uma operação que tem como meta o cumprimento de 3 mil mandados de prisão; apenas 3 mil pessoas precisam ser presas. Os mandados já começaram a ser cumpridos na última semana com a ajuda da Força Nacional, segundo o delegado geral da PC, José Edson de Freitas.

De acordo com assessoria de comunicação da PC, os mandados foram expedidos por diversas varas da Justiça alagoana. “Desencadeamos a Operação Mandado justamente por conta da quantidade de mandados de prisão que ainda não foram cumpridos em Alagoas. As prisões vão acontecer gradativamente”, explicou.

No primeiro momento, serão cumpridos mandados de prisão na capital e depois as ações irão se estender pelo interior do estado.

José Edson disse, ainda, que o andamento da operação depende também da capacidade do sistema prisional para comportar as pessoas que serão presas. “Não posso prender três mil de uma só vez. Não há estrutura para essa quantidade de presos. É um problema sistemático, mas vamos agir de acordo com as possibilidades”, afirmou o delegado.

Só os políticos bandidos, principais responsáveis por essa violência em Alagoas que, não ficam presos e não devolvem o que roubam. Dizem que a política e a justiça alagoana são quase uma família, não acredito! E haja presídio para colocar tanta porcaria! 

Sete acusados são presos por tráfico, dos 23 mandados 14 não foram cumpridos


Um trabalho de investigação que durou dois meses resultou na prisão de sete pessoas, na manhã de segunda-feira (25/junho/2012), no bairro da Jatiúca. A operação desencadeada por homens da Polícia Civil e da Força Nacional levou o nome do bairro e desmantelou uma suposta quadrilha que, entre outros crimes é acusada em falsificação de dinheiro.

Ao todo foram 21 mandados de prisão, busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. Os cerca de 60 policiais envolvidos na operação, ganharam as ruas logo cedo e prenderam sete pessoas, ainda nas primeiras horas da manhã. Ronaldo Bandeira da Silva Júnior, o Chininha, de 21 anos e Janderson Freitas Acioly, de 19 anos são apontados como líderes do bando.

Os outros são Denis Altino Barros de Melo, 35 anos; Lucas Henrique Quirino dos Santos, de 18; João Victor da Silva Oliveira, de 19; Anderson Altino Barros Acioly, de 28; Charles de Souza Bandeira, de 22. Todos foram presos suas casas, no bairro da Jatiúca.

Segundo a polícia, foi apreendida uma quantidade ainda não contabilizada de dinheiro falso, dois carros, duas motos, aparelhos eletrônicos, joias, notebooks, celulares, crack e cocaína.

Os presos foram encaminhados para a sede do Deic e seguirão para a Casa de Custódia da Polícia Civil, onde se juntam a outros dois acusados de pertencerem ao bando: Igor  Raposo Teles, de 18 anos e Valter da Silva Oliveira, de 19, ambos presos em maio.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Defensoria Pública entra na justiça contra Gabinetes Militares


Os defensores Ricardo Melro e Carlos Henrique Cox ingressaram na Justiça com uma Ação Civil Pública, na segunda-feira (18/junho/2012), pedindo a anulação de todos os atos administrativos que desviaram de função 433 militares da PM, hoje integrando assessorias e gabinetes nos três poderes. Pedem, os defensores, que seja concedida liminar, estabelecendo um prazo máximo de 90 dias para que a decisão seja cumprida. 
Por quê? Afirmam Melro e Cox que o artigo da Constituição Estadual que permite este deboche para com a população ameaçada e apavorada fere a Constituição Federal. Mais ainda: lembra a Ação Civil Pública que Alagoas é o estado mais violento do país e não pode se dar ao luxo de desviar de função aqueles que têm por obrigação proteger a todos – e não apenas alguns. E em muitos casos servem somente de enfeite às instituições onde estão lotados.
O texto elaborado pelos defensores públicos traz, também, uma proposta: ao governador e ao chefe do Ministério Público Estadual, para que eles adiram ao polo ativo da Ação. Ou seja, não apenas anunciem que apoiam a iniciativa, mas que formalizem este apoio. A volta dos militares aos quartéis, e consequentemente para as ruas, está longe de resolver o problema da sensação de insegurança, mas deixar do que jeito que está é desconhecer e desdenhar da realidade vivida pelos alagoanos.
Como dizem os autores da Ação: “Agora é a vez do Judiciário agir.”
Fonte: Blog do Ricardo Mota

Vereadores de Alagoas defendem projeto de foro privilegiado


Na manhã de hoje, dia 19, os vereadores de Maceió - em assembleia organizada pela União dos Vereadores do Estado de Alagoas (UVEAL) - vão decidir se darão ou não continuidade ao projeto de lei - uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pode ser apresentada na Casa de Tavares Bastos pelo deputado estadual Ricardo Nezinho (PMDB) - que versa sobre o foro privilegiado para a categoria.
Caso a ideia seja levada adiante, os edis alagoanos podem ganhar o direito de serem apenas julgados pelo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas e não mais em primeira instância como ocorre atualmente. A discussão se dá desde o final do ano passado, mas foi acelerada depois da prisão dos vereadores acusados de improbidade administrativa, como ocorrido com a Câmara Municipal de Rio Largo.
O assunto ainda divide os próprios edis. Se de um lado há o benefício do processo - em muitos casos na área criminal - ir para o colegiado; do outro lado, caso sofra uma condenação, o vereador já cai na Lei Ficha Limpa e fica impedido de reeleição. Isto sem contar naqueles edis que observam o foro privilegiado como algo que vai de encontro ao que se espera da classe política: o fim de todo e qualquer tipo de privilégio.
Esta posição, por exemplo, é levantada pelo presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Galba Novaes (PRB), que se posicionou - em tribuna - contrário ao presidente da UVEAL, vereador Hugo Wanderley (PMDB/Cacimbinhas). A reunião que decide o rumo do projeto está prevista para a manhã de hoje e ocorre na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), no bairro do Farol.  

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pilar: Políticos e empresários estariam envolvidos na morte de Policial



O trabalho de investigação sobre o crime organizado e o tráfico de drogas pode ter sido o motivo do assassinato do cabo da Polícia Militar de Alagoas Paulo Sérgio dos Santos Oliveira, morto a tiros na madrugada do dia 04/junho/2012 numa emboscada no posto de combustíveis onde trabalhava como segurança, em Chã do Pilar, região metropolitana de Maceió. A vítima teria descoberto o envolvimento de policiais, políticos e empresários da região no mundo do crime.
Paulo Sérgio era policial há 20 anos e lotado na 4ª Companhia Independente de Atalaia, mas há oito meses não usava a farda. Ele havia sido promovido para o departamento de inteligência da corporação e se dedicava exclusivamente à investigação do crime organizado em Pilar. Desde então, o militar vinha sendo alvo de diversas ameaças de morte e por isso a família, que agora com medo vive em São Paulo, acredita que o crime tenha sido uma queima de arquivo.
A denúncia sobre o motivo do homicídio, formalizada por um dos irmãos da vítima, José Carlos dos Santos Oliveira, foi encaminhada ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público, e à Ouvidoria-Geral do Ministério da Justiça, que se comprometeram em dar celeridade nas investigações. No documento, os parentes citam nomes de supostos envolvidos no assassinato.
“Meu irmão tinha contato direto com a Força Nacional e com o trabalho de investigação descobria pontos de tráfico, aonde a polícia ia em seguida fazer as apreensões. Isso começou a pesar contra ele, porque as pessoas queriam matá-lo. Eu pedi para ele deixar essa função, mas ele não queria e dizia que tinha nomes de políticos, empresários e até policiais que participavam do mundo do crime organizado e tenho a certeza de que foi por este motivo que mandaram executar meu irmão”, desabafou José Carlos.
Por conta das novas funções dentro da corporação, Paulo Sérgio precisou adotar algumas medidas de segurança em sua residência, dentre elas a blindagem.
Troca de plantão e a morte
Um dos fatos que causa estranheza para o irmão é que Paulo Sérgio não deveria estar trabalhando naquele dia. Segundo ele, o militar recebeu uma ligação de outro policial (que também fazia bico como segurança no posto) pedindo que fosse para o serviço em seu lugar. O cabo foi trabalhar por volta das 19h e por volta de 1h da madrugada recebeu um telefonema.
“Segundo minha cunhada, esse policial ligou para meu irmão que irmão estava deitado e tinha o costume de tirar o colete a prova de bala e os pentes da pistola (uma glock .40). Quando os assassinos chegaram, pediram água para o radiador do carro e foi neste momento que meu irmão foi atingido por disparos efetuados por um dos criminosos”, afirma José Carlos.
Toda a sistemática do crime pode ser constatada pelas imagens de seis câmeras de segurança instaladas no posto de combustíveis e que já estão em posse da Polícia Civil. No vídeo é possível ver a dupla chegando ao local e, segundo uma análise do parente, Paulo Sérgio os parece os reconhecê-los. Sem iluminação, o policial utiliza sua pistola que possui uma lanterna acoplada e inesperadamente é atingido pelos disparos efetuados por um dos assassinos.
A vítima ainda consegue atirar contra a dupla que foge. Um deles é atingido e Paulo Sérgio ferido fica caído no chão. Instantes depois, uma viatura da polícia chega ao local, mas é tarde e a vítima já está em óbito. Até o momento, ninguém foi preso e as investigações sobre o crime prosseguem na delegacia do Pilar.
Falhas na perícia e desconfiança da mulher do militar
No dia do assassinado, apenas a pistola da vítima foi recolhida por peritos, o que a família considera uma falha. Os dois aparelhos celulares de Paulo Sérgio não foram apreendidos para quebra de sigilo telefônico e seguem com a esposa do militar assassinado, identificada como Flaviana Acioli Oliveira. Mas o foco da família seria outro equipamento, que pode ser a chave para a solução do crime.
“Um computador que era utilizado para trabalho pelo meu irmão deveria ter sido recolhido pela polícia, isto porque nele constavam diversas fotos e dados de bandidos de alta periculosidade e pessoas que eram alvo de investigação. O equipamento estava na casa dele e minha cunhada apagou todas as informações que estavam nele. O computador deveria ter sido apreendido pela perícia, mas isso não aconteceu”, relata José Carlos.
Para a família, Flaviana Acioli deve ser investigada. Isto porque, parentes do militar afirmam que ele o traía e que ambos não mantinham um bom relacionamento matrimonial. “Ele me contou que já não viviam bem. Visitei meu irmão em abril deste ano e escutei ela dizer que ‘em junho se livrava dele’. Não sei o que quis dizer com isso, mas tenho certeza que ela sabia o que estava para acontecer com ele”, denunciou o parente, afirmando que a cunhada tem depoimento agendado com Gecoc.
Família ameaçada no enterro volta para São Paulo
A despedida do irmão assassinado traz outros traumas aos parentes. Vindos de São Paulo, local onde residem há algum tempo devido à onda de violência em Alagoas, para o enterro, os familiares não puderam ficar muito tempo na sua terra natal, Pilar. Isto porque, ao desembarcarem no município foram ameaçados e praticamente ‘expulsos’.
“No dia do enterro, esse policial que também trabalhava como segurança no posto chegou para nós disse que já havia alertado meu irmão que o trabalho que vinha realizando era muito perigoso, que estava mexendo com gente poderosa e com isso arrumaria muitos inimigos. E foi isso que aconteceu. Fomos embora de Alagoas e não voltaremos mais nunca”, disse.
O medo agora é que o pai da vítima seja alvo da quadrilha de criminosos que age no Pilar. Ele ainda reside no município.
Nota de esclarecimento do IC

A Direção do Instituto de Criminalística em relação à matéria publicada na manhã de hoje, 18, no portal de conteúdo noticioso Cadaminuto, intitulada “Policial morto no Pilar investigava políticos e empresários, diz parente”, precisamente no intertítulo: “Falhas na perícia e desconfiança da mulher do militar”, esclarece que:
Diferentemente do que afirmou a família na frase: “Os dois aparelhos celulares de Paulo Sérgio não foram apreendidos para quebra de sigilo telefônico”, a apreensão e encaminhamento de aparelhos telefônicos celulares para serem periciados competem à autoridade policial, que os envia ao Instituto de Criminalística juntamente com a autorização judicial para quebra de sigilo telefônico e posterior exame pericial.
Que em relação à afirmação do irmão da vítima José Carlos, o qual relata na entrevista que “O computador deveria ter sido apreendido pela perícia, mas isso não aconteceu”, esclarecemos que a equipe do Instituto de Criminalística realizou a pericia no local do crime e que objetos que não estão com a vítima nesse local devem também ser encaminhados para a perícia pela autoridade policial juntamente com a autorização para a quebra de sigilo de dados. Pois como, o próprio irmão afirmou na entrevista, o computador não se encontrava na cena do crime, e sim na residência da vítima.
Por fim, esclarecemos que não houve falha na perícia de local de crime e que a atual direção do Instituto de Criminalística, trabalha buscando sempre o melhor desempenho de suas equipes na prestação de serviços realizados a sociedade Alagoana.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ex-prefeito Nivaldo Jatobá é indiciado por trabalho escravo


O ex-prefeito de São Miguel dos Campos, Nivaldo Jatobá, foi indiciado pela Polícia Federal na quarta-feira (30/maio/2012), em um inquérito policial de dois volumes e com cerca de 500 páginas. Nivaldo Jatobá é acusado de praticar crimes de redução de pessoa à condição análoga de escravo e frustração de direitos trabalhistas.


As irregularidades foram detectadas em maio de 2011, durante uma fiscalização do Ministério do Trabalho na fazenda Gunga, localizada próximo à praia do Gunga, na cidade de Roteiro, e de propriedade de Nivaldo Jatobá. Segundo a PF, cerca de 50 trabalhadores que faziam a colheita do coco foram submetidos à condição análoga de escravo.

A situação foi confirmada por auditores fiscais do Ministério do Trabalho. Além de Nivaldo Jatobá, foi indiciado pela Polícia Federal o responsável pela colheita do coco, José Pedro Ferreira. Ele foi identificado como o aliciador dos trabalhadores.

O inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público Federal para que a denúncia contra os dois indiciados seja apresentada.

Trabalhadores recebiam R$ 0,70 por coqueiro

A operação deflagrada no dia 4 de maio de 2011 pelo Ministério do Trabalho, Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) detectou 50 homens trabalhando em condições degradantes.

Com a função de retirar os cocos das árvores e descascá-los, cada um dos trabalhadores recebia apenas R$ 0,70 por coqueiro. Além de receber uma quantia mínima, os funcionários da fazenda trabalhavam em condições adversas. Alguns dormiam em palhas de coco espalhadas pelo local, sem qualquer tipo de estrutura de apoio, como banheiro ou cozinha.

O dono da propriedade foi notificado pela Procuradoria Regional do Trabalho. A penalidade prevista para esse tipo de crime inclui multa e até prisão.

Façam suas apostas quem acreditar que o ex-prefeito latifundiário vai ser preso, ele tinha apenas 50 escravos!


Ex-prefeito alagoano é "condenado" por usar verba pública num cabaré

Beroaldo Rufino da Silvaex-prefeito de Jundiá

Com a rapidez de um cágado e “eficiência admirável”, o pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) condenou, por unanimidade, o ex-prefeito de Jundiá, Beroaldo Rufino da Silva, a prestar serviços à comunidade por utilizar, indevidamente, em proveito próprio, o valor de R$ 1.160,00 da prefeitura em casa de shows eróticos. A decisão foi tomada durante a sessão de terça-feira (12/06/2012), treze anos após a prática do crime.
“Em realidade, analisando os autos, verifica-se que o denunciado efetuou sim despesa ilegal, em proveito próprio, com cheque da Prefeitura que administrava. Vale dizer, tratou a coisa pública como se sua fosse, efetuando gasto desprovido de finalidade pública e sem atentar aos procedimentos legais de prévio empenho e justificativa de despesa, tanto que o dito cheque foi devolvido por duas vezes por insuficiência de fundos”, citou Bandeira Rios, em sua decisão.
Não é piada, mas a prática do crime aconteceu em 10 de outubro de 1998, quando o então prefeito, utilizou um cheque com o intuito de cobrir seus gastos pessoais no estabelecimento “Amandas Night Clube Shows”, um famoso Cabaré, que ficava na Av. Assis Chateaubriand, Praia do Sobral, hoje desativado.
Para a defesa, a acusação teve objetivo político eleitoral e que o cheque havia sido pago a José Cláudio Gomes de Albuquerque, por serviços prestados ao município de Jundiá, que repassou a um amigo e este trocou com José Aloísio de Resende Filho, gerente da casa de shows. O cheque foi descontado antes da data acertada ou depositado antes do combinado, motivo que o configurou como sem fundos.
Além da prestação dos serviços à comunidade no período de 3 anos e 3 meses, também foi decretada a inabilitação do ex-prefeito, durante 05 anos, para o exercício de cargo ou função pública e sua inelegibilidade para eleições realizadas durante o período remanescente e nos oito anos subsequentes ao término do mandato para o qual foi eleito.
Pense como o judiciário alagoano é rápido e eficaz!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Prefeito de Rio Largo é afastado do cargo pela Justiça

Toninho Lins, prefeito de Rio Largo (PSB)

A prisão do prefeito de Rio Largo, Antônio Lins de Souza Filho, é apenas uma das batalhas que ele terá que enfrentar na justiça. Isto porque na segunda-feira (11/junho/2012), o juiz Ayrton Tenório, da 2ª Vara da Comarca do município, determinou seu afastamento até que o processo que investiga uma provável improbidade administrativa envolvendo o prefeito tenha sido concluído. A decisão está publicada no Diário Eletrônico da Justiça.
A denúncia foi formalizada pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual, por meio do promotor José Carlos Castro, que está responsável pelo caso.
Toninho Lins está preso desde o dia 23 de maio de 2012, na Academia da Polícia Militar, no bairro do Trapiche, em Maceió. O prefeito é acusado de envolvimento em um esquema de venda ilegal de terrenos. Uma área que valeria R$ 21 milhões foi desapropriada e vendida por apenas R$ 700 mil. A Justiça também decretou a prisão preventiva de 10 vereadores de Rio Largo, sete deles foram detidos, mas dois já estão em liberdade.
No dia da prisão, membros do diretório do PSB decidiram, por unanimidade, afastar o prefeito de Rio Largo, Toninho Lins, do partido por tempo indeterminado. De acordo com a presidente do PSB em Alagoas, Kátia Born, o partido tem uma conduta ética ímpar que deve ser seguida por todos os membros.
Um dia após o prefeito-preso ter se apresentado à Justiça, novas denúncias surgem contra o gestor, quando representantes do Movimento contra a corrupção e violência no município protocolaram no MP documentos que comprovariam irregularidades desde o início da gestão do presidiário.
A contratação de uma empresa com a dispensa de licitação é o carro-chefe das denúncias. A Tavares e Souza, empresa de contabilidade, recebe R$ 45 mil mensais da prefeitura de Rio Largo para organizar a folha de pagamento dos servidores. Outra coisa curiosa é que essa mesma empresa já havia sido denunciada por Toninho Lins, quando ele era vereador. Ele procurou o Ministério Público para denunciar que a Tavares e Souza recebia R$ 7 mil na época que a prefeita era a Vânia Paiva.
Além das irregularidades na contratação da Tavares e Souza, o Movimento denunciou ainda o uso de laranjas em negociações da prefeitura, dispensa de licitação para a merenda escolas e locação de veículos fantasmas.
No dia 31 de maio, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), OG Fernandes, integrante da Sexta Turma, negou liminar em habeas corpus impetrada pelo advogado José Fragoso Cavalcanti em favor do prefeito. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Estrela de Alagoas: Desembargador determina ilegalidade da greve da Educação

Desembargador Washington Luis Damasceno
O desembargador Washington Luis Damasceno de Freitas, do Tribunal de Justiça de Alagoas, concedeu tutela antecipada decretando a ilegalidade do movimento grevista dos servidores da educação do município de Estrela de Alagoas. 
O desembargador também determinou o imediato retorno dos servidores às atividades de trabalho sob pena de pagamento de multa por dia de atraso ao Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Estado de Alagoas (Sinteal) regional Palmeira dos Índios.
O Sinteal entende que é necessário pleitear melhores condições salariais alegando um reajuste do salário em 22,22%. No entanto, o desembargador destacou que a reivindicação de aumento salarial almejado pelos servidores da educação, caso fosse atendida, atentaria contra a lei das eleições, que veda a revisão geral da remuneração de servidor público 180 dias antes das eleições, o que submeteria ao prefeito de Estrela de Alagoas às sanções traçadas pela lei de improbidade administrativa.
“O movimento paredista seria ilegal, tendo em vista a ausência de esgotamento da Negociação prévia entre o Poder Público e a entidade representativa dos trabalhadores, bem como pela impossibilidade de reajuste salarial em ano eleitoral, por se tratar de conduta vedada aos agentes públicos, conforme prescrição do art. 73, da Lei.504/97 (Lei das Eleições)”.
O ação declara ainda que a greve atrasa o ano letivo e prejudica o alunado municipal. “percebo que os dias parados devem ser descontados dos servidores que tenham aderido ao movimento paredista, entendimento este aliás ratifi cado pelo Ministro Barros Monteiro, no julgamento do AgRg na SS 1.765/DF, o qual afirma que ‘o direito de greve é assegurado aos servidores públicos, porém não são ilegítimos os descontos efetuados em razão dos dias não trabalhados”, destaca o magistrado.
A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico, através do link: http://www2.tjal.jus.br/cdje/consultaSimples.do?cdVolume=4&nuDiario=706&cdCaderno=2&nuSeqpagina=61
O interessante é que, no Estado de Alagoas, nunca se viu nenhum Juiz ou Desembargador determinar que o Estado ou Municípios paguem o que devem aos trabalhadores da Educação, Saúde, Segurança Pública e Assistência Social.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Durante o final de semana, 23 pessoas foram assassinadas em Alagoas


Vinte e três pessoas foram assassinadas durante este final de semana no estado de Alagoas. Cinco vítimas de violência deram entrada no Instituto Médico Legal de Arapiraca e outras 18 no IML de Maceió desde as primeiras horas de sábado, dia 2, até a madrugada desta segunda-feira, 4.
Entre os crimes registrados neste domingo, dia 3, está o atentado que deixou uma pessoa morta e outra ferida na Grota do Andraújo, no bairro de Garça Torta. Gilson Caetano Santos Silva, 27, foi morto com três disparos de arma de fogo – sendo dois deles nas costas. Um homem identificado como Warleg Ferreira da Silva, 33, que estava junto com Gilson também foi baleado e socorrido por uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o HGE. Não há informações sobre os autores do crime.
No bairro do Feitosa, Claudevânio da Silva, 23 anos, foi assassinado com um tiro no peito no início da noite deste domingo, 3. O crime aconteceu na Rua São João. A vítima chegou a ser socorrida por populares ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas faleceu a caminho da unidade hospitalar.
Um adolescente de idade e identidade não revelada pelo Centro de Operações da Defesa Social (Ciods) também foi vítima de homicídio na capital alagoana. O crime aconteceu por volta das 0h30 desta segunda, dia 4, no bairro do Trapiche da Barra, e teria sido praticado por dois homens não identificados.
Já no bairro do Jacintinho, Edvaldo Alves da Silva, 30, foi assassinado com vários disparos de arma de fogo, a maioria na cabeça. O homicídio aconteceu por volta de 1h de hoje. A polícia suspeita que o crime tenha relação com o tráfico de drogas uma vez que, segundo informações do Ciods - colhidas pelos militares no local do crime -, a vítima seria usuária de drogas e teria envolvimento com o tráfico na região.
E ainda na madrugada de hoje, a polícia registrou o assassinato do cabo da PM Paulo Sérgio de Oliveira. O militar foi executado a tiros em um posto de combustível, na cidade de Pilar, onde fazia ‘bico’ de vigilante.
Além destes crimes, o IML de Maceió registrou a entrada de José Welington da Silva Santos, 16, e Fagner Batista Guedes, 23, vítimas de um duplo homicídio em Porto Calvo. Foram ainda vítimas de violência: Urbano Gusmão Machado, 35, vítima de arma de fogo; Max Sergio Da Silva, vítima de arma branca; Wanderson Alves dos Santos, 14, morto por espancamento; Josemilto Pimentel da Costa, 56 vítima de estrangulamento; Micael Robson Silva Rocha, 22, arma de fogo; Felipe Ferreira dos Santos, 15, morto por arma de fogo; corpo não identificado vítima de arma calibre 12; Wellington Guimarães dos Santos, 23, vítima de arma de fogo; Maciel Gomes da Silva, 32, por arma de fogo; Daniel Gonçalves da Costa, 25, por arma de fogo; Manoel Anacleto da Silva, 26, vítima de arma de fogo; além de uma ossada encontrada no bairro do Tabuleiro do Martins.
Já o IML de Arapiraca registrou a entrada de cinco corpos vítimas de violência no interior do estado. Francisco Manoel Ferreira, 48, foi assassinado na noite de sábado a tiros em Piranhas; Alef Nunes Da Silva, 18, foi assassinado, também na noite de sábado, com golpes de arma branca em Palmeira dos Índios; o estudante Kelvin Helaman Santos Jung, 20, foi morto a tiros na madrugada deste domingo em Arapiraca; o agricultor Cristiano Barbosa de Almeida, 23, foi vítima de arma de fogo no Povoado Cacimbo do Gato, na zona rural de Olho D'água das Flores; e ainda o assassinato da dona de casa Márcia dos Santos Campos, 29, morta a tiros na manhã deste domingo na cidade de Anadia.