sexta-feira, 16 de março de 2012

Santana do Ipanema: MPE exige que 817 contratados sem concurso público sejam afastados

O Ministério Público Estadual ajuizou uma ação de execução contra a prefeita de Santana do Ipanema, Renilde Bulhões, pelo descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta que previa o afastamento de 817 contratados sem concurso público para atuação na administração municipal. A prefeita teve mais de um ano para cumprir o acordo e constituir um concurso público. A ação foi proposta pelos promotores de Justiça Elísio Maia Junior, Jorge Luiz Bezerra, Hamilton Carneiro Júnior, além dos integrantes do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, José Carlos Castro e Napoleão Franco.

Na ação, o MPE pede uma multa de R$ 1 mil por cada contratado que se mantiver na administração. O trabalho dos promotores começou a partir de uma denúncia da existência de nepotismo na administração municipal. Ao realizar um levantamento mais aprofundado foi contabilizado a existência de centenas de pessoas contratadas sem concurso e espalhadas em cinco secretarias, e até mesmo cedidas para um projeto social, que conta com apoio do município. Sem observar que em nenhum dos casos houve processo simplificado de seleção. Todos foram contratados à revelia do princípio da impessoalidade.

Para justificar as contratações, a prefeita tomou como base a lei municipal 594/93, que regulamenta contratações emergenciais e temporárias de um ano para serviços de combate a surtos epidêmicos, calamidade pública, substituição de professores ou atividades profissionais especializadas. No entanto, essas exigências não estão sendo observadas pela administração, que utilizou a lei para contratar vigilantes e faxineiras, por exemplo. Além disso, a maioria dos contratos já se venceram desde 30 de junho de 2011. Enquanto isso, o concurso público que tinha um prazo de três meses para ser iniciado ainda não foi realizado como estava estabelecido no TAC.

O MPE buscou dar prazo para administração municipal se organizar. É tanto que no Termo de Ajuste assinado em 19 de janeiro de 2011 ficou estabelecido um prazo de seis meses para exoneração dos contratados sem concurso – já vencidos em 19 de julho. A prefeita chegou a solicitar a prorrogação do prazo até dezembro, mas não celebrou o aditivo com o MPE. “A manutenção destes servidores contratados temporariamente não pode e não deve persistir diante de tamanhas ilegalidades que estão sendo cometidas”, diz um trecho da ação que cobra o respeito ao que ficou acordado.

terça-feira, 6 de março de 2012

Deputado Temóteo Correia xinga jornalista que escreveu matéria sobre desenvolvimento de Alagoas

Na sessão da tarde de terça-feira (06/MAR/2012), o deputado Temóteo Correia (DEM) usou a tribuna para comentar a matéria do jornal Valor Econômico, publicada no dia 22 de fevereiro, que tratava sobre o desenvolvimento econômico de Alagoas. O parlamentar citou também trechos de publicações locais repercutindo o material nacional.

Correia não poupou adjetivos negativos ao jornalista Murillo Camarotto, autor da matéria Nordeste avança, mas Alagoas fica para trás. “É um sacripanta, um Zé ninguém, um mequetrefe. Ele é incapaz de exercer um jornalismo com dignidade”, colocou o deputado.

O parlamentar afirmou ainda que a matéria de Camarotto é “maldosa” e atinge não apenas o governo do estado e sim todo o povo alagoano. “A gente já sofre tanto com violência, para vir um elemento de fora e nos humilhar, o que foi escrito não condiz com a realidade”, colocou.

Economista

Temóteo Correia também falou sobre o economista Cícero Péricles, ouvido pelo jornalista na matéria do Valor Econômico. Péricles afirmou à publicação que a reversão dos indicadores econômicos passa obrigatoriamente pela dinamização do setor no estado.

“Vamos levar esse rapaz (Cícero Péricles) a um mosteiro”, finalizou o deputado.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Composição do Gabinete do Conselheiro Anselmo Brito do TCE/AL

1-Segundo os normativos abaixo relacionados, cada Gabinete de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas possui 22 (vinte e dois) cargos comissionados. Caso tais cargos sejam ocupados por servidores ou empregados públicos, federais, estaduais ou municipais, estes poderão optar pela retribuição do seu cargo ou emprego acrescida de 60% (sessenta por cento) do valor da remuneração do cargo em comissão. O valor bruto da remuneração dos cargos em comissão varia de R$646,80 a R$3.035,47.


2-Há, ainda, em cada Gabinete de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, 02 (duas) funções gratificadas (agente de transporte e assistente de Conselheiro), que somente podem ser preenchidas por servidores da Corte de Contas estadual. O valor bruto da remuneração das funções gratificadas varia de R$275,00 a R$440,00

3-Cargos Comissionados e Funções Gratificadas no Gabinete do Conselheiro Anselmo Brito.
   a) com a publicação do ato em Diário Oficial do dia 14/11/2011: Vilton dos Anjos Rocha Nepomuceno (Chefe de Gabinete – servidor do Tribunal de Contas); Diógenes Maia Sobrinho (Assistente de Inspeção de Gabinete); Rita de Cássia Vieira (Assistente de Inspeção de Gabinete); Klinger Cardoso de Castro Silva (Assistente Técnico de Gabinete – servidor do Tribunal de Contas); Diego José Gomes Rodrigues (Assistente Técnico de Gabinete); Márcio Lorenço de Oliveira (Assessor de Conselheiro); Rita Helena Pimentel Medeiros (Assessor de Gabinete – servidora do Tribunal de Contas); Maria Ilma de Almeida Assis (Auxiliar de Gabinete);
    b) com a publicação do ato em Diário Oficial do dia 24/11/2011: Darlan de Macedo Bezerra (Auxiliar de Gabinete) e Bruno Vital Vanderlei (Auxiliar de Gabinete);
   c) com a publicação do ato em Diário Oficial do dia 24/11/2011, com errata em 07/12/2011: Luciana Marinho Sousa Gameleira (Assessor de Conselheiro);
   d) com a publicação do ato em Diário Oficial do dia 17/01/2012: Maria Aparecida Azevedo Cortez (Função Gratificada de Assistente de Conselheiro – servidora do Tribunal de Contas).


Total de pessoas lotadas no Gabinete: 12 Os normativos que tratam da matéria são as leis estaduais: 4.593/84, 5.016/88, 5.569/93, 5.638/94, 5.679/95, 6.586/05 e 7.204/10.


“ONDE HÁ RECURSO PÚBLICO NÃO PODE HAVER SIGILO”

Usuários reclamam do aumento da tarifa de ônibus, desembargador Washington Luiz não está nem aí para a população

Aumento da passagem de ônibus: por que a opinião do desembargador Washington Luiz vale mais?

Primeiro foi o então juiz da 14ª Vara da Fazenda Municipal, José Eduardo Nobre Carlos, em dezembro do ano passado: ele vetou o aumento do preço da passagem de ônibus de Maceió – de R$ 2,10 para R$ 2,30.

Negava, portanto, o pedido da Transpal.

Depois, julgando recurso da entidade que representa as empresas que prestam um péssimo serviço à população, a desembargadora Nelma Padilha manteve a decisão do magistrado de primeiro grau.

A Transpal não se conformou – insistiu com outro recurso no TJ. Foi a vez do desembargador Estácio Gama dizer “não”. E foi esta semana, logo depois do carnaval.

Mas nem tudo estava perdido para os donos das carroças metálicas que trafegam pelas ruas de Maceió.

Um novo recurso foi parar nas mãos do desembargador Washingotn Luiz. Seguindo a máxima do “cada cabeça, uma sentença”, finalmente o magistrado disse “sim” à Transpal.

Ficam o dito por não dito e a pergunta: porque a opinião dele, desembargador Washingotn Luiz, que não anda de ônibus, vale mais do que a de outros colegas de atividade?

Quer outra? E se o mesmo TJ decidir cancelar o aumento, as empresas vão devolver o dinheiro ao povo?

Fonte principal: Blog do Ricardo Mota

Alagoas:Trezentos “fantasmas” levam R$ 1 milhão/mês do Tribunal de Contas

Cerca de trezentas “almas penadas” levam algo em torno de R$ 1 milhão por mês da folha de pessoal do Tribunal de Contas.

Foi o que já constatou a própria Polícia Federal com base nos dados oficiais encaminhados pelo TC.

Em ofício datado de 20 de outubro do ano passado, logo após a Operação Rodoleiro, a PF solicitou um conjunto de documentos ao presidente da corte, Luiz Eustáquio Toledo, incluindo a folha de ponto dos servidores “no período compreendido entre janeiro de 2007 e dezembro de2010”.

É claro: o texto pede também dados precisos sobre todo o pessoal do TC, desde a nomeação, com publicação no Diário Oficial, fichas financeiras etc.

Conclusão: os 300 “fantasminhas” nada camaradas embolsam, sem trabalhar, a fabulosa quantia de R$ 1 milhão.

Os perfis dos personagens do outro mundo – porque neste em que pisamos eles não são vistos (pelo menos no TC) – são os de sempre: políticos aposentados; filhos, noras e mulheres de deputados, vereadores e assemelhados; cabos eleitorais; e até gente que mora fora do estado de Alagoas.

Eles representam metade do quadro efetivo do Tribunal de Contas.

Como conseguem burlar a lei?

Simples como água: estão lotados nos gabinetes dos conselheiros, onde não precisam bater ponto nem prestar contas a ninguém.

Detalhe: só em um gabinete – o blog não teve acesso ao nome do conselheiro – estão “lotados” nada menos do que quarenta seres invisíveis.

Para piorar a situação – revoltante para os servidores que são obrigados a comparecer ao TC, bater ponto e trabalhar -, o recadastramento feito por determinação do presidente Luiz Eustáquio Toledo chegou à mesma conclusão.

Nada foi feito até agora.

Ou seja: o controle externo do TC dever caber mesmo à PF.

E haja Rodoleiro!

Fonte: Blog do Ricardo Mota

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mesa Diretora da ALE renomeia parentes de Cícero Ferro

O Diário Oficial da Assembleia do Estado trouxe, na edição de terça-feira (07/FEV/2012), a renomeação de dois parentes do suplente de deputado estadual, Cícero Ferro. O caso veio a público após a TV Pajuçara divulgar, na última semana, que os parentes do parlamentar estariam nomeados na ALE e, ao mesmo tempo, na Secretaria de Gestão Pública do Estado (Segesp).

Os parentes também estariam recebendo a Gratificação de Dedicação Excepcional (GDE). A legalidade do pagamento é colocada em dúvida pelo deputado estadual João Henrique Caldas (PTN).

Ele defende que a existência da GDE não atende aos principais da legalidade e da moral. Após despacho da Mesa diretora, Maria de Lourdes Cardoso Ferro e Paulo Jorge Cardoso Ferro foram nomeados para exercer o cargo em comissão de secretário parlamentar na Casa de Tavares Bastos.

A duplicidade nos nomes deveria ser questionada, em tese, pelo Sistema oficial do governo de Alagoas que realiza os pagamentos dos servidores concursados e comissionados.

Arthur Lira: colegas do PP se surpreendem com número de processos contra o deputado

O Jornal O Globo traz matérias em suas versões impressa e online relatando que os próprios parlamentares do PP ficaram surpresos com o volume e a gravidade dos processos a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) o novo líder do partido na Câmara, o deputado alagoano Arthur Lira, filho do senador Benedito de Lira.

Além de ser um dos acusados de fazer parte do esquema desbaratado pela Operação Taturana da Polícia Federal, onde responde a oito processos, o deputado alagoano responde ainda a outros dois processos criminais penais por coação e ameaça.

Arthur Lira chegou a ser afastado do seu mandato em uma decisão monocrática do juiz Helestron Costa em dezembro do ano passado, mas a decisão foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.

O deputado alagoano responde as ações no STF, pela prerrogativa de seu cargo, de deputado federal. De acordo com a PF Arthur Lira, que era ex-primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas quando foi feita a Operação Taturana, teria manipulado a folha de pagamento da Casa fazendo descontos indevidos de cheques da Assembleia e obtendo, de forma fraudulenta, os empréstimos embutidos em sua conta bancária e de laranjas. - - - - - - A POSSE - - - - - - O deputado Arthur Lira (PP-AL) foi eleito na segunda-feira (6/FEV/2012) líder do Partido Progressista (PP) na Câmara dos Deputados. Ele ocupa vaga deixada por Aguinaldo Ribeiro, que tomou posse ontem como ministro das Cidades. . . . “O processo da renovação da liderança foi construído em cima da harmonia, do consenso partidário. Nós temos o dever de dar continuidade a este trabalho, um trabalho conjunto ao do Palácio do Planalto, com a presidente Dilma e o nosso ministro”, disse Lira. . O deputado afirmou que vai trabalhar "dia a dia" para manter o partido unido. "Nós trabalharemos dia a dia para mantermos nossa unidade partidária", afirmou. Presente à eleição do novo líder, o novo ministro das Cidades afirmou que o PP está "completamente unido".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Justiça Federal afasta prefeita-nora de Marcos Santos da Prefeitura de Traipu

A Justiça Federal determinou o afastamento de Juliane Tavares Machado dos Santos do cargo de prefeita em exercício de Traipu, por 180 dias. Vice-prefeita, Juliane substituía o prefeito Marcos Santos, seu sogro, também afastado pela Justiça e investigado - assim como ela - por desvios de verbas públicas junto com outras oito pessoas. Assumirá o cargo a presidente da Câmara Municipal de Traipu, vereadora Maria da Conceição Tavares, de acordo com a decisão do juiz Gilton Batista Brito, da 8ª Vara Federal em Arapiraca.

Caso descumpra a decisão judicial, Julliany pagará multa diária de R$ 3 mil. Já Conceição Tavares deverá enviar, em dez dias, cópia de medidas tomadas na condição de substituto no exercício da titularidade do cargo de prefeito, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

O Ministério Público Federal (MPF) em Arapiraca está processando as oito pessoas por atos de improbidade administrativa. De acordo com a ação do procurador da República José Godoy Bezerra de Souza, o grupo comandado por Marcos Santos, que incluía servidores do município, é acusado de envolvimento num esquema de desvio de verbas públicas da merenda escolar, num total de R$ 400 mil entre março de 2009 e outubro de 2010.

A ação é um desdobramento das operações Caeté e Mascoth, da Polícia Federal junto com o MPF e Controladoria Geral da União (CGU), que investigaram desvios de verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em nove municípios, dentre eles Traipu.

Ração e uísque – As investigações mostraram que a quadrilha desviava dinheiro da merenda escolar para compras particulares da família de Marcos Santos. De acordo com os documentos obtidos pelo MPF, com autorização judicial, confrontados com depoimentos de testemunhas e também de envolvidos no esquema - por meio da delação premiada -, as compras era ordenadas por bilhetes redigidos pela mulher de Marcos Santos, Juliana Kummer, e pela vice-prefeita, Jullianny Machado, nora do prefeito afastado, em valores mensais variando entre R$ 9 e R$ 10 mil.

Itens como ração para cães e uísque entravam na lista dos produtos adquiridos com verba pública, ao passo em que a merenda escolar apresentava, e ainda apresenta, irregularidade seja na quantidade, seja na qualidade dos produtos. O MPF descobriu ainda que, em alguns casos, os alunos ficam sem merenda durante cerca de três meses; em outros, dispõem apenas de bolachas para alimentação.

Também participava do esquema o grupo empresarial 15 de Novembro (em Arapiraca), investigado pela fraude nas licitações e fornecimento de merenda para vários municípios do interior de Alagoas. Em Traipu, especificamente, fraudava licitações simulando competição entre as empresas do mesmo grupo. Entre os recursos utilizados pela quadrilha, o procurador de determinada empresa participava da etapa de lances, mas ofertava preços que diminuíam a proposta em quantias irrisórias, e até um certo valor predeterminado, ou parava quando recebia algum sinal previamente combinado, como, por exemplo, um piscar de olhos.

Em outros casos, era feito previamente um acordo financeiro entre as empresas, que costumavam cobrar 10% do valor da nota. Para não produzirem prova contra si, os agentes públicos raramente recebiam cheques ou transferências bancárias, evitando o registro de transações financeiras. E pelas conclusões da Polícia Federal, também havia o cuidado para que a entrega das "propinas" em dinheiro fosse realizada "às escuras", ou seja, longe da presença de qualquer testemunha.

Quadrilha - De acordo com o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza, autor da ação, "Marcos Santos é o mentor e líder de uma organização criminosa entranhada no Poder Executivo de Traipu, com tentáculos e influências em outras áreas da estrutura do Estado". Ainda segundo o procurador, "percebe-se que à medida que a maneira de agir dos agentes ímprobos vai sendo descoberta e reprimida, há uma tentativa de se buscar outras maneiras de fraudar o erário".

Godoy explica que, quando liberada, após a Operação Carranca, a organização criminosa passou desviar recursos da alimentação escolar municipal. Presos pela Operação Mascoth, que incluiu a primeira-dama e braço direito do chefe da quadrilha, a organização criminosa passou a focar e buscar desviar os recursos do FUNDEB e PNAT, o que resultou na Operação Tabanga, cujas investigações ensejaram processos penal e civil, pela prática de atos de improbidade administrativa, contra a organização.

De acordo com o procurador, a vice-Prefeita Julliany Tavares atuava como um braço da quadrilha dentro da prefeitura. Depoimentos dão conta de que ela chegou a enviar uma grande soma em dinheiro vivo ao foragido Marcos Santos, assim que o prefeito afastado e sua esposa fugiram, ao ser deflagrada a Operação Tabanga.

Também respondem na Justiça nesta ação do MPF, Valter dos Santos Canuto, Francisco Carlos Albuquerque dos Santos, Gilson dos Santos, Martha Gabriela Vieira Vasconcelos, Charles Douglas Amaro Costa, José Aloísio Maurício Lira e Juliana Kummer Freitas dos Santos, mulher de Marcos Santos.

Se condenados, os envolvidos poderão perder os direitos políticos, ficar proibidos de contratar com o poder público e perder eventuais cargos públicos, além de ressarcir ao erário os valores desviados, com base na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Filho do deputado Antonio Albuquerque é baleado

Nivaldo Ferreira Albuquerque, 23, filho do deputado estadual Antônio Albuquerque, foi baleado durante um assalto, na tarde desta sexta-feira (03/FEV/2012), na cidade de Limoeiro de Anadia.

Segundo a assessoria do parlamentar, três homens invadiram a Fazenda São José, de Albuquerque, e roubaram um carro. Nivaldo, que estava na propriedade, andando a cavalo foi atingido por quatro tiros.

O jovem foi socorrido e encaminhado à Unidade de Emergência do Agreste, na cidade de Arapiraca. Nivaldo está sendo submetido a uma cirurgia. A Unidade informou que os disparos atingiram a boca, o abdômen, tórax e perna.

O estado de saúde do jovem é grave. Um especialista em cirurgia buco-maxilo facial está sendo deslocado para a cidade de Arapiraca, para que o procedimento cirúrgico pode ser concluído. De acordo com o Tenente-Coronel Bittencourt, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, as informações sobre os bandidos ainda estão desencontradas.

Ele afirmou que buscas estão sendo realizadas na região na tentativa de encontrar os criminosos.

"Falam em três homens, mas já disseram que foram quatro. Passamos um alerta geral para todos os batalhões do estado e estamos em buscas para localizar os bandidos", disse o militar. Prisão em 2009
Em 2009, Nivaldo Albuquerque foi preso com uma pistola de calibre 380 que pertencia ao pai na Avenida Fernandes Lima. Ele estava em um veículo modelo Gol, de cor prata e placa MVI-7634. Nivaldo pagou fiança e respondeu o processo em liberdade. O irmão dele, Arthur Albuquerque, também estava no veículo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Na cadeia: Justiça permitiria farra da bandidagem política em Alagoas?

Juiz José Braga Neto

Será que um Juiz autorizaria que um prefeito preso cinco vezes em três operações da Polícia Federal e um ex-deputado federal, também preso, por assassinato, comemorassem a festa de Natal na carceragem da Casa de Custódia em Maceió, com direito a fotografia, peru assado, tender e torta? As imagens foram parar na internet.

Na foto, aparecem o prefeito da cidade de Traipu, afastado do cargo por desvio de verbas de merenda escolar, Marcos Santos (PTB), a mulher dele, Julianna Kummer, o ex-deputado federal acusado de homicídio Francisco Tenório (PMN) e a mulher dele, a prefeita de Chã Preta, Rita Tenório. Dividem ainda a foto os filhos dos dois políticos. As imagens foram postadas no site Facebook e, logo depois, retiradas do ar.

A diretora da Casa de Custódia, Maria Gorete, disse que a ceia de Natal foi realizada no dia 24 de dezembro. "Era dia de visita, o juiz autorizou, nada está fora da normalidade. Trabalhei no Manicômio Judiciário, lá fazíamos São João e outras festas. Não sei porque isso chama a atenção da imprensa", disse.

Questionada sobre a quantidade de pessoas na carceragem - 16 -, discordou: "Não tem uma quantidade grande. Só o doutor Chico, filha, sobrinho, e o pessoal da parte do Marcos Santos."

Na Casa de Custódia, as visitas do dia 24 foram das 8h às 18h. Mas, segundo o juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Netto, o horário foi estendido, a pedido dos presos. "A diretora da Casa de Custódia me ligou e me pediu que a família ficasse até as 21h. Autorizei. Foi tudo feito dentro da legalidade. Na Casa de Custódia havia três presos no dia da visita", disse o magistrado.

Além de Marcos Santos e Francisco Tenório, estava preso o ex-deputado José Maria Tenório, irmão de Francisco. Ele não aparece na foto.

Marcos Santos é acusado de desviar R$ 16 milhões, em três operações da Polícia Federal, todas por corrupção. Foi preso cinco vezes. Em outubro do ano passado, ele escapou do cerco policial na cidade de Traipu, a segunda mais pobre do Brasil: ele fugiu de lancha pelo rio São Francisco.

Segundo a PF, ele desviou o dinheiro da merenda escolar e do transporte escolar para comprar fazendas, carros de luxo, caçambas e uma lancha. Nas escolas de Traipu, as crianças comiam bolacha com suco em pó, misturado à água. Em uma das ações, o Ministério Público Federal pede 100 anos de prisão ao prefeito, afastado por ordem da Justiça Federal.

Francisco Tenório é acusado de participar de um consórcio de deputados para matar o cabo da Polícia Militar, José Gonçalves, na década de 90. Após o crime, segundo as investigações, houve uma festa na fazenda do vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Antônio Albuquerque (PT do B), outro acusado pelo crime.

Além disso, Tenório foi indiciado pela Polícia Federal nas investigações da Operação Taturana. Segundo a PF, ele participou de uma organização criminosa que desviou R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

Alagoas tem 500 presos sob custódia, espalhados em delegacias. Desses locais, 13% estão com os prédios condenados. Não há registros de festas de Natal realizado nas outras carceragens. "Administrar três presos é diferente de administrar todos em uma comemoração", disse o juiz Braga Netto.
Santos (5º da direita para a esquerda) e Tenório (2º da direita para a esquerda) recebem família e amigos para ceia de Natal na prisão
Marcos Santos e Chico Tenório comemorando o Natal na Casa de Custódia

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Barra de Santo Antônio: Presidente da Câmara é afastado pela justiça

Vereador Marcos Rios

O presidente da Câmara de Vereadores da Barra de Santo Antônio, Marcos Rios, foi afastado por decisão da desembargadora Elizabeth Carvalho, segundo publicação no portal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), na sexta-feira (20/JAN/2012). O vereador é acusado de falsificar a assinatura do tesoureiro da Casa em cheques do Poder Legislativo Municipal.

A denúncia partiu do vice-presidente da Câmara, vereador Márcio Bonfim Alves, o Márcio do Ademir, e em seguida confirmada por Manoel Benevenuto Aires Neto. Este último, funcionário da Secretaria Municipal de Saúde, teria recebido um cheque no valor de R$ 2.920 para trocar no banco e, deste valor, teria ficado com R$ 100 e passado o restante para Rios.

O então presidente da Casa teria negado a acusação. Ele afirma que o cheque foi usado para pagar a locação de um carro, pertencente a Manoel Benevenuto.

Elizabeth Carvalho chamou o esquema de “farra do cheque”.

Pedido de prisão A delegada Paula Frassinete pediu a prisão preventiva de Marcos Rios no último dia 3 de dezembro. E no dia 19 do mesmo mês, o vereador teve seu veículo Citroen Junper, de placa MUZ-9133/AL, apreendido. O micro-ônibus era usado para atender comunidades com ações de assistencialismo, o que a polícia considera como estouro – sem procedência, roubado.

Rios não foi encontrado quando os vereadores liderados por Marcio Bonfim o procuraram para que as chaves do prédio da Câmara fossem entregues.

O vereador Marcos Rios (PRTB) questionou as informações divulgadas enviou um direito de resposta. Segue abaixo (sic):

MARCOS RIOS AFIRMA QUE NÃO FOI AFASTADO PELA JUSTIÇA

O VEREADOR PRESIDENTE MARCOS RIOS AO TOMAR CONHECIMENTO DA MATERIA PUBLICADA INFORMANDO QUE A JUSTIÇA DETERMINOU SEU AFASTAMENTO DA PRESIDENCIA DA CAMARA ENTROU EM CONTATO COM NOSSA REDAÇÃO E DISSE QUE A JUSTIÇA EM NENHUM MOMENTO DETERMINOU SEU AFASTAMENTO DA PRESIDENCIA DA CAMARA.

A VERDADE DOS FATOS É QUE O VEREADOR MARCIO BOMFIM ALVES ATUAL VICE PRESIDENTE DA CAMARA, NO DIA 17 DE NOVEMBRO DE 2011, CONFECCIONOU UMA ATA QUE NÃO TEM NENHUMA VALIDADE JURIDICA, E NESTA ATA COLOCOU DE FORMA ARBITRÁRIA E INVERIDICA QUE O PLENÁRIO TINHA DETERMINADO O AFASTAMENTO DO VEREADOR MARCOS RIOS DA PRESIDENCIA.

OCORRE QUE NO MESMO DIA 17 DE NOVEMBRO DE 2011, HOUVE UMA SESSAO ORDINÁRIA NO PLENÁRIO DA CAMARA ONDE TODOS OS VEREADORES ESTAVAM PRESENTES E NESTA SESSÃO NÃO OCORREU NENHUM AFASTAMENTO, TODAS ESTAS PROVAS ESTÃO NO PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA QUE TRAMITA NA COMARCA DE PARIPUEIRA PROCESSO N.0000850-75.2011.8.02.0054, ONDE FOI PEDIDO UMA LIMINAR DE SUSPENSÃO DA ATA FALSA CONFECCIONADA PELO VEREADOR MARCIO BOMFIM ALVES E NO MÉRITO A SUA ANULAÇÃO.

A LIMINAR FOI CONCEDIDA SUSPENDENDO A ATA E O PEDIDO DE ANULAÇÃO ESTÁ PRA SER DECIDIDO POR ESSES DIAS. ENTRETANTO O VEREADOR MARCIO BOMFIM ALVES, LITIGANDO DE MÁ FÉ ENTROU COM UM RECURSO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, INDUZINDO A DESEMBARGADORA EM ENTENDER NA PETIÇÃO INICIAL QUE O VEREADOR ANTONIO MARCOS RIOS JÁ SE ENCONTRAVA AFASTADO DA PRESIDENCIA, O QUE NÃO É VERDADE, POIS EM NENHUM MOMENTO O VEREADOR MARCOS RIOS FOI AFASTADO DA PRESIENCIA DA CAMARA, MUITO MENOS PELA DESEMBARGADORA ELISABETH CARVALHO, VISTO QUE A MESMA EM SUA DECISÃO A MESMA CONCEDEU EFEITOS SUSPENSIVOS A LIMINAR CONCEDIDA PELO JUIZO DA COMARCA DE PARIPUEIRA, OU SEJA, NÃO AFASTOU O VEREADOR MARCOS RIOS DA PRESIDENCIA, POIS OFICIALMENTE O MESMO É O LEGITIMO PRESIDENTE DA CAMARA.

O VEREADOR PRESIDENTE MARCOS RIOS, JÁ TOMOU AS PROVIDENCIAS NO SENTIDO DE ESCLARECER A VERDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA, ONDE FICARÁ PROVADO QUE O MESMO EM NENHUM MOMENTO FOI AFASTADO DA PRESIDENCIA DA CAMARA PROVARÁ TAMBÉM PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA, UMA QUE PERANTE A JUSTIÇA DE PARIPUEIRA JÁ ESTÁ COMPROVADO, QUE A ATA QUE O VEREADOR MARCIO BOMFIM ALVES CONFECCIONOU NÃO É VERDADEIRA E SERÁ EM BREVE ANULADA PELO PODER JUDICIÁRIO, UMA VEZ QUE ESTAVA SUSPENSA ATÉ HOJE 20 DE JANEIRO DE 2012. NO MAIS INFORMA QUE AS DEMAIS NOTICIAS SÃO PERSEGUIÇÕES POLITICAS E QUE O CARRO DE ASSISTENCIALISMO É TOTALMENTE INVERIDICA, POIS O CARRO SEMPRE ESTEVE TOTALMENTE REGULARIZADO. COMO TAMBÉM O PEDIDO DE PRISÃO FOI INDEFERIDO PELA JUSTIÇA POIS NÃO TEM NENHUMA FUNDAMENTAÇÃO JURIDICA, REPITO AQUI SÃO PERSEGUIÇÕES POLITICAS QUE VENHO SOFRENDO POR SER OPOSIÇÃO AO PODER EXECUTIVO DA BARRA DE SANTO ANTONIO.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Absurdo: Turistas encontram ossada humana próximo a Praia do Gunga

Uma família de turistas da região Sudeste do país foi surpreendida, na terça-feira (17/JAN/2012), ao se deparar com uma ossada humana em uma faixa de plantação de cana nas imediações da Praia do Gunga, no município de Roteiro, interior de Alagoas.

Os turistas contam que se perderam na plantação na tentativa de chegar a uma área de falésias. “O local é muito esquisito e intransitável, quando percebemos já estávamos perdidos”, contou um dos membros do grupo.

Ao tentar encontrar o caminho de volta à estrada principal, AL 101 Sul, a família se deparou com a ossada. “Ficamos assombrados e sem saber exatamente o que fazer”, relatou um dos filhos.

Ao ver a foto da ossada, um perito forense disse acreditar que o corpo tenha sido abandonado no local a mais de seis meses. Ainda segundo ele, que a vítima tinha estatura mediana de 1,60m.

Próximo aos ossos foi encontrado um par de chinelas tipo havaianas, cor azul, e uma blusa também na mesma cor.

O achado foi informado ao comando da 1ª Cia de Polícia Militar em São Miguel dos Campos.

Bagunça: Dudu Holanda retoma mandato; Cícero Ferro perde imunidade

Deputado Dudu Holanda (PSD)

A denúncia de um suposto plano para assassinar deputados já teve uma consequência prática, o deputado Dudu Holanda (PSD) interrompeu a licença médica de 122 dias e retomou o mandato nesta segunda-feira (16/JAN/2012). O retorno se deu sem qualquer solenidade, no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa de Alagoas.

Dudu Holanda foi apontado como principal alvo de um plano – supostamente idealizado por Cícero Ferro (suplente da coligação) – e na última sexta-feira divulgou um documento que seria uma página do depoimento do pistoleiro preso em Pernambuco. A Polícia Civil de Alagoas enviou ofício à PF de Pernambuco pedindo informações sobre a veracidade do documento. Nesta terça, 17, a assessoria da PC confirmou que ainda aguarda resposta do ofício encaminhado à PF.

Na prática, a retomada do mandato de Holanda é uma medida meramente burocrática, uma vez que o ano legislativo só deve ter início em meados de março. Segundo a assessoria de Dudu, o parlamentar – que iria se submeter a uma cirurgia em São Paulo – deverá realizar o tratamento aqui em Maceió. A data ainda não foi definida.

Com a volta de Holanda, Cícero Ferro, apontado como autor da trama assassina, perdeu um mandato e, consequentemente, a imunidade parlamentar. Ferro havia obtido, junto ao STJ, habeas corpus. O ex-deputado é acusado de ser o autor intelectual do assassinato do vereador Fernando Aldo e suspeito de comandar a morte de Jacó Ferro.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PF e PC investigam plano para matar deputados

Deputado Dudu Holanda (PSD)
Deputado Maurício Tavares (PTB)

Uma informação da Polícia Federal sobre um plano para matar os deputados Dudu Holanda (PSD) e Mauricio Tavares (PTB), movimentou a cúpula da Segurança Pública e os dois parlamentares na noite do dia 30 para 31 de dezembro.

Em reunião acontecida na sede da Deic, e que contou com a presença do deputado Dudu Holanda, de Raimundo Tavares, irmão do deputado Mauricio Tavares, que estava em Portugal, e os delegados Ana Luiza Nogueira, atual chefe do Deic, José Edson, diretor da Policia Civil e por telefone do secretário de segurança pública Dário Cesar.

Na reunião foi relatado aos parlamentares que um grupo de policiais militares de Alagoas e Pernambuco em dois veículos, um Vectra preto e um gol branco, foi interceptado pela Polícia Federal, eles estariam voltando de uma reunião com o suposto mandante do crime, o também deputado estadual Cicero Ferro.

De acordo com as informações, como o deputado Mauricio Tavares, que seria o primeiro alvo, estava em Portugal, os acusados iriam matar o deputado Dudu Holanda, quando este saísse do edifício Ilha de Ilinois, localizado na Pajuçara, na noite de Reveillon.

Segundo a Polícia, um plano para executar o candidato a prefeitura de Barra de São Miguel, José Medeiros Nicolau, o ‘Zezeco’, também teria sido palnejado por Ferro. Zezeco teria sido avisado pelos agentes da PC de que estaria na mira de Cícero Ferro. O motivo para o assassinato ser encomendado é que o candidato é adversário político da filha do parlamentar, Taciana Ferro, nas próximas eleições para o Executivo Municipal. Numa recente pesquisa eleitoral, realizada pelo Ibrape, Zezeco aparece na liderança como 68% das intenções de votos; já a filha do deputado, ocupa a última posição, com apenas 1%.

Policia Civil

O diretor da Polícia Civil de Alagoas, José Edson , confirmou a existência tanto das informações da Polícia Federal, como da reunião do dia 30 de dezembro na sede da Deic.

“Recebemos a informação da Polícia Federal e resolvemos reunir os parlamentares para que eles tomassem a medida preventiva que achassem necessárias, ao mesmo tempo disponibilizamos todo o aparato para fazer a segurança dos deputados”, colocou o diretor da PC.

José Edson disse ainda que foi aberta uma investigação para atestar a autenticidade das informações e que seria prematuro tecer qualquer informação a mais sobre o caso.

Deputados

O ex-presidente da Federação Alagoana de Futebol e ex-prefeito de Junqueiro, Raimundo Tavares, irmão do deputado Mauricio Tavares, também confirmou o encontro.

“Eu estava no interior quando fui chamado no dia 30, ouvi tudo que os delegados disseram, mas a priori não acredito muito nestas informações” explicou ele.

Raimundo disse ainda que o seu irmão, deputado Mauricio Tavares não irá mudar a rotina por conta deste suposto plano.

“Nada vai mudar, a rotina dele continua a mesma, não acredito nestas acusações” explicou ele.

O deputado Dudu Hollanda confirmou a reunião e disse que acabou tomando algumas medidas de segurança, ele não quis se alongar na conversa, já que qualquer coisa que venha a ser dita pode atrapalhar as investigações.

Negativa de Cicero Ferro

Odeputado Cícero Ferro, negou veementemente qualquer iniciativa a este respeito, tendo inclusive entrado em contato com os deputados, que seriam vítimas do atentado, para negar o caso.

Outra informação apurada é que a informação já chegou a presidência da Assembleia Legislativa, e que duas reuniões já forma articuladas pelo presidente Fernando Toledo para discutir a questão.

O clima entre os deputados é de medo e de desconfiança. Ninguém da Mesa Diretora da ALE se manifestou.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Assassino de modelo é filho de ex-vereador; jovem está foragido

Judarley Leite de Oliveira é filho de um ex-vereador da cidade
A Polícia Civil de Alagoas já identificou o assassino do modelo Erick Alexandre Ferraz, 24 anos, assassinado a tiros na madrugada do domingo, (01/JAN/2012), durante uma festa de réveillon na cidade de Viçosa, a 96 quilômetros de Maceió. Trata-se de Judarley Leite de Oliveira, filho de um ex-vereador da cidade, cuja identidade foi mantida em sigilo pela polícia até a tarde desta segunda-feira, 2. O crime ganhou grande repercussão, uma vez que teria ocorrido por motivo fútil, após uma discussão entre vítima e assassino.

De acordo com informações da PC, o crime foi presenciado por centenas de pessoas por isso a fácil identificação do assassino. A identidade do acusado foi anunciada pelo delegado regional de Viçosa, Belmiro Cavalcante, que assumirá a delegacia nesta terça-feira, dia 3 (dois dias após o crime). Informações extraoficiais dão conta, ainda, que o acusado seria sobrinho do ex-deputado federal Francisco Tenório. Ainda segundo a PC, o jovem acusado no crime teria deixado a cidade logo após o assassinato.

O acusado já responde a um processo na Justiça por tentativa de homicídio contra o próprio tio. Fonte: Alagoas 24h

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Gastos fantasmas da Assembleia Legislativa de Alagoas somam R$ 1 milhão

Final de 2011 e a Assembleia Legislativa registra gastos recordes de quase R$ 120 milhões (exatos R$ 119.977.200) para pagamento de funcionários e dos deputados. Mas, parte deste dinheiro foi desviada para serviços que nunca existiram na Casa de Tavares Bastos: mais de um milhão de reais.

Três rubricas fantasmas fazem parte do Quadro de Detalhamento de Despesas da Assembleia. Elas garantem uma biblioteca, uma escola legislativa e reformas no casarão da Praça Dom Pedro II.

A escola custou R$ 180 mil; a reforma e ampliação do prédio, R$ 300 mil; e o reequipamento da biblioteca e o sistema de anais, R$ 646.519. Somados, os investimentos em coisa nenhuma ficaram em exatos R$ 1.106.475.

E uma discussão na Assembleia, entre o presidente, Fernando Toledo (PSDB) e o deputado João Henrique Caldas (PTN) revelou que os gastos fantasmas no Legislativo podem ser maiores: o pagamento da Gratificação de Dedicação Exclusiva (GDE) custa R$ 650 mil por ano- R$ 70,2 milhões, em quatro anos.

A GDE é filha da Gratificação da Presidência (GAP)- uma das sete maneiras de se desviar dinheiro público, descoberta pela Polícia Federal, nas investigações da Operação Taturana, em 2007.

A GAP- segundo a PF- era distribuída indiscriminadamente a ex-deputados estaduais, envolvidos no esquema. Os desvios ultrapassavam os R$ 5 milhões, por ano, só com esta verba.

Em setembro deste ano, o Ministério Público Estadual denunciou 16 deputados e ex-deputados pelo desvio de R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

O esquema durou cinco anos (entre 2002 e 2007), teve a participação de funcionários de pelo menos cinco bancos e laranjas- que tomavam empréstimos no lugar dos deputados - ou ainda de fantasmas - tudo com a conivência de deputados.

O juiz Helestron Costa, da 17ª Vara da Fazenda Pública de Maceió, determinou o afastamento- dos cargos- de alguns dos indiciados na Taturana, entre eles: os deputados João Beltrão (PRTB) e Cícero Ferro (PMN)- que perderam a eleição, voltaram através de uma manobra para que os suplentes ganhassem imunidade parlamentar e ficassem nos cargos, em desobediência à Justiça, através de um decreto que blinda deputados de serem atingidos por determinação judicial.

Quem deveria investigar a Assembleia? O Tribunal de Contas, órgão auxiliar do Poder Legislativo, que este ano viu a Polícia Federal descobrir um esquema de corrupção de R$ 30 milhões. A Operação Rodoleiro cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, três prisões, dinheiro lavado até para uma academia de luxo na orla de Maceió.

Fonte: Alagoas 24 horas

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

TJ cassa mandato de quatro vereadores do Pilar acusados de roubar R$ 2,5 milhões

Em decisão unânime, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça confirmou a cassação de mandato de quatro vereadores do Pilar.

São eles: Patrícia Rocha, Damião dos Santos (Tota), Roberto Cavalcante e Luiz Carlos Omena.

Todos foram presos na Operação Pesca Bagre, em julho de 2009, e foram condenados por Improbidade pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, em julho último. Segundo ainvestigação do Gecoc, do Ministério Público Estadual, eles seriam responsáveis pelo desvio de mais de R$ 2,5 milhões.

Na sessão de hoje, a Câmara Criminal do TJ Alagoas julgou o recurso apresentado pelos advogados dos réus à sentença condenatória proferida pela 17ª Vara Criminal da Capital – na Ação Penal -, em maio deste ano. O colegiado estabeleceu penas variadas de prisão em regime semi-aberto e perda dos cargos públicos que ocupavam.

O parecer do relator do TJ, desembargador Otávio Praxedes, foi seguido pelos demais integrantes da Câmara Criminal.

Eles ainda reduziram as penas de prisão, mesmo em regime semi-aberto, dos quatro vereadores e dos diretores da Câmara Municipal do Pilar – Geraldo Cavalcante da Silva, Phylipe Avelino e Benedito Cavalcante de Barros Neto -, mantendo a decisão de perda de cargo público para todos.

O ex-secretário de Finanças do Município, Paulo Urbano, e o ex-vereador José Osano da Silva, também foram condenados no mesmo processo.

Pela Lei da Ficha Limpa, todos estão impedidos de concorrer às eleições do próximo ano.

Operação Pesca Bagre

Os acusados foram presos durante a Operação Pesca Bagre desencadeada no dia 03 de julho de 2009 por policiais civis.

Segundo os promotores de Justiça, os documentos analisados pela auditoria contábil do MPE apontam que os vereadores se especializaram em usar irregularmente a verba de gabinete na compra de materiais sem licitação, gastos excessivos com combustíveis e locações de veículos, além da contratação de terceiros, aquisição de material de construção e o pagamento de benefícios aos vereadores sem nenhum respaldo legal.

Para se ter uma ideia, foram gastos com repasses fraudulentos cerca de R$ 1,5 milhão em apenas dois anos. Só em diárias eles totalizaram gastos de R$ 184 mil.

Outro exemplo da fraude está nas dispensas de licitações de materiais desnecessários ao Legislativo. No exercício de 2005, com a Mesa Diretora sob a presidência do ex-vereador José Hosano, a Câmara do Pilar adquiriu R$ 12,1 mil em material de construção sem nenhuma licitação.

Ou em 2007, quando o então vereador Oziel Barros adquiriu R$ 63,8 mil em combustível sem licitação. Bem como a vereadora Patrícia Rocha que locou veículos por R$ 95,8 mil pagos com verba de custeio.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

MCCE acredita em blecaute provocado para “tirar Fantástico” do ar em quatro cidades

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) vai entrar com uma representação contra as administrações municiais de Limoeiro de Anadia (prefeito James Marlan) e Lagoa da Canoa (Jair Soares Lira) por supostamente estarem envolvidos na interrupção do fornecimento de energia elétrica das duas cidades. O objetivo seria impedir que a população assistisse ao programa da Rede Globo, Fantástico.

Na edição da revista eletrônica – no dia de ontem, 27 – se mostrou matéria jornalística na qual as administrações eram alvo de denúncias envolvendo as primeiras-damas. Para o Movimento, o blecaute justamente no horário em que o Fantástico estava sendo exibido pode não ser coincidência. Será? O MCCE – coordenador por Antônio Fernando dos Santos, o Fernando CPI – destaca que em caso de confirmação da informação, os dois gestores devem responder tanto civil quanto criminalmente.

Um caso difícil até de acreditar nos dias de hoje; mas, se há a suspeita, deve-se haver a investigação. Se houver culpados, que sejam punidos. Chama ainda atenção de quem acompanha o caso, a nota emitida pela Eletrobras Distribuição Alagoas. O Blog do Vilar a publica na íntegra, logo abaixo:

“A Eletrobras Distribuição Alagoas informa que a interrupção de energia em Limoeiro de Anadia, neste domingo (27), foi provocada por um ato de vandalismo. De acordo com o sistema de Operação da distribuidora, a ocorrência foi registrada às 20h09, sendo religada às 22h54. A empresa está tomando as providências junto à Polícia Civil para lavrar o Boletim de Ocorrência”.

Segue ainda: “Já nas cidades de Belo Monte, Lagoa da Canoa e Traipu, também houve registro na suspensão de fornecimento, mas, foram casos isolados não tendo o mesmo fator gerador: foram detectados problemas pontuais de cabo partido, chave-fusível, entre outros”.

Que o caso seja – portanto – devidamente apurado, já que os indícios apontados pelo MCCE são reforçados com a nota da Eletrobras, pelo menos na leitura preliminar dos acontecimentos. O blog tentou contato com os prefeitos. Não conseguiu. O espaço está aberto, caso desejem dar maiores esclarecimento sobre o assunto.

Vídeo: 'Primeiras-damas' da corrupção - Alagoas é destaque nacional

Alagoas voltou a ser destaque na mídia nacional devido a denúncias de corrupção. Ironicamente, a mídia descobriu as falcatruas das penas cidades do interior alagoano, mas ignorou o maior escândalo político do Estado, a prisão de dez deputados estaduais acusados do desvio de quase R$ 300 milhões. A operação Taturana, desencadeada pela PF, ainda flagrou o envolvimento de deputados federais e do prefeito na capital alagoana, mas não mereceu nenhuma matéria de destaque nacionalmente.

Na edição deste domingo, o programa Frantástico, da rede Globo, trouxe mais uma matéria na qual o estado é destaque. Desta vez, o foco foram as primeiras-damas envolvidas em esquemas de desvio de recursos públicos nas cidades de Traipu, Limoeiro de Anadia, Belo Monte e Lagoa da Canoa.
 Este ano, no Brasil, pelo menos outras nove primeiras-damas foram presas, quatro só em Alagoas. Fomos até lá.

Limoeiro de Anadia tem 26 mil habitantes e fica no agreste alagoano. O prefeito Marlan Ferreira e a primeira-dama, Eloísa Barbosa, são acusados de fazer compras particulares com dinheiro desviado da merenda. Em março, Eloísa chegou a ser presa. Agora, diante de nossa equipe, ela chora.
A primeira-dama, de 41 anos, é secretária de Assistência Social. Em um primeiro momento, não quer gravar entrevista, mas o marido – que disse à equipe de reportagem do Fantástico que só anda armado - acha que ela tem de falar. 
 

“É melhor falar isso: que você comprava as coisas da casa maternal”, recomenda Marlan Ferreira, prefeito de Limoeiro de Anadia.

“Eu não quero ser tachado como corrupto”, diz, depois, ao Fantástico.
Ela, então, dá entrevista e nega ter desviado dinheiro da merenda. “Se as outras prefeituras ou as outras pessoas faziam, aqui a gente não fazia. Minha conta pessoal tinha uma, e a prefeitura era outra. Sempre foi assim”, comenta a primeira-dama de Limoeiro de Anadia, Eloisa Barbosa.

Fomos a uma escola, na Zona Rural de Limoeiro de Anadia. Com 80 alunos, funciona há três meses na base do improviso, enquanto o Colégio Coronel Adauto Barbosa é reformado. O diretor da escola, João Batista Silva, diz que a merenda agora está chegando, mas...
Fantástico: Onde é feita a merenda?
João Batista Silva: Numa cozinha ali que a gente improvisou que é um quarto.
Fantástico: A gente percebe que não tem nenhuma pia, não tem nada.
Fomos à escola que está em reforma. Na quarta feira (16), dia útil, não tem ninguém trabalhando na reforma da escola. A prefeitura diz que a reforma será concluída em janeiro.

Além de Limoeiro de Anadia, a Procuradoria da República afirma que o dinheiro da merenda também foi usado em compras particulares pelas primeiras-damas de Traipu, Belo Monte e Lagoa da Canoa, todas em Alagoas.
“Faltava merenda vários dias. Dois, três dias por semana”, afirma o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza.

Em um supermercado, as primeiras-damas gastavam o dinheiro da merenda. Compravam no supermercado e colocavam na conta. Depois, quem pagava era a prefeitura com dinheiro federal, com dinheiro da merenda. Em depoimento, o dono do supermercado confirmou o esquema. Ele não quis gravar entrevista.
“Este desvio acontecia tanto nas compras pessoais como em algumas cidades, um percentual era pago em dinheiro”, aponta o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza.

Fomos também a Belo Monte, a 200 quilômetros de Maceió. Quando chegamos, parte do município de sete mil habitantes estava sem água. “Banho no rio, prato no rio, roupa no rio. Tudo no rio”, diz a dona de casa Maria Quitéria Balbino. 
 

Segundo o Ministério Público Federal, Mônica Tenório, 26 anos, primeira-dama de Belo Monte, embolsava R$ 5 mil por mês do dinheiro da merenda. Fomos à casa dela. Deixamos vários recados, mas ela não nos atendeu.



O Fantástico esteve também em Lagoa da Canoa, de 18 mil habitantes.
Segundo as investigações, Fabiana Lira, mulher do prefeito Jairzinho Lira, usou o dinheiro da merenda para comprar, além de comida e produtos de higiene pessoal, seis litros de uísque, 24 garrafas de vinho e até ração para cachorro. É a melhor ração para cachorro e a mais cara também. 
 

Fabiana, 28 anos, também é a secretária de Assistência Social de Lagoa da Canoa. Segundo uma funcionária, Fabiana só aparece uma vez por semana e trabalha poucas horas, mas recebe R$ 1,2 mil por mês.

Fantástico: A Fabiana está por aí?
Funcionário: Está não.
Fantástico: Quais dias ela vem?
Funcionário: Geralmente, ela vem assim... Dia de segunda.
Fantástico: Que horas, geralmente?
Funcionário: 14h.
Fantástico: E que horas ela vai embora?
Funcionário: Ela vai assim umas 16h ou 17h.

Fabiana, que também foi presa em março e agora responde em liberdade, é a dona de uma loja de roupas. Ao ver a equipe de reportagem do Fantástico, os funcionários fecharam a porta e se esconderam.
O prefeito e a primeira-dama de Lagoa da Canoa moram em Arapiraca. Logo que nós chegamos, todo mundo saiu correndo. Voltamos à Secretaria de Assistência Social de Lagoa da Canoa, que estava fechada com cadeado. A primeira-dama sumiu da cidade.

Fomos duas vezes à prefeitura. Depois de uma hora, um homem que se diz procurador do município, falou em nome do prefeito e da primeira-dama.
“A gente vai deixar bem claro: a gente grava com ele em qualquer lugar do Brasil”, disse o repórter. “Ele não vai gravar”, afirmou Francisco Ribeiro, representante do prefeito de Lagoa da Canoa.

Sobre o uso de dinheiro da merenda para comprar uísque, vinho e ração para cachorro, o representante do prefeito de Lagoa da Canoa respondeu: “Será provado que estes fatos não existiram e a completa inocência deles”.


Assista ao vídeo: http://youtu.be/wFE8izEptUE
Fonte: Fantástico

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Marcos Santos, prefeito de Traipu, é preso mais uma vez

O prefeito Marcos Santos se apresentou, hoje pela manhã, à Delegacia-Geral da Polícia Civil. Na última sexta-feira, a pedido do Ministério Público Estadual, o desembargador Sebastião Costa Filho decretou a prisão dele.

A decisão vinha sendo mantida sob sigilo, e a polícia tentou prendê-lo em Traipu no final de semana, mas ele conseguiu fugir mais uma vez. O pedido de prisão do prefeito foi feito com base em Ação Penal.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), Marcos Santos é acusado de montar empresas e criar programas sociais em Traipu, sendo tudo fachada para roubar dinheiro público. As informações foram repassadas à imprensa durante uma coletiva, na sede do órgão, e que contou com a presença do procurador-geral, Eduardo Tavares.

O chefe do MP em Alagoas confirmou que a prisão foi solicitada porque, apesar de Marcos Santos estar afastado do cargo no Executivo Municipal, continuava ordenando as ações de seus subordinados que permanecem em cargos públicos, na administração de Traipu.

“Ele trata o dinheiro público como se fosse dele. É bom deixar bem claro que o Ministério Público trabalha de forma apartidária e que não existe essa história de que a denúncia tem conotação política. A denúncia foi feita pelo órgão porque existem provas robustas de que o prefeito praticou todos os crimes relacionados”, explicou Tavares.

Mas parece que as investigações sob Marcos Santos vão além de desvios de dinheiro. Segundo Eduardo Tavares, existem fortes indicativos de que o prefeito de Traipu tenha envolvimento com crimes no município, porém tudo segue sob investigação da polícia e do MP

A apresentação do prefeito à PC foi negociada por um representante dele, ontem à noite. Pelo acordo, a prisão só seria anunciada após a transferência dele para a Casa de Custódia – onde ele já se encontra.

A denúncia do MP

A denúncia apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, elaborada em conjunto com um grupo de promotores que trabalharam exaustivamente na Ação Penal, acusa o prefeito dos seguintes crimes:

- Falsificação de documentos públicos

- Uso de documentos falsos em várias ações da prefeitura de Traipu

- Peculato (desvio de dinheiro público para favorecimento pessoal)

- Corrupção ativa

- Apropriação de bens e de rendas públicas

- Utilização indevida de dinheiro do município

- Fraudes em várias licitações

- Formação de quadrilha

Outros denunciados

Como deixa claro o último item da denúncia, outras pessoas foram denunciadas na mesma Ação Penal por terem participação direta nos crimes acima, segundo o MP.

São elas:

-Clériston Luiz Barbosa Santos (associado ao prefeito)

-Juliana Kummer (mulher do prefeito)

- Gilson dos Santos (Comissão de Licitação da Prefeituras)

- Marta Gabriela Vasconcelos (pregoeira do município)

-Sheila Andréia dos Santos (Comissão de Licitação)

- Roberto Olindino Matos Júnior (secretário de Finanças)

- Francisco Carlos de Albuquerque Santos (ex-secretário municipal)

- Alessandro Guimarães, o “Sandro Rico” (empresário)

- Roque dos Santos (servidor municipal)

- Fabiano Henrique da Silva Melo (advogado)

- Ana Paula Calheiros Costa (empresária)

- Alex Calheiros da Silva (empresário)

- José Elias Calheiros de Melo (empresário)

- Antônio Carlos Nogueira (empresário)

- Maurício Carlos Nogueira (empresário)

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual ao Tribunal de Justiça, todos integravam o esquema de desvio de dinheiro da Prefeitura de Traipu.

O “novo” rombo

O desvio deve chegar a R$ 8 milhões de recursos do Funda de Participação do Município. Ou seja: não diz respeito, neste caso, ao desvio do Fundeb, recursos do Ministério da Educação, alvo de outra Ação – por parte do Ministério Público Federal.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Marcos Santos faz recadastramento no TC

O prefeito de Traipu, ex-foragido da Justiça e afastado do cargo até meados do próximo ano (salvo um novo benefício da Justiça Federal), atualizou o seu cadastro no Tribunal de Contas do Estado, na sexta-feira(18/NOV/2011).

O recadastramento para os demais servidores da ativa do TC terminou na segunda-feira passada. Ele, entretanto, pela condição excepcional (e bote excepcional nisso), se apresentou hoje pela manhã no palácio de vidro da Fernandes Lima.

Logo cedo, chegouem sua Hilux, estacionou na porta do prédio do Tribunal, entrou e se recadastrou.

Como já foi revelado aqui, Marcos Santos é servidor da corte de contas do Estado e ganhou até uma promoção em primeiro de novembro de 2009, concedida pelo então presidente do Tribunal, conselheiro Isnaldo Bulhões.

O prefeito, também é sabido, é Analista de Contas do TC, graças à promoção recebida após passar dez meses preso no Baldomero Cavalcante – acusado de corrupção e de tramar a morte de um procurador da República e de um juiz federal.

Relator amigo

O conselheiro Isnaldo Bulhões, aliás, é o relator das contas da prefeitura de Traipu nos anos de 2009 e 2010. E assim continua sendo – mesmo após os últimos episódios.

Lembrando: Marcos Santos apoiou, no ano passado, o deputado estadual Isnaldo Bulhões Junior, reeleito deputado estadual.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Desembargador que "livrou" Marcos Santos é acusado de assassinato de radialista

com informações do Conjur

O desembargador federal José Maria de Oliveira Lucena, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região,que na última quinta-feira (10/NOV/2011) concedeu o habeas corpus ao prefeito afastado de Traipu, Marcos Antônio dos Santos, e da primeira-dama e ex-secretária de Assistência Social do município, Juliana Kummer, e outros seis acusados na Operação Tabanga, tem sido cercado por uma polêmica.

O desembargador foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça pelo assassinato do radialista Nicanor Linhares Batista, na cidade de Limoeiro do Norte (CE). A denúncia é apresentada quase cinco anos depois da morte de Batista. O crime aconteceu em junho de 2003.

A mulher do desembargador e ex-prefeita de Limoeiro do Norte, Maria Arivan de Holanda Lucena, também é acusada pela morte do radialista. Ela aguarda decisão da Corte Especial do STJ para saber se vai ser julgada por júri popular ou se também tem direito ao foro especial de seu marido por ser acusada pelo mesmo crime. Enquanto isso, o processo contra ela, que estava na 1ª Vara de Limoeiro do Norte, está suspenso. E o tempo de prescrição, correndo.

Denúncia foi feita por procuradora da república

A denúncia contra o desembargador foi apresentada pela procuradora da República Cláudia Sampaio Marques no dia 10 de março — o que interrompe a contagem do prazo de prescrição. A procuradora afirma que a demora em denunciá-lo não foi culpa sua, mas não quis revelar os motivos da lentidão.

Nicanor Linhares Batista era proprietário da rádio Vale do Jaguaribe, em Limoeiro do Norte, e principal adversário da então prefeita Maria Arivan. No seu programa diário, o Encontro Político, não poupava críticas à administração local e fazia diversas acusações de corrupção. Em 30 de junho de 2003, enquanto gravava o programa, a rádio foi invadida por duas pessoas, que atiraram diversas vezes em Linhares Batista e fugiram. Ele recebia freqüentes ameaças de morte. O assassinato do jornalista causou comoção.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) se manifestou sobre o crime e cobrou punição dos culpados. A ONG internacional Repórteres sem Fronteiras enviou carta ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cobrando esforços na apuração do crime.

Foram apontados nove acusados pelo assassinato. Entre eles, a então prefeita e o desembargador Lucena. Os outros sete acusados foram pronunciados em 2006 pela juíza Luciana Teixeira de Souza, da 1ª Vara de Limoeiro do Norte, mas nenhum foi julgado: um deles morreu, um está foragido, o processo de dois já foi desaforado para Fortaleza e o dos outros três aguarda o mesmo destino.

Para a juíza, o desaforamento para que o júri aconteça em Fortaleza é bom, pois afasta o caso das intrigas políticas que rondam Limoeiro do Norte.

O desembargador e a ex-prefeita não foram pronunciados porque seus processos ainda aguardam desfecho no STJ. A juíza Luciana recebeu a denúncia contra Maria Arivan. Em maio de 2004, no entanto, já havia sido aberto inquérito no STJ para apurar a participação do desembargador Lucena no homicídio. Neste inquérito, o então relator, ministro Paulo Gallotti, determinou quebra do sigilo bancário e telefônico do desembargador e também da ex-prefeita. A defesa dela, então, apresentou uma Reclamação ao STJ dizendo que estava havendo dupla atuação da Justiça Criminal.

Sobre a decisão que soltou Marcos Santos

De acordo com o desembargador, a prisão preventiva foi decretada no declarado propósito de garantir a ordem pública, ameaçada pelo cometimento de novos crimes pelo grupo, que continuaria em plena atividade, isto gerando um "lamentável clima de instabilidade social" no Município de Traipu, onde disseminado um sentimento de impunidade entre os munícipes e também no confessado intuito de eliminar o grave risco à instrução criminal, representado pelas "ameaças e intimidações" à "testemunha" Roque dos Santos, ora "sob proteção federal", incluído no PROVITA, e pela destruição e adulteração de documentos na calada da noite, quando o grupo, para essa finalidade, executa os denominados "trabalhos noturnos".

José Maria de Lucena considera os fundamentos irreais e que revelam uma prisão preventiva utilizada indevidamente como mera antecipação de uma condenação penal, pela Desembargadora substituta Cintia Menezes Brunetta “numa evidente demonstração de não ter certeza da realidade dos motivos exibidos pelo Ministério Público, consignou, naquele decreto, que "quinze dias após a efetivação das prisões, será sua pertinência reavaliada no caso de ainda não ter sido oferecida denúncia".

Ao reavaliar a decisão da substituta, o desembargador acredita que a ordem pública não está ameaçada pela perpetração dos mesmos crimes, pois o Prefeito e a Secretária Municipal de Assistência Social, que comandariam a associação criminosa, estão afastados de seus cargos, sendo inteiramente impossível o cometimento dos mesmos delitos, ficando de todo sem sentido e esvaziados os chamados "trabalhos noturnos", até porque as buscas e apreensões decretadas e já eficazmente executadas tiraram do alcance do grupo todos os documentos públicos municipais que poderiam ser destruídos ou adulterados.

Sobre as alegadas intimidações e ameaças ao corréu, tido por "testemunha", Roque dos Santos, - se é que realmente aconteceram - são agora impossíveis de se repetirem, porque este se encontra atualmente sob a proteção do PROVITA, a ele não tendo acesso qualquer dos corréus.

Outros acusados

A decisão prossegue ainda a Francisco Carlos de Albuquerque dos Santos, Robson Nascimento de Farias, Charles Douglas Amaro Costa, Ricardo Martins Ribeiro, Osmar Bandeira de Melo Neto e Isaías Andrade da Fonseca.

Para isto, ainda de acordo com o desembargador, deverão, os que se furtaram à prisão, apresentar-se à autoridade policial federal em Maceió, para prestar declarações, em quarenta e oito (48) horas; todos deverão atender prontamente a quaisquer convocações da autoridade policial federal; para informar e justificar suas atividades, deverão Marcos Antônio dos Santos, Juliana Kummer Freitas dos Santos e Osmar Bandeira de Melo Neto, comparecer mensalmente perante o Juízo Federal das Execuções Penais de Maceió; e os demais, à exceção de Ricardo Martins Ribeiro, perante o Juízo Estadual de Traipu. Já Ricardo Martins Ribeiro deverá se apresentar ao Juízo Estadual competente de Penedo.

Sem autorização dos mesmos Juízos, não poderão ausentar-se do local de suas residências por mais de três (3) dias; expedir-se-ão carta de ordem e cartas precatórias, comunicando a presente delegação àqueles Juízos; todos ficam proibidos de manter qualquer contato com Roque dos Santos ou com sua esposa, se por acaso aquele desistir da proteção do PROVITA; todos ficam proibidos de acesso e freqüência à sede da Prefeitura Municipal de Traipu e de suas Secretarias e repartições.

Caso do desembargador está com ministro do STJ que é do mesmo Estado

A Reclamação passou pelas mãos do ministro Paulo Gallotti, que deixou a Corte Especial tempo depois, e pelas mãos do ministro Menezes Direito, que deixou o STJ para ingressar no Supremo Tribunal Federal, e foi parar com o ministro, também cearense, Hamilton Carvalhido, que se tornou também relator do Inquérito contra o desembargador Lucena.

No dia 30 de março de 2006, o ministro Carvalhido reconheceu que havia duas investigações pelo mesmo fato contra a ex-prefeita e suspendeu o processo até que a Corte Especial do STJ decida se ela tem de ser julgada pelo júri popular ou se herda do marido o direito ao foro especial. Depois, votou para que Maria Aivan seja julgada pelo júri popular, já que o foro na Corte Especial do STJ vale apenas para o desembargador, seu marido.

O ministro apontou a incoerência do Ministério Público: enquanto o Ministério Público Estadual já havia apresentado a denúncia considerando que havia indícios suficientes do crime e de sua autoria, o Ministério Público Federal ainda estava pedindo diligências para juntar as provas necessárias antes de denunciar a ex-prefeita e seu marido.

Na Corte Especial do STJ, o processo tem sucessivos pedidos de vista. Desde março de 2007, quando o ministro Hamilton Carvalhido levou a Reclamação de Maria Aivan para julgamento, quatro ministros já pediram vistas dos autos: Nancy Andrighi, no dia 7 de março de 2007; Peçanha Martins, em 20 de junho de 2007; José Delgado, em 15 de agosto de 2007; e Fernando Gonçalves, em 5 de março desse ano.

13 dos 14 ministros já votaram

Dos 14 ministros que já votaram, 13 entenderam que a competência para julgar a ex-prefeita é do Tribunal do Júri, e não do STJ. Eles votaram pela anulação do recebimento da denúncia, ou seja, para que novo processo contra ela comece. Há um voto apenas pela competência do STJ para julgar Maria Aivan.

. Segundo um assessor responsável por elaborar o voto de um dos ministros, o julgamento está demorando e tem sido interrompido por tantos pedidos de vista devido à complexidade do caso. Ele conta que, nos quatro anos que está no tribunal, nunca viu a Corte Especial ter de julgar foro privilegiado para acusado de homicídio. “Não é um processo comum”, diz o assessor.

Ele explica que a complexidade do caso está justamente no fato de a ex-prefeita ter uma denúncia contra ela na primeira instância e também ser considerada investigada em inquérito que tramita no STJ. Além disso, aponta a incoerência do MP Estadual e Federal: o primeiro entende que há provas e denuncia a ex-prefeita, enquanto o outro ainda solicita diligências.

Rebate também as suspeitas levantadas por ONGs de que há um conluio para proteger o desembargador e sua mulher e deixar o caso prescrever: “nunca vi isso. Esse processo não para nunca. Está sempre andando no STJ”.

fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/11/15/desembargador-que-livrou-marcos-santos-e-acusado-de-assassinato-de-radialista

Tabamga: TRF revoga prisão de prefeito de Traipu e envolvidos

Marcos Santos, prefeito de Traipu
O desembargador José Maria Lucena do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) concedeu habeas corpus ao prefeito do município de Traipu, Marcos Santos, à primeira-dama, Juliana Kummer e os outros seis acusados de participação no esquema criminoso desbaratado pela Polícia Federal durante a Operação Tabanga no dia 20 de setembro.

O grupo, liderado pelo prefeito - afastado de suas funções - é acusado de envolvimento em crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato, prevaricação, fraudes, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa.

O desembargador federal José Maria Oliveira de Lucena seguiu o entendimento da defesa dos acusados que alega não haver fundamentos legais para sustentar a prisão preventiva, em razão do encerramento do prazo de 15 dias, estabelecido no decreto prisional, aliado ao fato de não ter sido oferecida denúncia.

Em sua decisão, o desembargador destaca que não há razão para a manutenção das prisões, já que os 'cabeças' do esquema criminoso - prefeito e a secretária de assistência social - foram afastados dos cargos e não poderão cometer novos crimes.

Segundo decisão, o prefeito e a primeira-dama, além de Francisco Carlos de Albuquerque dos Santos (ex-secretário de Administração), Robson Nascimento de Farias (secretário municipal de Saúde e Educação), Charles Douglas Amaro Costa, Ricardo Martins Ribeiro e Osmar Bandeira de Melo Neto deverão apresentar-se, no prazo de 48 horas, à sede da Polícia Federal (PF), situada em Jaraguá, para prestar esclarecimentos, além de comparecerem, mensalmente, perante a Justiça de Traipu, com exceção de Ricardo Ribeiro, que deverá apresentar-se à Justiça de Penedo.

O prefeito e a primeira-dama ainda se encontram foragidos.

TABANGA

A operação Tabanga foi deflagrada no dia 20 de setembro, pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), em ação conjunta com o Ministério Público Estadual (MPE), a Controladoria Geral da União (CGU), a Polícia Civil (PC), a Força Nacional (FN) e a Polícia Militar (PM), para desarticular um esquema desvio de recursos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE).

Durante a Operação, quatro pessoas foram presas e pelo menos mais quatro estão foragidas, entre elas o prefeito de Traipu, Marcos Santos. Eles são acusados de um desvio de mais de R$ 8 milhões em recursos federais destinados a área de educação do município, entre outubro de 2007 e 2011.